Profissionais comentam a crise durante Encontros à Francesa

Durante o evento Encontros à Francesa, no Guarujá, encerrado nesta segunda, dia 21, o que mais se ouvia de agentes de viagens e operadores de diferentes estados foi a necessidade de buscar novos produtos e oportunidades para superar a crise causada pela instabilidade econômica no Brasil. O agente de viagens e ex-diretor da Abav de São Paulo, Salvador Lembo, acredita que a Europa é ainda o melhor ponto de foco de vendas porque oferece novidades de alta qualidade a cada dia, despertando interesse até no cliente mais indeciso. “Paris, por exemplo, oferece um grande produto a cada momento. Estive recentemente visitando o La Réserve Paris Hotel e fiquei impressionado com tudo”, declarou.

Já o operador curitibano Pedro Kempe, diretor da Domus Viagens, especialista em turismo religioso, disse que as vendas do segmento de roteiros de fé caíram 60% na sua empresa e ele espera outra retração de 20% nas reservas do ano que vem. “Mas, apesar da queda pela crise, o turismo religioso se mantém menos instável porque os clientes do segmento não abrem mão de novidades e diversidade de roteiros, principalmente na França. Lá, não existe apenas Lourdes, tem outros destinos interessantes como Lisieux (Santuário de Santa Teresa do Menino Jesus)”, enfatizou Kempe.

Ernesto Bustamante, da Promotional Travel, do Rio de Janeiro, disse que o setor corporativo se mantém mais estável graças aos contratos de longa duração. “Isso não deixa de ser uma garantia. Mas não podemos ficar parados, precisamos oferecer melhores produtos e preços para as empresas”, disse. Também do Rio de Janeiro, a agente de viagens Selma Cafezeiros, da Plantel, especializada em turismo de luxo, afirmou que o turista de alta renda não está deixando de viajar, “mas está escolhendo opções mais econômicas”.

A carioca Tatiane Vidal, da New It também veio ao evento da Atout France em busca de novidades para excursões de grupos de jovens como um roteiro pela Europa, “incluindo visita à Disneyland de Paris”. Vanusa Caileta, da Intertravel Turismo, de Brasília, atende contas de órgãos governamentais e disse que há uma óbvia redução nas vendas para este segmento, diante da necessidade das instituições de reduzir despesas a todos custo. “Sentimos realmente a crise, mas temos outra clientela que procura novidades, principalmente da Europa”, declarou.

 

Fernando Porto        

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