O futuro (de verdade) dos automóveis, que nunca chega!

Por: Marcelo Alexandre

Muito se fala na evolução dos automóveis. E é bem verdade, que muito se evoluiu desde que o primeiro carro (um tipo de charrete com motor) rodou. Mas também é um fato que os automóveis poderiam ter evoluído muito mais.

 

Nos dias de hoje, existem várias novas tecnologias que já poderiam estar sendo usadas nos automóveis, e que ainda não são. Tais tecnologias, poderiam ajudar os consumidores a terem uma vida muito mais confortável e segura. Algumas coisas continuam a ser parecidas, ao que eram nos primórdios da industria automobilística. Vejamos alguns exemplos. Os pneus continuam furando. As baterias continuam arriando em partidas eventuais. Os espelhos retrovisores laterais continuam quebrando. As chaves e os volantes continuam existindo, entre outras coisas mais. Então, vamos analisar algumas que já poderiam ter mudado. A questão principal é que já existem alternativas que poderiam substituir eficientemente alguns padrões obsoletos.

 

 

Pneus que não furam e duram muito mais

 

FuturoVamos começar pelos pneus. É claro que os pneus evoluiram muito. Eles estão mais resistentes, seguros, permitem velocidades bem maiores  e não usam mais câmaras de ar. Ainda assim, eles furam. É verdade que algumas tecnologias minimizaram esses problemas. Desde líquidos vedantes disponíveis em kits reparadores (em formato de spray) até os pneus com tecnologia Runflat. Isso permite que o carro continue a rodar com os pneus furados, por até 100 km em distância (numa velocidade máxima de 80 km/h) até ser devidamente reparado. E quando ocorre a avaria no pneu, sensores informam a perda de pressão. Mas, de qualquer forma, os pneus continuam a furar.

 

Entretanto, já existe um pneu que não fura. Trata-se do “Tweel Tire”. Um tipo de pneu que não usa pressão de ar, desenvolvido pela empresa francesa Michelan. O nome vem de uma junção das palavras “tire” e “wheel” em inglês. Basicamente, trata-se de um pneu onde a estrutura interior utiliza hastes flexíveis de poliuretano, dispostas em forma de triângulos, para manter o amortecimento e sustentação. Assim, ele tem durabilidade até três vezes maior que um pneu comum (no quesito  resistência). Além disso, é mais ecológico pois a estrutura interna pode ser reaproveitada algumas vezes, trocando apenas a banda de rodagem.

 

E se o pneu não fura e dura mais, pra que estepe e macaco?! De cara, mais espaço no porta-malas, e menos peso dentro do carro. Consequentemente, maior a economia de combustível, seja ele qual for. Ainda que essa tecnologia tenha algumas deficiências, certamente é uma solução muito mais inteligente que os pneus utilizados atualmente. Entretanto esse avançado conceito não é utilizado de forma ampla e comercial.

 

 

Baterias que avisam antes de falhar

 

FuturoAs baterias também são outro componente que continuam a ter suas limitações e falhas. Com o passar dos anos, elas ficaram mais potentes, leves, confiáveis e “sem manutenção” (perderam os orifícios para verificar o nível da água). Contudo, continuam a falhar em algumas situações de partida. Nos dias atuais, já existem soluções para “medir” com grande precisão a vida útil de uma bateria. Seja pela voltagem ou por um teste de carga contínua. Muitos carros já trazem sistemas de proteção contra descarga da bateria (desligando quase tudo quando a tensão cai). Mas, esses mesmos veículos poderiam ter um sistema que medisse a vida útil da bateria, e informasse o usuário da eventual necessidade de troca do componente. Afinal, o cliente só descobre que tem que trocar a bateria, quando fica sem a partida do carro, de preferência numa noite chuvosa longe de casa.

 

Tal problema vale inclusive para modernos carros híbridos, que continuam a ter uma bateria de 12 volts, tanto para o sistema elétrico geral, como a partida do motor à combustão.

 

 

Câmeras para mais segurança!

 

Mesmo o carro mais moderno e avançado que acaba de sair da fábrica, continua a trazer os inconvenientes espelhos retrovisores laterais, e central. Esse formato é usado desde o primórdio dos automóveis. E pra falar bem a verdade, eles trazem vários problemas. Pra começar, quebram no menor dos impactos. Também são uma limitação para os projetistas no que diz respeito ao atrito com o ar, sempre prejudicando o desempenho aerodinâmico. Por fim, trazem consigo o problema do ponto cego, como também a falsa sensação de distância (no caso do espelho lateral direito). E como tudo isso poderia ser resolvido!? Com câmeras e telas gráficas!

