Previsão de retomada e renovação hoteleira encerram FOHI 2020

Durante debate, o fórum abordou como a experiência do cliente pode trazer resultados ainda melhores frente ao processo de retomada

FOHI

E o último painel que encerra o Fórum Online de Hotéis Independente (FOHI), nesta quinta (18), foi pautado no tema “Oportunidades: Ponto de Equilíbrio na Reabertura e Novos Modelos de Negócio para Hotéis, Pousadas e Resorts”. A ideia central da conversa, mediada por Maycon Gabry, foi debater as estratégias para encontrar break-even nos negócios por meio de novas ideias e novos modelos de negócios. A conversa contou com a presença de:

  • Diogo Canteras, (Hotel Invest)
  • Edson Gonçalves (Rio Quente Resorts)
  • Leonardo Carolino (Sebrae/PE)
  • Abel Castro (Accor Hotels)
  • Peter Kutuchian (Hôtelier News)

As perspectivas quanto ao ponto de equilíbrio foi o primeiro ponto da conversa. De acordo com Canteras, a Hotel Invest, por exemplo, buscou desenhar como seria o cenário durante a pandemia, tirando como base crises anteriores. No entanto, ele observa que a tarefa é mais complicada. Foi construído um gráfico, que resume, a ocupação dos hotéis econômicos e midscale da cidade de São Paulo, com três tipos de cenários: otimista, moderado e conservador. Confira os dados:

A perspectiva de voltar aos patamares de 2019 é de 2,6 anos (setembro de 2022), em um cenário otimista; 3,3 anos (maio de 2023) em cenário moderado; e 4 a 5 cinco anos em cenário mais conservador.

Cândido, por sua vez, afirma que, assim como muitos empreendimentos de outras indústrias, os meios de hospedagens precisam se reinventar, até mesmo nos pequenos detalhes. “A Aviva tem 20 anos de timeshare e multipropriedade, com 35 mil membros, e um volume de recebíveis muito grande. Do ponto de vista do cliente, você cria um relacionamento forte, uma relação emocional com o grupo e com o destino. Do ponto de vista de empresa, a gente tem fluxo de caixa antecipado. Um caixa que teria em dez anos de relacionamento, eu tenho em três anos”, detalha.

Em tempos de quarentena, o home office foi uma das principais medidas implementadas pelas empresa. E Accor Hotels lançou o Room Office, que transforma o quarto de um hotel em escritório, permitindo que o cliente possa ter melhor desempenho de trabalho. Outras alternativas para o período de retomada anunciadas por Abel são long stay e storage.

“Acreditamos que a nossa retomada vai ser ainda mais rápida do que a média apresentada pela Hotel Investe. Prevemos terminar o ano com Revpar chegando a metade do ano passado, com 2021 tendo sua recuperação acompanhadas ano a ano e com os números de 2022 se equiparando a 2019”, estima.

Kutuchian acredita que a confiança é uma peça-chave para a retomada. “Você tinha um tempo muito grande para entrar em contato com o cliente, entender o que ele quer e oferecer isso a ele. Tem vários formatos que têm sucesso. Ainda dá tempo dos hotéis se reinventarem um pouco, eles precisam saber o que estão vendendo e para quem. O hoteleiro tem que sair da caixa todo dia e trazer o melhor potencial ao seu negócio”, complementa.

Carolino abordou a questão do crédito, visto como alternativa para muitos empreendimentos, mas que possuem dificuldade em recorrer à opção. O representante do Sebrae-PE, destaca que o problema do crédito pelos pequenos empreendimentos era algo que já ocorria antes mesmo da pandemia, mas que ficou mais escancarado em meio à crise. “De 100 empresas, 86 tiveram seus pedidos negados ou ainda em espera. A palavra final do crédito é da agência, é do banco. A gente apoio o empreendedor nessa retomada, mas mesmo assim muito foram negados”, pontua.

Lazer? Como fazer?

Ao ser questionado em meio aos espectadores, Cândido afirmou que muitas atividades de lazer ficarão suspensas, como academia e spa. “As atividades recreativas para crianças continuarão acontecendo, mas ao ar livre, seguindo as medidas necessárias e com a presença dos responsáveis”, adianta.

Kutuchian ainda destaca que a hospedagem não é mais o foco da venda, mas sim a experiência. “A experiência do hóspede começa no transfer até o hotel. Os hotéis pequenos tem que dar as mãos aos destinos, se unir. O hotel concorrente é o que está em outro destino, e assim fazer com que cheguem a um denominador comum”, reforça.

Renda em 2020

Canteras aponta que empreendimentos que tem 10% de ocupação já pode gerar renda, com mais ganho que custo, com as renegociações necessárias. “Os hotéis econômicos e midscale podem ter o prejuízo pago ainda este ano. Só os meios de hospedagens de luxo, que dependem mais do viajantes internacional e infelizmente vão demorar um pouco mais”, observa.

O evento se encerra com happy hour online.

Fórum Online de Hotéis Independentes

O Fórum Online de Hotéis Independentes (FOHI) é promovido pela Mark Web (agência de Marketing Digital especializada em hotelaria), HFN (Hotel & Food Nordeste), Hotelier News e Sebrae/PE, com parceria de mídia do Brasilturis Jornal, apoio da Unedestinos e de parceiros como regionais da ABIH de São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Santa Catarina, Espírito Santo e a Associação de Hotéis de Búzios.

A segunda edição do acontece entre os dias 16, 17 e 18 de junho de 2020, com a participação de amis de 4 mil profissionais de todo o País e conteúdo focado na retomada, ministrado por 25 profissionais de renome no mercado. Os temas incluem questões do dia a dia do hoteleiro e destacam dicas como redução de custo de aquisição de clientes, melhoria das vendas diretas, estratégias para evitar a guerra tarifária, dicas para melhorar a experiência do hóspede e sugestões para as áreas de limpeza e governança.


Deixe uma resposta