Operação… O que é o que é?

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O termo se destaca, dentre as muitas palavras e conceitos que tive a oportunidade de pesquisar, pelas mil maneiras de aplicar ou entender o seu significado. A origem etimológica está no latim “opertio, onis” (trabalho, obra) que, por sua vez, deriva de “operari” (trabalhar).

Dicionários se referem ao vocábulo como “um substantivo feminino que explica a ação de um poder, de uma faculdade ou de um agente que venha a produzir um efeito específico; o conjunto de meios que se combinam para obter um resultado”. Na matemática, se referem às operações aritméticas fundamentais: adição, subtração, multiplicação e divisão. No aspecto militar, entende-se como “o conjunto de combates e manobras de todas as espécies, executadas por forças terrestres, navais e/ou aéreas tendo em vista um objeto preciso”. No campo da medicina, o termo se refere ao “trabalho de um cirurgião sobre um corpo vivo”.

E não para por aí! Utilizamos o termo para caracterizar uma transação comercial, uma intervenção no mercado aberto de ações, um método para a transmissão de circuitos de telecomunicações, entre outras dezenas de aplicações e/ou modelos e variantes idiomáticas:  Operação Netuno (ligada à segunda guerra mundial) e Operação Cupido (processo de relacionamento afetivo), entre outras.

Minha razão de incluir este termo foi tentar analisar o seu uso no mundo das viagens e do turismo. Assim, consequentemente, fui buscar também o significado do conceito “operar” que vem a traduzir o ato de produzir, realizar, manobrar ou acionar. Em outras palavras, seria “colocar algo a funcionar” como “operar uma máquina de tecer” ou, por indução, “operar um serviço de traslado”, “operar um tour/uma excursão/uma viagem”.

Ou seja: “coordenar todas as variantes necessárias para viabilizar a execução de um roteiro turístico/itinerário de viagem, repleto de serviços, para o benefício de uma ou mais pessoas”. Isto significa sincronizar a reserva e a consecução de diversos serviços, junto aos fornecedores e/ou operadores destes, a fim de garantir a utilização sequencial dos mesmos de acordo com as expectativas de quem solicitou o trabalho.

Seguindo esta mesma linha de raciocínio, deveríamos entender que o “operador” seria aquele que “opera”, que põe algo a funcionar e que uma “operadora” se constituiria na empresa/organização que vem a ter, como responsabilidade básica, a função de operar/fazer funcionar algo.

Uma “operadora de turismo” se constitui na empresa que tem, como principal finalidade, a coordenação geral  de diversos itens que viabilizam a realização de um serviço e/ou de um produto turístico. Poderíamos caracterizar alguns aspectos que, de certa forma, nos ajudarão a qualificar alguns tipos de acordo com especificações apresentadas em seus modelos operacionais e/ou comerciais.

Encontramos operadoras que criam (ou não) o serviço e/ou o produto que irão operar; as que trabalham exclusivamente no contexto receptivo, no emissivo ou em ambos; as domésticas, que restringem suas operações ao país-sede ou internacionais, que operam em outros países; há ainda operadoras que trabalham exclusivamente no atacado (“wholesalers”), as varejistas (“retailers”) e as mistas; especializadas em determinado segmento; operadoras de roteiros elaborados sob-medida (“tailor-made”) de acordo ao solicitado pelo cliente; etc.

 

Em resumo e como conclusão, podemos dizer que “operação” é um processo. É o resultado de um conjunto de ações que visa atingir um objetivo específico.

 

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