Nova Zelândia nota frequência maior de pássaros durante pandemia

A Nova Zelândia conta com mais de 160 espécies de aves e conta com o Departamento de Conservação para prezar pelos pássaros raros

O kiwi é a espécie mais famosa do país

A Nova Zelândia notou que, em meio à pandemia, com a população em casa, pássaros locais mudaram de comportamento e começaram a aparecer nas cidades e até nas casas das pessoas. Durante o bloqueio de nível quatro – que inclui medidas restritivas de circulação -, foi continuado um trabalho de conservação para proteger espécies nativas do país.

Para manter a sobrevivência da espécie tūturuatu, uma das mais ameaçadas de extinção, foram autorizados a viajar de avião cinco pássaros jovens, que faziam parte dos 250 restantes no país, para uma missão considerada essencial pelo Departamento de Conservação. Os pássaros voaram Wellington, para o santuário Zealandia, que tem o objetivo de restaurar ecossistemas e que já introduziu 18 espécies de animais selvagens.

Ellen Irwon, guardiã chefe do santuário, sugere que não só pássaros tenham mudado de comportamento, mas também as pessoas. “Com a vida mais silenciosa e lenta, é possível que as pessoas também estejam desacelerando e percebendo mais os pássaros e a natureza. Talvez eles tenham estado sempre por lá, mas só agora conseguimos vê-los”, comenta.

O país conta com 168 espécies de aves, sendo 93 delas nativas. Cerca de 25% dos pássaros não são encontrados em nenhum outro lugar do mundo. O kiwi é o pássaro mais famoso e para garantir a sobrevivência dele e de todas as outras espécies raras, a Nova Zelândia conta com o Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC), considerado líder mundial em ciência da recuperação de aves.


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