Malha aérea e casas de aluguel são os maiores desafios para a hotelaria

0
Claiton Armelim, da CV, Carlos Eduardo Pereira, da Bancorbras, e Felipe Cavalcante, da ADIT Brasil, foram os primeiros painelistas da ADIT Hotel 2018

A falta de malha aérea em algumas regiões e o aluguel de casas de verão são, atualmente, os maiores desafios da hotelaria nacional. Pelo menos essa é a pespectiva dos participantes do painel “Perspectivas do mercado: a visão de quem comercializa hotéis e resorts no Brasil”, do ADIT Hotel 2018, realizado em São Paulo.

O painel, composto pelo diretor de produtos nacionais da CVC Corp, Claiton Armelin, pelo diretor executivo da Bancorbras, Carlos Eduardo Pereira, e mediado pelo presidente da ADIT Brasil, Felipe Cavalcante, trouxe ainda dicas para fomentar o fluxo de hóspedes na cadeia hoteleira e as tendências do mercado.

“O brasileiro gosta de viajar mas ele quer facilidade, sem precisar ficar 12 a 14 horas dentro de um ônibus e muitos destinos ainda não são contemplados com um malha aérea próxima. Existe um pleito da CVC junto as companhias para esses locais de interesse, como Caldas Novas (MG), ganhem novas frequências”, apontou Claiton Armelin.

“O Brasil tem uma oportunidade gigantesta para prospectar a contrução de novos hotéis e resorts. Porém, o que eu saliento com vários players, é que saibam lidar com o receio dos investidores, pois não adianta construir esses locais sem poder levar os turistas até o destino”, salientou o executivo.

Em relação ás casas de aluguéis, onde os turistas optam por alugar uma construção com mais de 2 quartos, ambos Armelin e Pereira dizem que os hoteleiros devem apostar ainda mais na experiência para fidelizar clientes e fazê-los buscar a hospedagem em hotéis.

“Cerca de 60 a 65% dos nossos clientes são pessoas moram em apartamentos. Por isso, o convívio com a natureza detro do empreendimento, com muita area verde, é um grande diferencial para a convivência do dia a dia e é algo que os clientes tem valorizado muito”, apontou o executivo da CVC Corp.

“A hotelaria não pode dar espaços e tem que fazer seu papel de encantar o cliente, tratá-los de forma diferenciada e fornecer experiência. Fazendo isso não haverão pessoas trocando hotéis por casas de aluguel”, destacou Pereira.

Turismo regional e resorts all-inclusive

Outro ponto apresentado no painel foram as chamadas “mini-férias”, que têm ganho força com as viagens realizadas nos feriados prolongados (quinta/sexta-feira a domingo) e as oportunidades de investimentos no âmbio regional para a hotelaria.

“Nosso cliente trabalha 12 meses para tirar ferias e viajar 10 a 12 dias. Nesse intervalo, ele buscar tirar ‘mini-férias’ ou ‘escapadinhas’, especialmente nos feriadões de quinta a domingo. Essas são boas oportunidades de fazer uma análise e investir no turismo regional, em diversas regiões”, disse Armelin.

Além disso, Carlos Eduardo Pereira destacou o salto nos resorts all-inclusive no Brasil. “Os resorts all inclusive cairam no gosto dos brasileiros, muito devido a situação econômica do país obrigando os viajantes a melhor planejarem os gastos, o que caiu como uma luva para a Bancorbras que tem mais de 20% de demanda reprimida de resorts”, afirmou.

Confira mais notícias de Feiras e Eventos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here