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O que esperar? Confira o panorama do setor e as expectativas para 2020

O início de 2019 proporcionou novos ares, novos cenários e novos planejamentos. Mesmo que o cenário econômico não se mostrasse favorável, uma onda de otimismo tomou conta de muitos, principalmente no setor turístico. O período repleto de ações e promessas de novidades resultou em algumas boas notícias.

O ano foi de altos e baixos, como é de costume. No entanto, foi possível notar mais motivos para acreditar que o Turismo ampliou sua representatividade. De acordo com um levantamento realizado pela Expedia, a procura pelo Brasil cresceu 30% no primeiro semestre, sendo que 77% das buscas foram realizadas por internautas brasileiros.

O primeiro semestre se destacou pela isenção permanente de vistos para viajantes dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália, anunciada em fevereiro e iniciada em junho. A iniciativa segue a estratégia do governo federal de duplicar o número de visitantes estrangeiros que o Brasil recebe hoje – um salto de 6 milhões para 12 milhões por ano –, conforme estima Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo.

Outra pesquisa – desta vez produzida pela Amadeus – sinaliza que este ano que se inicia traz expectativas altas quanto à chegada de estrangeiros. O crescimento nas reservas de viajantes dos quatro países beneficiados pela isenção de vistos deve acontecer em junho de 2020, o que deve representar um acréscimo de 158% nas entradas, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse possível aumento também deve aparecer em julho (+148%), maio (+118%), setembro (+104%), agosto (+54%) e março (+42%). A projeção pode crescer ainda mais com a extensão da isenção de visto para chineses, anunciada em outubro do ano passado. Há planos, também, de ampliar essa vantagem aos indianos.

Álvaro Antônio afirma que os números comprovam os resultados das ações e iniciativas de 2019. “Com as medidas adotadas pelo MTur, estamos avançando focados em transformar as potencialidades do Brasil em realidade”, disse. A onda de otimismo também se instala em muitas associações do mercado, que visam garantir o fomento à economia brasileira e mostrar o impacto que o setor gera em toda a cadeia social.

Confira a análise de 2019 sob o olhar das entidades e entenda as expectativas para este ano.


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Magda Nassar, presidente da Abav Nacional.

Abav Nacional 

A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav Nacional) registrou, em 2018, um faturamento de R$ 31 bilhões dos seus associados e as expetativas é que 2019 tenha sido melhor, com crescimento tímido, mas acima do PIB. Magda Nassar, aclamada presidente da entidade por mais dois anos, afirma que não foi um ano fácil, principalmente pela inconstância do dólar.

Para 2020, as expectativas também são de melhoria. Mas, para que isso se consolide, são necessárias mudanças no setor, como declara a executiva. “Há uma demanda reprimida de pessoas querendo viajar. Notamos isso na Black Friday realizada durante a Abav Expo, que vendeu bem. Nós precisamos de câmbio reduzido, de novas companhias aéreas no Brasil, como estamos tendo a possibilidade com a chegada das low costs e com um governo sólido, sem tatos altos e baixos. Isso fará com que o mercado acredite de forma contundente em crescimento”, pontua.

Magda afirma, ainda, que a Abav continuará trabalhando para que mais vantagens sejam proporcionadas às agências, fomentando, assim, todo o mercado. “As associações fazem tudo o que não é possível fazer sozinho, trabalham pelos seus associados. Se não tiver ninguém à frente, nada muda. Então não teríamos a Lei Geral do Turismo, não haveria capacitações, não haveria ninguém atuando a favor do setor”, completa.


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Eduardo Sanovicz, presidente da Abear
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear

Abear 

2019 certamente foi um ano de muitas mudanças. Para a aviação em especial, foi um período de superação. A quebra da Avianca Brasil em maio, levantou muitas questões a respeito da recuperação do setor, além da oscilação do dólar.

“Com a falência da Avianca, vivemos o pior cenário da aviação desde 2005, quando a Viação Aérea São Paulo (VASP) fechou as portas”, afirma Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), em entrevista para o Brasilturis Jornal.

Diante da perda de centenas de assentos, conexões e o aumento iminente da demanda aérea, as companhias que ficaram com a fatia da empresa, não só se dedicaram a cumprir com compromisso de operar os voos, como também de implementar novas tecnologias para melhorar o serviço do setor.

