Marrocos visto de cima

No primeiro dia de tour, travel managers brasileiros fizeram voo de balão e conheceram a cidade de Marrakesh
marrocos
Passeio de balão foi um dos destaques do primeiro dia de tour

O Brasilturis Jornal dá sequência à série de textos exclusivos sobre a oferta turística no Marrocos para o segmento corporativo e de Mice, resultado de um famtour da Royal Air Maroc em parceria como DMC Atlas Voyages. Um dos destaques na programação foi o passeio de balão pela região de Oulad Garn, a 30 quilômetros de Marrakesh.

O grupo saiu cedo do hotel e foi recepcionado em um ponto de encontro preparado especialmente para turistas – com direito a tenda e fogueira para aquecer a noite gelada. Com capacidade para até 28 passageiros, o balão a gás chega a até 1,5 mil metros de altitude, sobrevoando plantações de oliveiras e trigo.

Um dos pontos altos, segundo os participantes, foi o espetáculo do nascer do sol, com seus raios cortando o céu atrás do monte Atlas. “Por vários momentos, percebi todos em silêncio, apreciando a paisagem. Foi uma experiência para refletir e nunca mais esquecer”, opina Alexandre Santos, diretor da Tristar Turismo para o segmento Mice.

(texto continua após a galeria de fotos)
Paisagem terracota em Marrakesh

Com população de 1,5 milhão, Marrakesh é a cidade mais visitada da África e considerada a capital turística do país. Apenas neste ano, mais de 15 milhões de turistas visitaram o destino que exige pelo menos quatro dias para ser explorada em detalhes.

Fundada em 1062, a cidade exibe ótima infraestrutura de hotéis de luxo para grupos de lazer ou viajantes corporativos e os tradicionais riads – casas típicas marroquinas transformadas em hospedagem. A proximidade com o monte Atlas – Marrakesh fica a 70 quilômetros do local – permite criar extensões para passeios em Oukaimeden, estação de esqui mais popular do país.

Uma curiosidade é notar que todo o casario é pintado na cor terracota. A origem dessa tradição remonta ao século 12, quando um médico sugeriu a pintura ao rei para evitar problemas de visão e dores de cabeça à população, já que a cidade conta com incidência solar constante em 300 dias do ano. O costume é mantido até os dias de hoje e, caso algum proprietário decida mudar a cor da fachada, precisa pedir autorização à prefeitura e justificar o motivo.

O tour pode começar pela praça Jemaa El-Fna, considerada o coração do centro urbano, um ambiente livre e ocupado por diversos personagens locais. Uma dica: Os trabalhadores dos souks – palavra árabe para mercados – cobram gorjetas de, no mínimo 20 dihans (pouco mais de 20 reais) para fotos, então é preciso resistir à tentação de clicar tudo o que vir pela frente. Culturas diferentes convivem por ali, cercadas pelas ruas coloridas e vias dedicadas exclusivamente à venda de artesanato local e alimentos, com destaque para as azeitonas que têm um mercado específico para destacar a grande produção.

(texto continua após a galeria de fotos)

Vale visitar a Mesquita Koutoubia, a principal de Marrakesh, que é datada do século 12 e avistada de longe pela torre de 77 metros. O ponto mais alto e símbolo da cidade delimita a altura das construções: nenhum prédio erguido desde então pode ultrapassá-la em altura. Construído em 1880 em uma área de oito hectares, o Palácio Bahia também não pode ficar de fora do passeio. O nome vem do árabe e significa “brilho”, remetendo à explosão de cores do interior.

Marrakesh é uma cidade quente – durante o verão, a temperatura média é de 28ºC, mas pode chegar a 44ºC com facilidade. A arquitetura foi pensada para garantir o bem estar diante dessa condição, então sempre se vê a combinação de pé direito alto, portões frontais, mosaicos frios e paredes erguidas em pedra polida.

Brasilturis Jornal viaja a convite da Royal Air Maroc e Atlas Voyages, com proteção Affinity e April Brasil

Esse texto faz parte de uma série sobre os atrativos turísticos do Marrocos que o
Brasilturis Jornal publica com exclusividade até a próxima sexta-feira (20). 
Confira amanhã (15) os destaques da área montanhosa do Alto Atlas e a visita 
ao estúdio que serviu de locação para filmes famosos como “A Joia do Nilo” (1985), 
“Gladiador” (2000) e “Babel” (2006), entre outros.

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