Parceria público-privada é um dos pilares do novo plano de marketing do MTur

Por: Priscila Ferraz

Na tarde de hoje, dia 22, o Ministério do Turismo promoveu uma coletiva virtual para apresentar o Plano de Marketing Turístico – Experiências do Brasil (2014-2018). A videoconferência contou com a participação do ministro do Turismo, Vinicius Lages, e da diretora de marketing, Luciana Fernandes.

 

O projeto pretende compreender o produto brasileiro e fazer com que ele seja melhor comercializado. “Temos diversidade cultural, paisagens, sabores e uma diversificação de produtos enorme. Diante desse cenário, queremos contemplar tudo isso de uma maneira diferente. Percebemos que o turista, cada vez mais, busca experiência, e foi por isso que chamamos o Plano de “Experiências do Brasil”, que faz com que o brasileiro conheça melhor o nosso produto turístico. Fizemos por mais de um ano pesquisas sobre demanda, entendemos como eles enxergam o Brasil, como viajam, quais são os hábitos de consumo da viagem desse turista, por que ele prefere viajar para o exterior, entre outros focos, e partir daí montamos uma estratégia sobre como poderíamos comercializar melhor o produto”, apontou Luciana.

 

Para entender a oferta do produto, o MTur conversou com gestores públicos (municipais e estaduais) de todo o País. A partir dessa ação, o objetivo é ampliar e também criar o futuro da viagem no Brasil. Apesar de o brasileiro estar viajando cada vez mais, a proposta é incentivá-lo a conhecer lugares diferentes. “Queremos propor lugares novos e fazer com que o turista tenha encantamento e vontade de viver outros lugares, como a Amazônia, Fernando de Noronha e o Pantanal. Precisamos que ele viva cada experiência diferente que existe no Brasil, como a gastronomia, a moda. Tudo precisa ser incorporado e transformado em ativos na promoção do turismo nacional para que possamos diversificar o produto que já é consumido pelos brasileiros”, explicou a diretora.

 

Para aumentar a oferta e a competitividade, o Ministério do Turismo pretende estabelecer a cooperação entre o poder público e o poder privado. A partir da campanha #PartiuBrasil, instaurada neste ano para promover o turismo doméstico, o trabalho junto ao trade foi iniciado para multiplicar o poder de persuasão e convencimento do viajante para conhecer seu próprio país. “Precisamos resgatar a autoestima do brasileiro de viajar pelo Brasil e trabalhando com o mercado conseguiremos chegar mais próximos. A parceria público-privada com o trade é um dos principais focos desse projeto, então é muito importante trabalharmos juntos. Pretendemos cada vez mais ampliar os mecanismos de cooperação, fortalecer a promoção e discutir as estratégias. O plano foi concebido e teve o apoio de muitos operadores, foram entrevistados 40 deles para nos ajudar a estar mais próximos do mercado, trabalhar melhor na venda e entender o que é viável. Sem dúvidas, daqui para frente o MTur estará junto dos operadores, agentes e toda a cadeia produtiva do turismo”, completou.

 

Focos estratégicos


Entre os focos estratégicos do Plano Experiências do Brasil estão a gestão da demanda e atuação nos mercados prioritários (investindo em novos atrativos e em infraestruturas inovadoras, além da infraestrutura turística do local, transformando os destinos em cidades inteligentes, onde o turista possa interagir e sentir a cidade); trabalho com o calendário turístico cultural (para diminuir a sazonalidade); qualificação de serviços turísticos com inovação e experiência; e trabalhar uma rede de inteligência nos mercados prioritários (apoiando  a formatação de um plano de marketing eficiente que ajudará os destinos a se promoverem melhor e entenderem sua vocação para o turismo).

 

“O plano incorpora essas linhas de discussões de relacionamento com o mercado para que consigamos, a partir de alianças com diversas instâncias da política pública, estadual, municipal e junto com o setor privado, colocar esse produto no mercado. O foco é a experiência turística brasileira. Nosso objetivo é trabalhar desenvolvendo ainda mais a cultura da viagem e trabalhar o produto turístico nacional em seu ciclo completo. Por um lado, a própria produção turística, um rio ou uma montanha, que precisa ser desenvolvido e estruturado para que esteja na prateleira. O Brasil tem segmentos que têm uma oferta bastante qualificada. Temos roteiros e experiências no cardápio. O grande desafio é tornar tudo isso mais conhecido e disponibilizado nas prateleiras daqueles que vendem o produto. Esse conhecimento do turista significa também desenvolver uma inteligência, de modo que, a partir das demandas do mercado, possamos ir desenvolvendo novos atributos e inovando o produto turístico brasileiro”, afirmou Lages.

 

Junto ao plano, o MTur vem desenvolvendo um novo portal, que oferecerá uma plataforma colaborativa, permitindo que os usuários possam participar da experiência e de todo o ciclo de viagem: do planejamento e efetivação da compra até durante a experiência e seu final.

 

“Pretendemos assim, com esses outros produtos, promover o calendário turístico nacional, que permitirá saber o que está acontecendo no Brasil desde o 1º dia de janeiro até o último de dezembro. Dessa forma, conseguiremos ajudar a melhor promover e criar no imaginário do brasileiro o desejo de conhecer as manifestações religiosas, culturais, científicas, enfim, tudo o que acontece no Brasil ao longo do ano”, finalizou o ministro.

 

 

Priscila Ferraz de Mello

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