Para preencher a lacuna deixada pela falência da companhia aérea, medidas como a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene de aviação (QAV) de 25% para 12%, a qual permitiu a criação de mais de 600 novos voos de São Paulo para todo o país, foi crucial para a retomada da oferta no setor.

A presença de São Paulo no reajuste do imposto e o poio na estabilização de novas rotas, contribuíram para que outros estados nacionais adotassem a política, reduzissem o imposto e expandissem suas rotas.

Tais ações influenciaram para que entre o fim de novembro e meados de janeiro, o setor aéreo disponibilize novamente a oferta de voos prévia a quebra da Avianca, a qual continha 13% do mercado.

“Para 2020 estamos avaliando que o cenário da economia está projetado para crescer 2%, diante disso, a aviação costuma crescer o dobro, ou seja, 4%. Estamos avaliando que o câmbio vai atingir um valor estável e esse crescimento não está acontecendo por questões internas (Brasil), e sim por fatores externos de concorrência do mercado”, explana Sanovicz.

Com o segmento reestabelecido, segundo Eduardo, a Abear terá para 2020 quatro desafios. O primeiro deles é a estabilização do câmbio, seguido pela precificação do combustível de aviação por parte da Petrobras, o qual corresponde a 1/3 do custo da operação aérea.

Há ainda a redução do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) que atualmente contém alíquota gradual de 1,5% sobre o leasing de aeronaves e motores.

“Graças ao trabalho do ministro do turismo, tivemos de um acréscimo de 1.5% na taxa do IRRF sobre o leasing, contra os 15% que poderíamos ter tido. Agora, o ministro vai liberar as ações do setor para voltar o atributo a zero, como tínhamos desde 1997.

Esse aumento obrigatório foi determinado na Lei de Diretrizes Orçamentárias elaborada em 2018. O último desafio para garantir o crescimento do setor é a exoneração de “site abutre de inflação judicial”.

O termo remete a sites que compram reclamações de viajantes do segmento aéreo e devido a “buracos” na legislação brasileira, processam o setor por atrasos ou adversidades no serviço, que na maioria das vezes são causados por fatores naturais, como chuva, neblina e outros fenômenos.

O excesso de processos judiciais às companhias, prejudicará o setor no próximo ano em R$300 milhões, segundo Eduardo. O prejuízo será refletido também no custo das passagens com um aumento entre três e quatro reais.

Para evitar esse tipo de prática, é necessário equiparar a regulamentação do nacional do nicho com os termos mundiais e dessa maneira erradicar os o exercício deste tipo de site. Eduardo reforça a qualidade do serviço aéreo brasileiro.

“Nós estamos entre os melhores em atendimento no mundo. Nossos índices de pontualidade são altos e é possível observar os dados na ANAC”. Até janeiro, a Abear irá apresentar ao Governo Federal uma proposta de expansão da malha aérea nacional.

“O que queremos propor é uma política em parceria com o governo para em poucos anos dobrar o número de municípios atendidos pela aviação”, declara Sanovicz. A proposta ainda está em fase final de elaboração e mais detalhes deverão ser divulgados no primeiro semestre de 2020.


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Paulo Miguel Junior, presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla)

Abla

Segundo Paulo Miguel Junior, presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), o balanço de 2019 ainda não está pronto. O ano que se inicia, no entanto, promete mudanças no mercado e a abertura de novas oportunidades. “É possível adiantar que as locadoras adquiriram 240 mil veículos zero quilômetro no primeiro semestre deste ano e desmobilizaram 150 mil – uma diferença de 90 mil unidades para acrescentar à frota do setor”, conta. Vale lembrar, para aqueles que não são familiarizados com os termos técnicos, que a desmobilização de frota consiste no procedimento de recebimento de veículos das empresas para vistorias e repasse.

O profissional declara que a movimentação do segmento corresponde a 20% de compra da indústria automobilística e reforça a necessidade de preparo dos profissionais para atender às novas demandas. “O segmento seguirá passando por transformações, a partir do momento em que já somos um dos mais importantes players de mobilidade urbana no Brasil. Vejo o mercado em 2020 com a conectividade dos carros em expansão rápida; a chegada de veículos híbridos e elétricos ao mercado acontecendo com mais ênfase; novas formas de compartilhamento de veículos sendo postas em prática e uma diversidade ainda maior de aplicativos relacionados ao transporte de pessoas, entre outros exemplos”, estima.