 

Não faz muito tempo, a Volkswagen apresentou no salão do automóvel de São Paulo, um protótipo altamente eficiente (o conceito X1) que no lugar dos espelhos, trazia duas telas ligadas à câmeras. Mas não precisamos ir tão longe para mostrar a eficiência das câmeras. Quem dirigiu a mais recente geração do Honda Accord, pôde experimentar o eficiente sistema LaneWatch. Ele monitora o ponto cego por meio de uma câmera localizada na base do espelho retrovisor externo do passageiro, e exibe as imagens no display central. Isso possibilita uma melhor visão da faixa de rodagem do lado direito do veículo. Esse é acionado toda vez que o motorista liga a seta para o lado direito. Também é possível ativar essa imagem pressionando um botão na alavanca de seleção de seta, permanecendo ligado se o motorista quiser.

 

FuturoA eficiência com o uso de câmeras pode ir além. Quem já teve a oportunidade de dirigir uma Touareg da Volkswagen, gostou muito do “Area View”. Ele utiliza quatro câmeras posicionadas ao redor do carro (uma na frente, duas sob os espelhos laterais e uma na traseira) para proporcionar uma visão abrangente. O Area View permite uma visão de 360 graus, como se o observador estivesse posicionado no topo. Numa manobra, o motorista pode escolher ver ao redor do carro, ou mudar o modo de visão das câmeras para a dianteira, uma das laterais ou da traseira. Se a câmera traseira for selecionada, são mostradas linhas auxiliares dinâmicas e estáticas, ajudando o motorista a avaliar melhor as distâncias em manobras. Também é possível fazer um zoom na imagem. Outra função do Area View, é a visão “Cross Traffic”. Ela permite que o motorista enxergue em 90 graus para esquerda ou direita, em pontos localizados bem à frente, ou atrás do Touareg. Essa visão aumenta a segurança em situações como ao sair de uma garagem com ângulos cegos para os lados.

 

Outro exemplo de bom uso de câmeras é visto no Range Rover Evoque, da Land Rover. No modelo da marca inglesa são cinco câmeras ao redor do carro, num sistema muito parecido com o utilizado pela Volkswagen.

 

Existem ainda as funções ampliadas do uso de uma câmera, como acontece na nova geração do Nissan Altima. Substituindo completamente os sensores de ultrassom, uma única câmera instalada na traseira do carro, permite várias funções, como: o Blind Spot Warning (BSW), o Lane Departure Warning (LDW) e o Moving Object Detection (MOD). O Lane Departure Warning (LDW ou monitoramento de mudança de faixa) usa a câmera para monitorar constantemente as faixas de rolamento do pavimento. Se o Altima sai involuntariamente da faixa de rolamento, sem a seta estar acionada (a 60 km/h ou mais), um aviso sonoro chama a atenção do condutor em conjunto com um alerta no quadro de instrumentos, que piscará continuamente. Já o Moving Object Detection (MOD ou detector de objetos em movimento) é usado no caso de algo se mover atrás do carro enquanto ele está dando marcha ré. Assim, é emitido um alerta sonoro ao motorista. E também o o Blind Spot Warning (BSW ou monitoramento de ponto cego) emite um aviso luminoso no espelho retrovisor quando outro veículo está em uma área de ponto cego.

 

FuturoSe as câmeras já podem fazer tudo isso, porque elas ainda não fazem muito mais?! Qualquer “lojinha de bairro” hoje em dia conta com câmeras de segurança, inclusive com infra-vermelho, permitindo visão sem luz. Então, porque tais tecnologias não estão nos carros? As câmeras também poderiam ser utilizadas para o registro de uma  “caixa preta”, semelhante as dos aviões. Distribuídas ao redor do veículo e ampliando a visão do motorista em diversas situações de condução, poderiam alertar eventuais riscos. E também gravar sempre os últimos 15 ou 30 minutos de condução. Imagine como isso seria útil para explicar alguns acidentes.

 

Ou ainda eliminar completamente a necessidade da visão pelo vidro traseiro, com uso de câmeras traseiras e uma tela. Seriam várias as vantagens: ampliar consideravelmente a capacidade do porta-malas; melhorar a aerodinâmica do carro sem a região de turbulência do porta-malas; ampliar a resistência estrutural e segurança do banco de trás(no caso de uma colisão traseira) e abolir de vez o desembaçador e limpador do vidro traseiro. Não podemos esquecer que muitos carros de carga não tem nenhuma visão traseira. E quando tem, é por auxílio de uma câmera.

