Movida será máster franqueadora da Avis Budget no Brasil

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A Movida assinou ontem (30/8), uma carta de intenção não vinculante com a Avis Budget Group, uma das principais fornecedoras globais de soluções de mobilidade, com mais de 11 mil pontos de atendimento em aproximadamente 180 países pelo mundo, para uma Aliança Estratégica com duração de 10 anos e renovável por mais 10 anos.

Pelo acordo, a Movida torna-se a franqueadora master da Avis Budget no Brasil e pode, inclusive, adicionar as marcas Avis e Budget em seus pontos de atendimento no País. Por outro lado, a Avis tem permissão para adicionar o logo Movida nos principais aeroportos que são destino de brasileiros no mundo.

Em relação à aquisição de ativos, a Movida terá cerca de 4,4 mil carros – sendo 3,5 mil em rent a car (RAC) e 900 em gestão e terceirização de frotas (GTF) – com valor estimado em R$ 150 milhões. As partes antecipam que o pagamento dos ativos terá o prazo de um ano e estará sujeito a um acordo de financiamento com uma instituição financeira local.

Com a aliança estratégica, os clientes Movida passam a ser atendidos em mais de 180 países por meio da rede Avis Budget. Criada em 2006 e adquirida pela JSL em 2013, a Movida conta com frota de 81 mil carros e 246 lojas, sendo 186 lojas de RAC e 60 de Seminovos.

O acordo é semelhante ao que ocorreu com as locadoras nacionais concorrentes nos últimos anos. A Localiza se uniu a Hertz e a Unidas estabeleceu parceria com a Locamerica.

Em teleconferência com jornalistas, Renato Franklin, presidente da Movida, destacou que esse é um dos modelos de negócio mais eficiente e menos caro para atrair clientes estrangeiros. “É um canal de receita bastante rentável, já que o valor do tíquete médio do exterior é maior que o do Brasil”, explicou.

Quando questionado sobre a parceria já firmada com a locadora Sixt – desde julho de 2016 -, Franklin afirmou que tudo vai depender da aprovação do acordo nos próximos dias. “Caso a aliança seja confirmada, a Avis será a única locadora parceira da Movida no exterior”. afirmou.

O acordo depende da aprovação de acionistas e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser oficializado.

*Informações atualizadas às 18h37 do dia 31/08/2018.

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