A expectativa para o Turismo nesse segmento, segundo o executivo, é positiva, uma vez que a alta do dólar influencia o aumento na demanda turística nacional. Há ainda, segundo ele, uma forte tendência no setor corporativo. “Entendemos que existe um mercado potencial para o nosso setor, principalmente na terceirização de frotas para pequenas e médias empresas dos mais variados setores que, cada vez mais, passam a estudar com mais atenção e a considerar a possibilidade de vender seus veículos e migrar para o aluguel de frotas”, pontua.

Até o momento, o ingresso de novas locadoras no País não está previsto. Isso se deve à dificuldade burocrática que os empresários enfrentam para investir no País. “É preciso lembrar que a taxa de juros por aqui continuou alta quando comparada a da maioria dos países desenvolvidos. Nesse cenário, permanecem determinadas dificuldades para obtenção de crédito, o que implica, para os empresários locais, em estar muito bem preparados e ter um planejamento adequado às necessidades de capital. Além disso, a carga tributária que incide sobre as locadoras, por sua vez, permaneceu acima da realidade do negócio”, enfatiza.


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Carlos Prado, presidente da Abracorp

Abracorp 

O balanço do ano ainda não está concluído, mas seguindo a trilha do ano, é possível notar que o alavancamento faz parte do histórico trimestral da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp). No primeiro semestre, o setor rodoviário se destacou no mercado corporativo e auxiliou a entidade a registrar um crescimento de 14,7%. Já no terceiro trimestre, o aumento foi de 4,1% nas vendas das TMCs, impulsionado pelo setor aéreo.

De acordo com Carlos Prado, presidente da Abracorp que deve permanecer à frente da associação, a linha de atuação desenvolvida para 2020 envolve trabalhar em cinco pilares: governança, conhecimento, inovação, presença parlamentar e os rumos do mercado.

Para este ano, a ideia é crescer dois dígitos, alcançados pelo crescimento de 3,5% em viagens corporativas a cada 1% do PIB. Para que isso aconteça, Prado afirma que haverá um trabalho mais forte em parcerias, movimentadas pelo compartilhamento de opiniões e ideias. “A Abracorp, além de defender os interesses dos associados, também trabalha para promover o desenvolvimento do Turismo corporativo e, consequentemente, da indústria como um todo. Queremos estar próximos de pessoas que pensam de forma coerente com a nossa. É isso que a Abracorp trouxe nos últimos tempos. Apresentamos nosso trabalho e, se faz sentido, os grupos se aproximam”, declara.


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Alagev
Giovana Jannuzzelli, gerente da Alagev, e Eduardo Murad, diretor executivo da Alagev

Alagev 

O ano de 2019 teve muita expectativa, conforme declara Eduardo Murad, diretor comercial da Associação Latino Americana de Gestores de Viagens e Eventos Corporativas (Alagev). “Todo mundo estava animado desde o fim de 2018, mas a realidade é que foi um ano bem mais difícil do que era estimado. Sempre tem um positivismo no começo do ano e, para 2020, não é diferente”, avalia.

Ainda de acordo com o executivo, existe a necessidade de estreitar o relacionamento entre o viajante final e o gestor de viagens que, em geral, não vem escutando muito os clientes. “Ele pode achar, muitas vezes, que o preço é o único fator que vai ser levado em conta pelo consumidor, mas ele também pode querer localização ou experiências. Por isso, estamos proporcionando aos gestores a oportunidade de viajar e se colocar no papel de cliente, com direito a experiência no aeroporto, hotel ou locação de carro. Quando trazemos a compreensão desses profissionais, isso muda de figura”, avalia Giovana Jannuzzelli, gerente da Alagev.

Essa estratégia, além da contínua aposta em bleisure (união de negócios e lazer) é levada pela associação como sugestão para integrar a política das empresas. Outras preocupações estão relacionadas às demandas advindas dos millennials, como sustentabilidade e assuntos LGBT+. “Esse público não costuma se sentir à vontade em viagens corporativas”, diz Murad.


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Braztoa
Roberto Nedelciu, presidente da Braztoa

Braztoa  

De acordo com Roberto Nedelciu, presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), a expectativa é de crescimento do Turismo em 2020. “Eu vejo o próximo ano com bons olhos. Conseguimos mostrar que o Turismo é primordial e está desenvolvendo o Brasil. Hoje o setor representa 8% do PIB, o que é mais que o café”, afirma.