 

E claro, que mencionar alto custo para não implementar essas câmeras num automóvel, certamente, não é a melhor desculpa. Se um celular de R$ 400 consegue ter uma câmera de ótima definição que: filma, fotografa, reconhece o rosto do dono, tem capacidade de processamento de edição e correção de imagens em tempo real, inclusive com filtros e efeitos, porque o sistema de auxílio com câmeras num carro precisa custar quase R$ 10 mil, como acontece com o opcional “Area View” da Volkswagen Touareg?

 

 

Chaves incômodas

 

FuturoSe existe algo realmente obsoleto num carro, podemos destacar o sistema de chaves! É quase inconcebível nos dias atuais utilizarmos isso. Se podemos fazer retiradas de dinheiro, abrir portas de casas e escritórios e até cofres de altíssima segurança com biometria, por que precisamos de chaves nos carros?! Será mesmo que não dá pra usar esses mesmos recursos em carros? É claro que dá. Aliás, algumas marcas já tentaram inovar nesse sentido.

 

A Renault, por exemplo, usa algo parecido com um cartão no lugar da chave. O recurso esta inclusive presente na atual versão do sedan Fluence. Entretanto, esse cartão é enorme e muito grosso. Isso porque ele tem que trazer a inconveniente chave metálica em seu interior, para abertura da porta em emergências. Existe também a solução da Ford que utiliza senha em um teclado, para abrir apenas a porta do carro, sem a chave (presente no sedan Ford Fusion). Ainda assim, a chave esta lá presente para a partida. E por fim, existe a chave presencial frequentemente encontrada em vários modelos. Já dá para abrir e fechar a porta do carro, e dar a partida sem manusear a chave, basta ela estar dentro do bolso do motorista. De qualquer forma, temos que carregar essa tal chave! Certamente, já existe tecnologia biométrica suficiente para ser utilizada em automóveis. Inclusive, essa tecnologia poderia ir muito além, personalizando o carro para cada pessoa. Com o simples colocar de mão no sensor, o carro poderia ajustar bancos e coluna de direção para o motorista, bem como sistema de climatização e configurações do áudio. E o melhor, limitar funções do carro, como velocidade máxima, para determinados motoristas. E no caso de ceder o carro para um manobrista, bastaria dar um cartão com transponder (exatamente como aqueles que liberam acesso a prédios comerciais) onde a pré-configuração do cartão não permite passar de 40 km/h, não permite acesso a porta-luvas ou porta-malas ou alterar configurações do rádio ou sistema de climatização.

 

 

Joystick no lugar do volante

 

FuturoOutra forma de operação que já poderia ter sido revista é o tal do volante, que faz par com antigos pedais. Equipamento que apareceu nos primeiros carros, no ínicio do século passado, já poderia ter sido substituído por algo mais prático. E isso seria o já conhecido joystick. Ainda que pareça meio radical essa proposição, vamos analisar alguns fatos. O sistema de joystick já é uma realidade para diversos tipos de máquinas, algumas com aplicação e funcionamento crítico. Aviões comerciais (com os da Airbus), embarcações (desde as pequenas e ligeiras até as ultra extrapesadas para transporte de cargas); guindastes de altíssima capacidade e precisão, diversos tipos de maquinas utilizadas na construção civil e até mesmo o “ônibus espacial”, usam Joysticks em sua operação. Não vamos esquecer as cadeiras elétricas dos deficientes físicos. Mas os carros, ainda continuam a utilizar o arcaico volante. Mesmo do ponto de vista de aprendizagem, o joystick é mais intuitivo e prático. Afinal, eles são usados por milhões de crianças (algumas que mal falam) para brincar em simuladores de carros e aviões. Vale lembrar que muitos desses videogames, tem a capacidade de simular situações quase reais de uso. Talvez seja por isso que pilotos de fórmula 1 emprestam seus nomes para alguns jogos, e afirmam que eles são incrivelmente reais na sua operação.

 

Então, porque os carros não usam essa solução!? Se os veículos já contam com direções totalmente elétricas, aceleradores lógicos e digitais, sistemas de freios inteligentes com ativação digital e transmissões totalmente automáticas, por que continuamos a ter o volante e pedais num carro? É fato que a tecnologia de hoje, permitiria facilmente a substituição do volante, e todos os pedais, por um simples joystick. Aliás, se esse estiver posicionado no centro do carro, poderia ser utilizado por qualquer dos passageiros da frente.

