O que vivi no Turismo… Leonardo Coutinho

leonardo coutinho

Leonardo Coutinho credita sua entrada no Turismo ao bom desempenho escolar. A oportunidade de ingressar na área surgiu, na década de 1970, ao folhear um jornal de bairro: um teste para ser promotor da Transeuropa Turismo. “Eram uns 30 ou 40 candidatos e eu fui o único a acertar que a capital da Suíça é Berna. Quase todos os outros responderam Zurique, então eu fui contratado”, lembra Coutinho. Esse era apenas o início de uma história que agora completa cinco décadas, sempre pautada pelos negócios e acompanhada por boas amizades.

“Conheço muitos lugares, tenho histórias boas para contar e uma grande honra: que eu saiba, não tenho inimigos. Não há quem não goste de mim no Turismo. Esse legado está aqui comigo e ninguém tira”, reflete. As histórias vividas nesses 50 anos de atividades na indústria de viagens renderam um livro, lançado no ano passado, e colocam Leonardo Coutinho como personagem da semana de “O que Vivi no Turismo”, série desenvolvida pelo Brasilturis Jornal para homenagear quem fez e faz a história da atividade no País.

Confira o novo episódio:

Coleção de passaportes

A vaga na Transeuropa foi ocupada por apenas um mês. O desempenho de Coutinho como promotor de vendas da Viajes Meliá chamou a atenção da própria rede que o convidou para integrar a equipe. Em seis anos ele passou de promotor a gerente e se deparou com o primeiro grande obstáculo: a crise decorrente da instauração do depósito compulsório para viagens ao exterior.

Dispensado de suas funções, em 1976, permaneceu trabalhando por conta própria em um espaço cedido pela empresa. Cerca de um ano depois, com a situação controlada e a mudança do diretor do Brasil para Portugal, Coutinho passou a dirigir a Meliá em São Paulo e no Sul do Brasil. Permaneceu no time da rede espanhola por quase 20 anos, período em que vivenciou diversas histórias que hoje ele relembra com carinho – especialmente durante as viagens para a Copa do Mundo de 1982 (Espanha) e de 1990 (Itália).

Na primeira ocasião, se aproximou de Michel Tuma Ness que, à frente da Status Tour, era um dos maiores vendedores de pacotes da Meliá e acabou por se tornar um grande parceiro – com direito a episódios divertidos na organização do Clube do Feijão Amigo. Na segunda, protagonizou a operação ao lado de Juarez Cintra – seu atual sócio.

Em 1990, comprou a Expressway Tours de Goiaci Guimarães e manteve os negócios por 16 anos. “Passamos por muitos problemas econômicos, mais curtos e menos dolorosos do que a atual, mas superamos todos eles”, diz. Em 2005, recebeu o convite para ingressar na Ancoradouro, onde está até hoje.

“Tenho filhos e terei netos, já plantei muitas árvores e escrevi um livro ano passado. Tenho meus 18 passaportes guardados. Graças a Deus, eu vivi esses 50 anos de Turismo. Foi uma época maravilhosa”, finaliza.

Quatro décadas de história

Neste ano, o Brasilturis Jornal, publicação pertencente à Editora Via desde 2016, comemora seu 40º aniversário. Para celebrar a data, homenageia 40 profissionais, com mais de 40 anos de atividades em Turismo, divulgando suas histórias, experiências, dificuldades e conquistas. A cada semana estreia um novo episódio, todos estão disponíveis na Web TV do portal Brasilturis.

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