Parceiros Abracorp falam sobre estratégias para segmento corporativo

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Guilherme Luck (Luck Viagens), Anderson Wolff (Gol), Heber Garrido e Daniela Rocco (Aviva), Carlos Prado (Abracorp), Fábio Camargo (Delta) e Antônio Carbone (Abracorp)

A Convenção Abracorp 2018 chega ao fim neste domingo (02), momento em que todos os associados e apoiadores do evento arrumam as malas para voltar para casa e encarar o último mês do ano. A verdade é que todo mundo já está com o pé em 2019, de olho nas estratégias que serão colocadas em prática sob o cenário de novo governo. Se 2018 foi o ano das viagens de lazer domésticas – até por conta da alta do dólar e cenário econômico nacional instável -, 2019 promete muito para o segmento do turismo corporativo.

O Brasilturis participou de coletiva de imprensa com alguns dos apoiadores da Convenção Abracorp para entender as principais expectativas e propostas.

Aviva

A nova marca responsável pelos empreendimentos Rio Quente Resorts e Costa do Sauípe já apresentou diversas novidades para os próximos dois anos. O complexo baiano passa por uma reestruturação completa, com orçamento de R$ 140 milhões, se transformando de empresa hoteleira em empreendimento de entretenimento. “Não é um ativo melhorado, tudo vai ser refeito na Costa do Sauípe. O local ficará fechado para reformas entre março e julho de 2019”, explica Heber Garrido, diretor de Marketing e Vendas da Aviva.

Ainda que o grande foco da marca seja o turismo de lazer, também há metas importantes para o segmento de Bleisure. De acordo com Garrido, o complexo da Costa do Sauípe tem um fechamento de ano com alto nível de reservas em eventos para 2019. “Estamos falando de um orçamento de Mice de R$35 milhões atualmente, sendo que R$25 milhões já estão garantido em contrato. É uma marca histórica para o empreendimento”, aponta o diretor.

Um dos objetivos da Aviva é retomar o patamar de Eventos que já foi alcançado na Costa do Sauípe. Em 2013, o complexo chegou a ter 20% de sua receita vinda das hospedagens Mice.

Gol Linhas Aéreas

De acordo com os resultados do terceiro trimestre da Abracorp, a companhia aérea Gol manteve sua liderança em emissão de passagens corporativas, com um market share de 34%. A empresa registrou uma alta de 10% em relação ao mesmo período de 2017, com 542 mil bilhetes emitidos no terceiro trimestre.

“Nós temos uma sinergia com a Delta e Air France- KLM, já há seis e quatros anos, respectivamente, que viabiliza uma quantidade grande de contratos corporativos. Para 2019, a meta é ter 100% da nossa base de contratos com alguma condição comercial desses parceiros. Vamos oferecer uma cobertura total ao cliente, que também vai poder usufruir das condições da Delta e Air France-KLM”, afirma Anderson Wolff, gerente corporativo de Empresas da Gol.

O executivo ainda ressaltou a importância da liderança alcançada nos últimos meses. “Faz parte do plano de voo da Gol ser líder no segmento corporativo, é uma meta de toda a empresa. Tanto é que todo o investimento feito em produto tem o objetivo de trazer o cliente corporativo para a Gol, de dar maior flexibilidade, já que esse é o cliente mais exigente”, pontua Wolff.

Delta Airlines

Fábio Camargo, diretor da Delta no Brasil, destaca a presença do segmento corporativo já no DNA da companhia aérea. “Temos os voos diários que ligam São Paulo e Rio de Janeiro a Atlanta, que é o maior aeroporto do mundo e oferece uma infinidade de opções de conexões, principalmente para business. Além disso, iniciamos o voo direto entre Rio e Nova Iorque, a partir de 21 de dezembro, que também é um destino de negócios”, explica.

Uma das novidades da empresa é o investimento em serviço de bordo. No dia 1º de dezembro, a companhia passou a ter cardápios diferentes para todos os países em que opera na América Latina. “Detectamos que o passageiro latino-americano dá muita importância para a comida. Por isso o investimento”, destaca.

Para acompanhar os novos cardápios, a Delta também introduz o serviço pre-select até o final de dezembro. Com ele, o cliente recebe um e-mail com 72 horas de antecedência do voo, para selecionar o prato que quer consumir no avião.

Luck Viagens

Ainda que a Luck Viagens seja uma empresa essencialmente voltada para o turismo de lazer, há muito o que ser explorado no segmento corporativo. É o que afirma Guilherme Luck, diretor de Marketing da Luck Viagens. “Aprendemos muito com a Abracorp a trabalhar com o turismo de Eventos. A maior escola que tivemos foi a Copa do Mundo. Em Recife e no Rio Grande do Norte, tivemos mais de 10% da capacidade total do estádio em todos os jogos em que atuamos. Essa experiência permite que trabalhemos com qualquer tipo de evento agora”, conta.

O executivo ainda ressaltou que, em 100% dessas viagens da Copa, não houve contato com cliente final. Ou seja, foram só serviços prestados a turistas que se enquadram no nicho corporativo. “É um segmento gigante, com muita possibilidade de negócios”, finaliza.

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