Pacote de turismo em Israel tem treinamento antiterrorismo

Por: Antonio Euryco

Para muitos de nós, Turismo é um nome de paz.  E não deveria ser diferente. Mas, dos mais diferentes jeitos, coisas acontecem no setor que não apenas surpreendem, causam enorme estranheza também nos princípios de viver melhor. Todos sabemos das dificuldades históricas e centenárias entre israelenses e árabes em uma das regiões mais conturbadas do mundo. Pergunta que fica no ar, que contribuição dará ao turismo uma notícia como esta:

 

-O campo Caliber 3, no assentamento de Gush Etzion, no território palestino da Cisjordânia,  ao sul de Jerusalém, usa como alvo de tiros figuras em tamanho real portando tradicionais turbantes árabes. Trata-se de um pacote de “turismo radical” que inclui treinamento para “matar terroristas”.

 

O local, com mais de 10 mil m2, é usado em treinamentos do Exército e da polícia de Israel. O proprietário, o empresário Sharon Gat, resolveu aproveitar as instalações já existentes para dar início ao “projeto turístico”,  com o propósito de ensinar auto-defesa no mais alto nível”, disse o empresário.

 

“Também queremos que os judeus do mundo vejam que aqui existe orgulho judaico, pois os judeus, que foram massacrados há 70 anos (em referência ao Holocausto), hoje têm um Estado, um Exército e as melhores instalações de treinamento”, acrescentou o empresário, oficial da reserva do Exército de Israel.

 

Os números parecem ter compensado. Cerca de 5 mil turistas já passaram pelo curso, entre eles centenas de crianças, que são admitidas nos treinamentos após cinco anos de idade. Os adultos atiram com armas e munição de verdade, em alvos de papelão ilustrados com o esteriótipo do “terrorista”. As crianças utilizam armas de paintball.

 

O preço do curso, com  duas horas de duração,  tem  taxas de R$ 220 para adultos e R$ 100 para crianças. “O curso serve para turistas de todas as idades, que tenham interesse em aprender táticas antiterroristas”, afirma. o empresário.

 

O projeto também inclui programas especiais para aniversários, encontros de amigos e luta de paintball e oferece aos turistas “experiências emocionantes que não poderão ter em lugar algum, exceto no campo de batalha”.

 

O prefeito do assentamento de Gush Etzion, David Perl,  concorda e afirma que o novo projeto turístico proporciona “um incentivo a mais” para o turismo na região, onde também se agtregam visitas a um museu e a reuninas antigas. Próximo ao distrito palestino de Belém, a região recebe cerca de 400 mil turistas por ano.

 

AE

 

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