Novos protocolos aeroportuários estão sendo discutidos, segundo Abear

Em live, promovida pelo Maringá Convention & Visitors Bureau e a Amav, presidente da Abear afirma que decisões do País impactam no futuro das empresas

MP 907 - Abear
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear

O Maringá e Região Convention & Visitors Bureau e a Associação Maringaense das Agências de Viagens (Amav) promoveram, na última sexta (24), uma videoconferência com Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que esclareceu dúvidas sobre o cenário da aviação em meio à pandemia do Covid-19.

Durante a live, que reuniu dezenas de empresas ligadas setor, Sanovicz falou que reuniões estão sendo realizadas para dar início ao trabalho dos grupos que tratarão dos protocolos sanitários, de segurança e de saúde em todo o procedimento, desde a porta do aeroporto até o desembarque da aeronave.

“Estamos pensando em várias medidas de precaução como medir temperatura dos passageiros. Outro ponto é debater o espaçamento das filas e o uso de máscaras a bordo. Devemos passar a ter serviço de bordo disponível para evitar a circulação dentro da aeronave. Nosso objetivo é submeter ao órgão regulador e às normas internacionais, e unificar esses procedimentos no País e no planeta”, afirmou Sanovicz.

O presidente da Abear ainda declara que a discussão envolve os órgãos superiores competentes, como Anac, Anvisa e Secretaria de Aviação Civil a poucos dias. Além disso, enfatizou que dentro das aeronaves os tripulantes podem ficar despreocupados. “O ar que circula dentro do avião é mais seguro que dentro da sua própria casa. Isso porque as aeronaves têm exaustores que a cada três minutos renovam 99,97% do ar”, detalha.

Sanovicz mencionou que o mundo atravessará essa crise, mas que sair mais forte enquanto empresas vai depender muito das decisões da economia do país. A previsão é de retomada inicial no mercado doméstico. “As pessoas vão se sentir mais seguras para viajar primeiro para locais mais próximos e estarão mais atentas a estrutura de saúde. Já o mercado internacional deve retornar mais lento, com critérios mais complexos”, disse.

Eventos e negócios

O tráfego corporativo é o mais importante da receita do setor, segundo avaliou Sanovicz. “Embora seja o segmento com o menor número de pessoas, é o que tem ticket médio mais alto, e que está ligado a negócios e eventos. A retomada do tráfego aéreo está ligada a demanda que for gerada pelo segmento de negócios que voltar mais rapidamente a sua atividade”, disse.

E prever uma data para retomada atualmente é “leviano”, pontuou. O retorno do público corporativo está ligado a velocidade de retomada de cada setor e os setores não vão voltar iguais.  “Cada setor tem sua própria dinâmica, visto que todos vivem hoje uma crise que jamais viveram”, completou.

Sanovicz, que já atuou como diretor do São Paulo Convention & Visitors Bureau, mencionou que no cenário de eventos é importante trabalhar a captação de eventos a médio e longo prazo. “Não se pode cobrar eventos para logo. Os eventos serão necessariamente fortes a partir de setores locais fortes”, disse.


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