Segundo o executivo, um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento é a liberação de vistos e a transformação da Embratur em agência. “Eu acredito que os governantes estão no caminho certo. Há seis meses, eu diria que a meta de alcançar 13 milhões de turistas até 2022 era ousada, hoje eu acredito que conseguiremos até mais”, ressalta.

De acordo com o presidente, dentre as medidas planejadas pelo governo para o próximo ano, estão a redução de impostos e a liberação de parques para a iniciativa privada. Apesar de ainda não ter sido divulgado, o executivo adianta que experiências personalizadas seguirão entre as principais tendências da próxima edição do Anuário Braztoa.

Para o próximo ano, Nedelciu reforça sua visão otimista para o setor. “Particularmente acredito muito no Turismo. Precisamos mostrar para o governo que é só acreditar e investir no setor que a resposta será rápida, gerando emprego e crescimento. Existe uma tendência da Organização Mundial do Turismo (OMT) que diz que a cada dólar investido no setor, recebemos sete como retorno”, enfatiza.


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Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil
Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil

Clia Brasil 

A temporada 2018/2019 de cruzeiros encerrou com 15% de crescimento em comparação com a anterior. Os dados da associação apontam que, no período, foram ofertados 500 mil leitos e 545 escalas em destinos nacionais. “A estimativa é que esse período tenha um impacto na economia brasileira acima de R$ 2 bilhões, considerando os 15% de aumento no total de viajantes embarcados, em relação à temporada anterior de 2017/2018, que injetou mais de R$ 1,8 bilhão na economia nacional”, afirma Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil.

A temporada 2019/2020 contou com oito embarcações, uma a mais que a passada: MSC (Seaview, Sinfonia, Fantasia, Musica e Poesia), Costa (Pacifica e Fascinosa) e Pullmantur (Soberano – fretado pela CVC Corp), trazendo 530.121 leitos, divididos em 144 roteiros e 575 escalas. A expectativa é que o número de cruzeiristas aumente 6,5%, podendo chegar a 493 mil pessoas embarcadas, com impacto total do setor à economia brasileira projetado em R$ 2,2 bilhões.

Para 2020/2021, a estimativa de oferta é de 594 mil leitos, com a chegada de nove navios à costa brasileira. “A MSC informou que vai trazer o Grandiosa, maior navio da América do Sul. Somente esse navio tem capacidade para 6,3 mil passageiros e 2,4 mil tripulantes. E a Costa Cruzeiros anunciou mais um navio além dos dois que já estão por aqui”, exemplifica. Como parâmetro, Ferraz afirma ainda que 25 novos navios estarão disponíveis em âmbito global.

Com a recente inauguração do porto de Itajaí, em Santa Catarina, com autorização para embarques e desembarques, fez com que o destino pudesse receber um navio para operar a temporada 2019/2020 e um segundo para 2020/2021. “Os trabalhos estão intensos e as conversas, avançando, para que tenhamos escalas em diversas cidades brasileiras, como Penha, Ilha do Mel, Arraial do Cabo, Itaparica e Vitória” ressalta o executivo.


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Alexandre Sampaio, presidente do conselho de Turismo da CNC
Alexandre Sampaio, presidente do conselho de Turismo da CNC e da FBHA

CNC 

Alexandre Sampaio, diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Turismo e Serviços (CNC), explicou que o primeiro ano do governo Bolsonaro teve iniciativas importantes e que podem alavancar o ambiente de negócios em 2020. Isso porque, de acordo com o executivo, as principais bandeiras levantadas há anos pelo setor foram acatadas, como a isenção e facilitação de vistos, entrada de até 100% capital estrangeiro nas empresas aéreas e barateamento de taxas portuárias, entre outras.

Para 2020, Sampaio acredita que a atividade turística pode ser protagonista no crescimento do País economicamente. “O empresariado brasileiro acredita em uma maior abertura de mercado e, se essa tendência se concretizar, o Turismo pode dar um salto na geração de negócios”, disse.


