Max Gehringer aborda gerenciamento de mudanças durante Encontro Nacional da Hotelaria

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Fórum Nacional da Hotelaria

Com formato dinâmico, dividido entre palestras e painéis, a segunda edição do Fórum Nacional da Hotelaria trouxe nomes reconhecidos nacionalmente ao palco do centro de convenções do Pullman Vila Olímpia. A começar por Max Gehringer, consultor de carreiras, autor e palestrante, que abordou o gerenciamento de mudanças com base em três pilares: crise, mudanças e gente.

“A humanidade não gosta de mudar, todos nós tentamos bloquear qualquer modificação em nosso cotidiano. Mas mudanças são inevitáveis”, disse, mencionando uma pesquisa feita no Rio de Janeiro após o lançamento do biquíni, na década de 1950. “Ela revelou que 68% das mulheres e 63% dos homens eram contra a chegada do traje ao País”, completou.

Gehringer defende a necessidade de antever as mudanças para minimizar o impacto das transformações futuras. “É impossível prever o futuro, mas sabemos que qualquer evento mundial afeta diretamente a nossa economia. Somos um país que vive períodos de estabilidade entre crises”, conceituou, lembrando os ocorridos desde a presidência de José Sarney, na década de 1980, até a de Fernando Collor, nos anos 1990. “Os brasileiros são grandes copiadores e não criadores de soluções. Não somos bons para entender o futuro e sempre esperamos que alguém apareça para resolver nossos problemas”, defendeu.

Para ele, um dos segredos de uma boa gestão é exatamente a capacidade de se preparar para enfrentar a crise “que certamente virá”. O palestrante defendeu, ainda, a contratação de profissionais que tragam bons resultados e tenham respeito à hierarquia. “Não se deve optar pelo gênio ou pela pessoa que tem mais diplomas, mas por aquele que tem competência e bom relacionamento com os colegas, pares e superiores. É preciso ter a capacidade de entender as pessoas e saber que elas aprendem rápido”, cravou.

Dicotomia no mercado de trabalho

Um dos problemas, segundo Gehringer, é que a dicotomia na sociedade atual que contrasta os ideais da mão de obra, em boa parte formada por millennials que desejam mudar o mundo, com a gestão liderada por profissionais de outra geração, focada em metas e lucro. “Os jovens mudam de emprego oito vezes em um intervalo de três a quatro anos”, apontou.

Para solucionar a questão, o consultor deu uma dica importante aos gestores presentes. “Contrate com base no trabalho a ser feito, na capacidade da pessoa de executá-lo e no alinhamento de valores entre colaborador e empresa. Nunca com base em promessas de sucesso”, sugeriu. Para ele, a carreira de hotelaria é uma profissão que tem vida longa pela frente, mas exige equilíbrio para lidar com as constantes mudanças. “É preciso se adaptar”, finalizou.

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