Maringá Convention Bureau reforça adiamento no setor de eventos

De acordo com o Maringá e Região Convention & Visitors Bureau, a maior parte das empresas deixaram de faturar entre R$ 500 mil a mais de R$ 1 milhão

O Maringá e Região Convention & Visitors Bureau promoveu a campanha “Não Cancele, Remarque”, com o intuito de amenizar o impacto da crise no setor de turismo. Grandes eventos de Maringá, como Expoingá e Calouro Folia foram reagendados para o segundo semestre de 2020.

A Expoingá será realizada de 8 a 18 de outubro. A Calouro Folia, dia 19 de setembro. O Vestibular de Inverno da UEM, que seria realizado em julho, também foi suspenso, mas a nova data ainda não foi divulgada. Mesmo caso do X Encontro Técnico Avícola, que foi reagendado para o segundo semestre, ainda sem nova data.

O Congresso Dental Press, que seria realizado em maio, foi cancelado este ano e a nova data foi marcada para maio de 2021. Os eventos de motociclistas Harleyros Maringá e Encontro Bodes do Asfalto Regional também foram adiados, porém ainda não há nova data divulgada. O Parajaps, que seria realizado em junho, também foi suspenso, e ainda não há nova data. Além disso, shows, formaturas e casamentos também foram todos adiados.

Economia

O adiamento dos eventos é a melhor alternativa para amenizar a crise e dar perspectiva para o setor. No entanto, os empresários do setor calculam prejuízos mesmo com reagendamento. “É um erro pensar que os custos dos eventos não se dão somente no dia da realização”, disse João Vitor Mazzer, segundo vice-presidente do Convention.

A maior parte dos eventos reuniria milhares de pessoas e movimentariam milhões de reais na economia de Maringá neste primeiro semestre. Pesquisa realizada pelo Convention apontou que a maior parte das empresas ligadas ao setor de eventos deixou de faturar entre R$ 500 mil e mais de R$ 1 milhão por evento, além do impacto indireto com os demais setores do trade turístico como bares, restaurantes, transporte e comércio.

Espaços para eventos

Os espaços para eventos calculam prejuízo que varia entre R$ 200 mil a mais e R$ 1 milhão com o adiamento/cancelamento dos eventos, conforme pesquisa realizada pelo Maringá e Região Convention & Visitors Bureau.

Segundo Bruno Silveira, diretor do Lebloc Centro de Eventos, filiado ao Convention, a maior parte dos eventos serão reagendados para nova data. “Estamos mantendo contato com clientes e futuros clientes, a procura pelo nossos serviços continua por meio de e-mail e whatsapp. Estamos tomando medidas para amenizar a situação, criando estratégias de vendas para o próximo semestre”, disse.

O Nilson Violato, curador do Expoara Centro de Eventos, também filiado, afirma que o momento é de repensar o mercado de eventos. Segundo ele, o setor de eventos deve retomar a partir de outubro, “Estamos sofrendo com a parte econômica em função de eventos cancelados ou reagendados. Acredito que devemos voltar a crescer a partir do mês de outubro, mas vamos ultrapassar a linha padrão somente no ano que vem. O equilíbrio só vai ocorrer após 2021, que será um ano de construir um alicerce para se manter”, disse.


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