 

Além da probabilidade de ser mais funcional, vamos avaliar o impacto “humano” do uso do joystick. De cara, acabariam em todo mundo, os carros para “deficientes físicos”. Afinal, com um joystick e sem pedais, todos os carros seriam adequados para deficientes físicos que tem as pernas paralisadas, e até mesmo apenas um dos membros superiores. E esse, certamente, seria o maior argumento para a inclusão desse recurso num carro.

 

E para aqueles céticos que afirmam que o joystick tem problemas de implementação, é importante citar que existem problemas muito maiores na implementação de sistemas totalmente autônomos, para automóveis. Mercedes-Benz, Volkswagen, BMW e GM já contam com protótipos autônomos. Porém, existem inúmeros impedimentos para isso, desde os técnicos até os legais. Então, o uso do joystick seria um tipo de “meio-passo” para essa transição. Afinal, um carro com joystick precisa ter sistemas de auxílio à condução, mas mantém o controle final do motorista. Não é por acaso que é essa a exata “receita” dos aviões comerciais da Airbus, hoje!

 

 

Painéis totalmente digitais, ou virtuais

 

FuturoOutra coisa que não dá pra entender, é porque nos dias de hoje, ainda usamos painéis passivos com os antiguíssimos ponteiros. Aliás, pra que ainda temos o conta-giros na grande maioria dos carros, com transmissões automáticas? Sua função (em teoria) deveria ser para auxiliar na escolha da marcha correta, quando associado a um câmbio manual. O mais inteligente seria termos uma tela colorida de alta definição, com as funções configuráveis pelo motorista. Aliás, em alguns carros de hoje já encontramos algo parecido, como o Ford Fusion Hybrid. Uma tela pode fornecer muito mais informações, ou até mesmo simular os antigos ponteiros, para os clientes mais tradicionais.

 

Para quem busca algo ainda mais eficiente, e que provoque menor distração ao motorista, existem as soluções do head-up display. Equipamento também usado na aviação, esta disponível em carros como Peugeot 3008 e Citroen DS5, por exemplo. Esse display translúcido exibe informações de velocidade (entre outras), diretamente no campo visual do para-brisa. Ou ainda existe a opção da projeção virtual diretamente no para brisa, como presente no Chevrolet Camaro, entre outros carros.

 

 

Multimedia totalmente integrado com smartphones

 

FuturoCom tanta tecnologia disponível, e sistemas de comunicação sem fio (Bluetooth e Wi-Fi), a integração de aparelhos móveis com os carros ainda é pífia. Na prática, hoje, só esta disponível a comunicação para viva-voz (em chamadas telefônicas) e streaming de música sem fios. Em pouquíssimos carros, existe ainda a possibilidade do compartilhamento de conexão de banda larga do celular para alguns sistemas do carro, como acontece no Command on-line da Mercedes Benz. Ainda sim, o uso desses recursos tem uma interface muito primaria, e o uso da internet no carro é também muito limitado.

 

Então, porque os carros não podem oferecer um tablet, integrado por dock-station (ou até mesmo wi-fi), trocando muito mais informações entre os sistemas. Esse tablet poderia ser utilizado para toda fonte de áudio como também oferecer integração com o computador de bordo do carro, trocando informações sobre manutenção, prazo de vida útil de componentes de desgaste e até sistema de apoio no gerenciamento de rotas e economia de combustível em deslocamentos. Tudo isso poderia ser sincronizado com um computador e analisado pelo cliente no conforto da sua casa. Tecnologia para isso, já existe nos dias de hoje!

 

 

Sistema de reconhecimento de gestos

 

Para quem acha que tocar na tela de um GPS ainda é algo que causa muita distração ao motorista, por que os carros não podem ter sistemas com reconhecimento de gestos? Não é preciso pesquisar muito, para encontrarmos alguns avançados vídeo-games, instalados na sala de inúmeras residências, que reconhecem movimentos e gestos dos usuários. Aliás, esses equipamentos, podem dispensar completamente o uso de controles, permitindo fazer tudo por gestos. Até mesmo algumas televisões já aceitam gestos para mudança de canal e configuração de funções. Então, se a tecnologia esta presente num video-game ou numa TV, por que não está também num automóvel? Não seria mais fácil e seguro fazer um rápido gesto para trocar de música, e acessar diversas funções do carro.

