Lazer… o que é o que é?

lazer

Uma palavra que, certamente, todos nós conhecemos muito bem. Do latim “licere” (ser lícito, ser permitido, ter valor) e “lezer” (ócio), o termo que parece ter surgido apenas em meados do século XX procura caracterizar um conjunto de atividades e/ou de comportamentos aos quais uma pessoa se entrega, de “bom grado”, com prazer, para se divertir ou relaxar.

Mas o conceito, por mais simples que possa parecer, esconde no seu contexto inúmeras interpretações paralelas quando se tenta fazer entender que tais ações se desenvolvem apenas à margem da ocupação profissional de quem pratica o substantivo em pauta. Vale lembrar quem disse: “Triste é aquele que tem de trabalhar. Feliz é aquele que quer trabalhar”.

 Alguns ofícios são desenvolvidos com tanta satisfação que, de certa forma, cria-se um mix entre a atividade profissional e o sentimento de distração oriundo pela atividade empreendida (artista-pintor, artista-cantor, etc.). Ou será que deveríamos considerar o momento no qual se pratica uma ação? Posso estar pintando com um sentimento de prazer, sem me ater se vou vender o meu quadro ou estar cantando sem me preocupar se vou ser pago pela minha interpretação.

Uma mesma atividade poderá se transformar num sentimento de lazer para uns e num sentimento de trabalho para outros. Viajar, por exemplo, se constituirá num tempo de lazer para quem passa o ano todo  restrito a atividades desenvolvidas dentro de um escritório e se constituirá em trabalho para um guia profissional acompanhando uma excursão ou um passeio turístico.

Em outras palavras, poderíamos entender o lazer como sendo a forma pela qual uma pessoa interpreta e/ou julga estar vivenciando um determinado momento ou tempo: se o indivíduo estiver desenvolvendo uma atividade com um sentimento de estar trabalhando ou se estiver desenvolvendo algo, por vontade própria, com um sentimento de prazer.

Assim, poderíamos dividir o nosso tempo em várias categorias: trabalho, obrigações fisiológicas, interferências conjunturais, outros momentos de natureza qualquer e os momentos de puro lazer: isto é, nos quais podemos fazer ou desenvolver qualquer espécie de atividade, sem obrigação, que nos proporciona contentamento, entre outros sentimentos e sensações prazerosas. Como ler um bom livro, escutar música, assistir a um programa ou filme, participar de um jogo de carteado, dançar, etc.

Em 1843, Claude Tillier disse “chacun prend son plaisir où il le trouve” (em tradução literal: “cada um tira o seu prazer onde ele o encontra”), frase que vai mais além da concepção clássica sobre o verbete em questão. Neste provérbio francês, as atividades de lazer  são, ao mesmo tempo, diferentes entre todos aqueles que têm a feliz oportunidade de senti-los  como, também, são muito relativos ao tempo, momentos e até na duração de suas práticas.

Quem atua nas áreas de transporte, viagens, turismo, hotelaria, gastronomia e demais atividades afins, sabe, muito bem, da importância e da responsabilidade que tem em proporcionar o seu melhor àqueles que irão utilizar os seus produtos e serviços visando atender e dar o devido valor aos seus preciosos momentos de lazer.

Imagem de lisa runnels por Pixabay

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