Procura pelo rublo tem aumentado 30% a cada mês em casa de câmbio por causa da Copa

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Com a proximidade da Copa do Mundo, é necessário ocupar a cabeça com questões práticas, como qual moeda levar para a Rússia. Para Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio da Ourominas, o ideal é levar rublo russo, em vez de trocar real por dólar ou euro como intermediários. E mais: a hora de comprar é agora.

A cotação do rublo turismo tem se mantido ao redor de R$ 0,07, o que significa que R$ 1 compra cerca de RUB 14,3. Para entender como essa variação se converte para o dia a dia na Rússia, vale apelar para o Índice Big Mac, criado pela publicação inglesa The Economist, que compara o preço do icônico sanduíche em diversos países ao converter o valor para o dólar. Segundo os dados mais recentes, de 2017, enquanto no Brasil o Big Mac sai por US$ 5,10, na Rússia ele custa US$ 2,28. Em uma análise bastante simplista, é como se comer por lá custasse metade do preço.

O almoço em um restaurante cotidiano por lá, como um dos nossos PFs, gira em torno de R$ 35, e inclui sopa, salada e prato principal, além de bebida. Uma cerveja, por sua vez, sai por entre R$ 10,50 e R$ 14. Para se hospedar em Moscou, São Petersburgo e Rostov-on-Don, cidades onde o Brasil joga na primeira fase, os preços variam bastante. Na capital russa, há opções desde R$ 15 em pequenos hostels até superiores a R$ 3.500 em hotéis de luxo. Em São Petersburgo, cidade mais cara do país, os valores são 30% superiores. Por fim, em Rostov-on-Don o valor das acomodações varia de R$ 160 a R$ 3 mil.

Uma corrida de Uber dos aeroportos que servem Moscou ao centro da cidade fica em torno de R$ 60 – táxis são mais caros, e tendem a salgar o preço para os turistas. Na cidade, uma passagem de metrô custa um pouco menos que R$ 2. Para se locomover entre as cidades-sede, uma boa opção é a extensa e bem conservada rede ferroviária russa. De Moscou para São Petersburgo, por exemplo, as opções mais baratas custam em torno de R$ 198.

Durante a Copa, haverá opções de transporte gratuito para portadores de ingressos em cidades vizinhas. E na Rússia, vale lembrar, é costume oferecer gorjeta em lanchonetes, cafés e restaurantes – 10% é a média.

A hora do câmbio

Segundo Mauriciano Cavalcante, a demanda por rublo tem crescido entre 20% e 30% mês a mês desde o final do ano passado. Com o aumento da procura, há, inclusive, a possibilidade de esgotamento do rublo no Brasil próximo à Copa.

Como alternativa, é possível levar dólares ou euros, mas nesse caso há perda monetária na dupla conversão. “Você é taxado aqui e depois na Rússia, quando fizer o câmbio do rublo”, observa Mauriciano. De qualquer forma, o especialista ressalta que é importante comprar agora a moeda, já que há tendência de alta.

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