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Embratur
Gilson Machado, presidente da Embratur

Embratur 

A Embratur citou os caminhos trilhados em 2019 como momentos históricos para o Turismo brasileiro. Na prática, a alteração do modelo de autarquia para o de agência tem como principal ponto positivo o orçamento mais robusto, o que segundo Gilson Machado Neto deixa a entidade mais competitiva em relação a outros países quando se trata de divulgação. Em 2020, o presidente da Embratur vê investimentos estrangeiros com bons olhos e enxerga a desburocratização de processos como uma boa via para abrir o Brasil ao mundo. “A internacionalização do Brasil, tendo o Turismo como um dos protagonistas econômicos, promove uma mudança de eixo positiva. O novo momento do turismo brasileiro se deve à superação de uma das principais barreiras do setor – a falta de vontade política. Este novo momento será decisivo para o impulso do Turismo e a definitiva retomada econômica “, afirmou.


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Orlando de Souza, presidente executivo do FOHB
Orlando de Souza, presidente executivo do FOHB

FOHB 

Em tom otimista, Orlando de Souza, presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), falou de como previsões do governo e do próprio setor hoteleiro tornam a tendência de crescimento “inequívoca”. Com aumento de 2,32% esperado para o PIB em 2020 – segundo projeções do Ministério da Economia -, o executivo cita que a hotelaria brasileira deve continuar crescendo em 2020, com resultados nunca conquistados em anos passados.

Ao regionalizar o sucesso, Souza citou diversas capitais – como Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Salvador (BA) – como grandes expoentes da hotelaria nacional em 2019. O executivo também comemorou a conquista, advinda com a MP 907, de retirada da cobrança da taxa do Ecad – relativa ao direito autoral de músicos – em apartamentos hoteleiros. “A medida é muito benéfica à hotelaria”, disse.

Facilidade de vistos e queda do dólar foram outras questões ressaltadas sobre o desempenho do setor em 2019. Em 2020, o executivo pontuou o que o FOHB estima em relação ao setor: 177 hotéis; 25.984 novas unidades habitacionais (UHs) e aproximadamente R$ 7 bilhões em investimento. “Cautela é sempre bom, mas otimismo é essencial para o próximo ano”, concluiu.


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Marcelo Alvaro Antonio, ministro do Turismo (MTur)

MTur

Para o Ministério do Turismo (Mtur), o setor vive um momento inédito no Brasil, principalmente com a economia. Em nota oficial, a pasta informou que, somente em julho, mais de 15 mil postos de trabalhos foram criados pelo Turismo. A respeito de outras conquistas em 2019, foram citados também a isenção de vistos e a abertura do capital estrangeiro às aéreas. A expectativa para 2020 inclui o Plano Nacional de Turismo (PNT), com a redução do custo do turismo doméstico para estimular brasileiros a viajar pelo País e duplicar os atuais 6,6 milhões de turistas estrangeiros por ano até 2022. Além disso, outros pontos estão no radar do ministério. “A pasta continuará com a realização de visitas técnicas para detectar os gargalos que têm travado o desenvolvimento, estimular o turismo rodoviário, atrair novas empresas aéreas e terminais de passageiros exclusivo para cruzeiristas”, concluiu.


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Roberto Duran, vice-presidente de Relações Institucionais Unedestinos

Unedestinos 

Roberto Duran, vice-presidente de Relações Institucionais da União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (Unedestinos), reconhece que o Turismo vem passando por momentos delicados e que, por isso, a entidade vem trabalhando em parceria com os destinos que vencem crises de modo criativo e distintos. Mesmo com um ano desafiador, o executivo afirma que há crescimento na entidade, ainda não calculado, mas que estará acima do PIB.

Um dos mercados que Duran cita é o corporativo, que também vem se destacando em destinos de sol e praia, já que muitos lugares têm apostado em infraestrutura para receber ações do segmento Mice. “Fortaleza é muito bem estruturada para negócios, tem um bom aeroporto. Então, além do sol e da praia, há produtos que se adequam. No Recife e em Salvador é a mesma coisa. Estamos trabalhando os destinos em diversas vertentes para que os mercados ganhem força e façam a roda da economia girar”, pontua.

Para 2020, o profissional afirma que muitos destinos terão seu momento de glória, já que se posicionam bem no mercado, como é o caso de Salvador. “É uma capital que não vai ter problemas. Em 2019, tivemos elevação de 10% na ocupação e de 15% na diária média e, para este ano, esperamos que a ocupação cresça, no mínimo 12% e de 15% a 20% na diária média”, declara, deixando claro que a hotelaria é uma das formas mais palpável de mensurar crescimento.


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