 

 

Monitoramento em tempo real, e inteligente, do trânsito

 

FuturoSe o GPS já é uma realidade em carro de alta e média gama, quanto será que falta para isso tudo ser inteligente?! Pra começar, por que tais sistemas não podem estar integrados a bases on-line? Quem já não teve problema com um GPS desatualizado, informando caminhos que não podem ser feitos. Ou ainda com uma base de dados de pontos de interesse que não existem mais. Tudo isso seria resolvido com um sistema on-line e comum a todos os fabricantes. Mas as possibilidades podem ir muito além, ajudando no conforto, segurança e economia. Todos os sistemas de GPS poderiam estar integrados de forma a prevenir acidentes, e economizar muito combustível. Ao acontecer um acidente, o carro envolvido no mesmo, poderia informar automaticamente os sistemas de emergência e gerar um aviso no sistema de trânsito que seria distribuído para os outros carros. E a situação poderia ser confirmada com a diminuição de velocidade dos demais carros presentes nas imediações. E com esses avisos em tempo real, carros que ainda não chegaram nesse local, ou que ainda nem começaram o deslocamento, poderiam ser avisados do ocorrido, desviando a rota ou adiando o deslocamento. Bom, isso já existe de forma parcial. A General Motors já tem há algum tempo (nos Estados Unidos) o sistema On-Star, que auxilia e ajuda o motorista em caso de acidentes. Também permite bloquear o carro em caso de roubo (pelo celular), ou ainda rastrear o carro.

 

Também existe o software Waze (disponível para Smartphones IOS e Android), onde a própria comunidade internautas informa situações de transito e risco. Mas a quantidade de usuários ainda é muito pequena, e isso só funciona em grandes cidades onde a há razoável concentração de pessoas usando o software Waze, nos smartphones.

 

Mas para total e plena eficiência, sistemas assim deveriam ser padronizados e disponíveis para todos os carros, em multiplataforma de sistemas operacionais. Da pra imaginar quanto combustível seria poupado, se as pessoas realmente tivessem dados confiáveis do trajeto a ser feito, e escolher fazê-lo em momentos de menor movimento. Ou ainda, a prevenção de acidentes secundários, decorrentes de motoristas não avisados, e descuidados, que chegam em alta velocidade ao local de um acidente que acabou de acontecer. Então, a economia seria inclusive de vidas!

 

É verdade que a o Google já anunciou que levará o sistema Android para os automóveis, em parceria com Audi, GM, Honda e Hyundai. A Apple não ficou atrás, anunciando o lançamento do CarPlay, software que liga o iPhone a automóveis e permite fazer chamadas, usar o sistema de mapas, ouvir mensagens e ter acesso a músicas com um toque. De acordo com informações da companhia, a Ferrari, a Mercedes-Benz e a Volvo são as primeiras fabricantes a adotar a tecnologia.

 

Agora, numa rápida análise, há quanto tempo já convivemos com celulares inteligentes, música digital, redes sociais, rastreamento em tempo real, navegação por GPS? Há 10 anos, essas coisas já eram uma realidade. E só agora, começam a aparecer algumas promessas de viabilização de soluções realmente integradas. Ainda sim, de forma muito pouco prática.

 

 

E por que não acontece?

 

Tudo que foi mencionado nesse artigo, não são tecnologias improváveis ou altamente experimentais. São coisas que já existem, e perfeitamente aplicáveis do ponto de vista técnico. Mas, o fato que é elas ainda parecem estar longe de serem viabilizadas de maneira efetiva e acessível. Existem vários motivos para tais coisas ainda não acontecerem. Possivelmente, podemos destacar dois tipos de problemas principais: o impacto econômico dessas soluções, ou ainda a baixa confiabilidade de algumas delas.

 

Vamos tentar imaginar o impacto econômico, estrutural e até social (processo de formação de novos condutores) para carros equipados com joysticks. Certamente não será uma tarefa fácil. Ou ainda acostumar as pessoas a confiar em telas, no lugar de espelhos. E ainda, ficar sem ter como demonstrar a sensação de “posse” de um carro, representada pelo ato de segurar a chave?! Motivos, e até desculpas, para não termos esses avanços existem às centenas (pra não dizer milhares).

 

Entretanto, é um fato quase incontestável que na maioria das montadoras, existem mais pessoas preocupadas em mudar os frisos dos para-choques, a cor do interior e os vincos das portas, focando um pseudo-lançamento de “novo ano/modelo”, do que pessoas verdadeiramente comprometidas com “reais evoluções” nos automóveis. Talvez seja justamente por isso, que o futuro de verdade, leve tanto tempo para chegar aos automóveis.

 

Certa vez escutei a seguinte frase: “a humanidade tolera somente uma grande mudança por vez!”. Bom, na indústria automobilística global, parece que tais mudanças ficam ainda mais distantes umas das outras.

Divulgação / Marcelo Alexandre
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