Exclusivo! Nepal está pronto para receber turistas novamente

Já faz um ano que um terremoto de grandes proporções atingiu o Nepal. As consequências são sentidas até hoje pelo turismo local que viu o número de visitantes despencar, prejudicando a atividade que contribui com 10% do PIB nepalês. A ideia é reverter esse quadro já que a reconstrução das áreas atingidas – centradas nos arredores da capital, Khatmandu, em uma área correspondente a 20% do território do país – está bastante adiantada.

 

“Hoje, o Nepal é um destino 100% seguro para viagens e todas as atrações turísticas estão funcionando normalmente”, afirmou Rishi Raj Acharya, Segundo-Secretário da Embaixada do Nepal, em Brasília (DF). Ele esteve em São Paulo para apresentar um panorama das atrações do destino aos agentes de viagens que teve cobertura exclusiva do Brasilturis Jornal. “Queremos passar uma mensagem importante para o mundo: o Nepal está pronto para receber turistas de todas as partes do planeta”, disse.

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Rishi Raj Acharya, Segundo-Secretário da Embaixada do Nepal

Um pequeno país com muitas possibilidades

Muito se engana quem pensa que o Nepal é um destino apenas para aventureiros que desejam explorar trilhas para chegar o mais perto possível do monte Everest. O pico mais alto do mundo é, realmente, o cartão-postal mais famoso do país. Mas a oferta não se resume a isso. Quem compra um bilhete para o destino asiático pode desfrutar de cenários incríveis que também incluem rios caudalosos, terrenos selvagens povoados por rinocerontes e elefantes, plantações de chá, templos budistas e hindus, além de uma cultura ímpar, marcada por festivais e rituais sagrados que são celebrados durante todo o ano pelos calorosos nepaleses.

 

Além das caminhadas ao campo base do Everest, Acharya destacou a possibilidade de praticar rafting, rapel em cachoeiras, tirolesa, bungee jump, voos de parapente e ultralight, além de percorrer trilhas na região do monte Annapurna – que tem acesso mais fácil por terra do que seu “colega” famoso. É por ali que fica a emblemática Fishtail, montanha que tem o pico em formato de rabo de peixe. O país oferece ainda outras oito rotas construídas para a prática segura do trekking.

 

Aqueles que preferem atividades mais pacatas podem embarcar no mais novo produto turístico local: um voo panorâmico de cerca de duas horas que chega muito próximo do Everest, perfeito para fotos panorâmicas do gigante de 8.848 metros. Outras opções incluem o tour a Lumbini, terra natal de Buda; os retiros espirituais de Pokhara; e o turismo em vilas e comunidades rurais para desfrutar do “produto” mais emblemático do país: o contato com o povo local. A população nepalesa é formada por 125 etnias e algumas dessas famílias abrem suas casas para hospedar os turistas.

 

Profundo conhecedor do destino, o fotógrafo Caio Vilela participou da apresentação, pontuando suas experiências como guia de brasileiros. José Eduardo Barbosa, diretor da Flot, e Roberto Nedelciu, diretor da Rhaido também estiveram presentes e reforçaram a oferta de pacotes formatados pelas operadoras aos grupos brasileiros interessados.

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Nedelciu, Barbosa e Vilela

 

Triste lembrança

O povo local ainda traz na memória as consequências do terremoto ocorrido em 25 de abril de 2015, responsável por ceifar cerca de nove mil vidas e deixar 23 mil feridos, além de 8 milhões de desabrigados. Sítios arqueológicos, locais tombados pelo patrimônio mundial, prédios comerciais, governamentais e residências foram seriamente afetados e os danos materiais foram estimados em aproximadamente US$ 7 bilhões, o equivalente a 33% do produto interno bruto nepalês.

Acharya reforçou que os turistas que chegam agora ao país podem ver de perto os trabalhos de reconstrução e ajudam a movimentar a economia do turismo, contribuindo para o sustento de muitas famílias. “No meu país, os visitantes são tratados como deuses”, finalizou.

 

Informações: www.welcomenepal.com

Camila Lucchesi

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