MP 927: entidades demonstram insatisfação com Governo Federal

Ao todo, oito representantes do setor turístico brasileiro assinaram uma carta aberta enviada ao governo, mostrando que a Medida Provisória, estabelecida na segunda-feira (23), não atende as exigências

MP 927
Carta aberta a respeito da MP 927

Em carta aberta, oito entidades do Turismo brasileiro mostraram o que pensam na MP 927, estabelecida pelo Governo Federal na segunda-feira (23). A Medida Provisória tomou certa polêmica, já que permitia a suspensão de quatro meses do contrato de trabalho. O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) revogou a ação ainda ontem.

No comunicado formulado pelas representantes do setor, o entendimento é que a medida não atendia aos empregos nos âmbitos do Turismo. São citados os fechamentos de parques e hotéis, por exemplo, para comprovar a defasagem da medida.

A lista de assinaturas inclui:

  • Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra)
  • Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih Nacional)
  • Brazilian Luxury Travel Association (Blta)
  • Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (Fbha)
  • Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb)
  • Associação Brasileira de Resorts (Resorts Brasil)
  • Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat)
  • União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (Unedestinos)

Confira o texto na íntegra:

A MP 927 Não atende aos empregos do setor de Turismo

“Com 80% dos hotéis e resorts e a totalidade de parques e atrações turísticas do Brasil fechados, os setores apelam por ajuda do governo federal para manter os empregos. As restrições às viagens ao redor do mundo em função da Pandemia e a necessidade de isolamento social paralizam a cadeia de turismo e assolam a economia de forma global.

As MPs anunciadas até o momento pelo Governo Federal brasileiro, sobretudo as trabalhistas, não representam nenhuma solução para o setor. Diferentemente de outros setores econômicos, onde há queda na produção, o Turismo parou. De que adianta diminuir jornadas de trabalho ou salários, ou autorizar o teletrabalho se parques e hotéis já estão fechados? Não havendo deslocamento de pessoas, não há prestação de serviços e não há produção. Turismo não se estoca. Comunidades e destinos inteiros podem sofrer com o desemprego!

Os setores representados pelas associações hoteleiras e de parques do Brasil, Resorts Brasil, ABIH, FOHB, FBHA, BLTA, Sindepat, Adibra e Unedestinos reafirmam: as empresas não suportam este impacto financeiro, não é prejuízo, é falência iminente e supressão imediata dos empregos deixando de movimentar R$ 31,3 bilhões na economia brasileira.

Nossa luta é para manter mais de um milhão de empregos diretos e indiretos. Se países como França, Espanha, Portugal, Itália, Estados Unidos, Argentina, Uruguai adotaram medidas imediatas para manter empregos e salvar a economia do turismo, o Brasil deve fazer o mesmo. Se não o fizer, a recessão levará ao caos completo com desemprego e violência, nada menos de quatro milhões de pessoas impactadas (mais da metade da população do Rio de Janeiro ou 1/3 da população de toda a cidade de São Paulo). Um desastre total para a recuperação não só da economia, mas da imagem do Destino Brasil. Essa luta não é só nossa, é do Brasil.”

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