“Nosso foco para 2020 será trabalhar na redução de tarifas”, afirma CEO da Azul

Companhia aérea deve abrir seis novas bases e projeta transportar 30 milhões de passageiros no próximo ano
Redução de tarifas - Azul
John Rodgerson, CEO da Azul Linhas Aéreas

Modernização de frota, investimento em serviços e ampliação da malha. Essas são as principais frentes da Azul Linhas Aéreas para 2020, dando continuidade ao trabalho iniciado neste ano. Em 2019, a companhia abriu sete novos destinos e prevê a expansão para mais seis a oito bases – incluindo uma internacional – no ano que vem, com projeção de transportar 30 milhões de passageiros – três milhões a mais do que neste ano.

John Rodgerson, CEO da companhia, afirmou que outro foco prioritário da empresa será reduzir as tarifas.”Todos perguntam sobre valores e não há segredo, é a lei da oferta e da demanda. Com nosso trabalho de aumento contínuo da malha, vamos conseguir baixar o preço dos bilhetes nos próximos dois ou três anos”, disse, reforçando que a redução só não foi iniciada neste ano por questões alheias à operação – notadamente a combinação de oscilação constante do dólar e falência da Avianca Brasil.

Além da expansão de rotas, outro fator primordial para a redução é a chegada de novas aeronaves. No ano que vem, a companhia receberá 31 novas aeronaves, sendo 20 Embraer E2, a nova “menina dos olhos” da companhia. “Operar o E1 foi o segredo de como chegamos até aqui, mas não é o que vai nos levar para a frente”, pontua Alex Malfitani, vice-presidente de Finanças.

O executivo explica que a aposta no E2 reduz 26% o custo por assento e diminui 14% o custo por viagem na comparação com o modelo anterior. “A estratégia está em segmentar as rotas por modelo de aeronave”, completou Abhi Shah, vice-presidente de Receitas. A Azul mescla a utilização de ATRs (70 assentos), E-jets (106 a 136 lugares) e A320Neo (174 lugares) de acordo com uma combinação de distância e demanda.

Malfitani defende que a estratégia é chave para uma operação mais econômica. “O A320Neo, por exemplo, reduz ainda mais o custo por assento, mas tem um valor de viagem 5% maior na comparação com o E2. Vale só para operações mais demandadas”, explica, lembrando que o A380, avião com menor custo por assento do mundo, está sendo substituído pelas companhias após 12 anos de uso. “Assento demais também pode ser ruim”, finaliza.

1 COMENTÁRIO

  1. Mr. John Rodgerson: I wish your best for international flights. keep up your work! So, AZUL Company can have a much better fight service and CSR than the worse service from LATAM.

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