Quatro meses depois do naufrágio do Concórdia, Costa inaugura o Fascinosa

Por: Antonio Euryco

Em janeiro um naufrágio de enorme repercussão que chegou a gerar, além das 32 vítimas fatais e da experiência negativa para muitos dos mais de 4 mil  passageiros e tripulantes, contestações sobre a segurança dos grandes navios. Ainda sob efeitos do que aconteceu com o Concórdia, a Costa Cruzeiros inaugurou hoje (5), o seu novo navio, apontado como “a nova jóia dos mares”.

 

O Costa Fascinosa, com 290 metros de comprimento e 35,5 de largura, tem capacidade para 3,8 mil passageiros e mais 1.110 tripulantes.

 

Na apresentação, o ainda presidente da companhia, Píer Luigi Foschi, que deixará brevemente o posto, não esqueceu do ocorrido com o Concórdia: “um acidente como o que houve, não deveria ter ocorrido e não voltará a ocorrer”, afirmou.  Garantiu que o volume de reservas para os cruzeiros já retomou o mesmo nível do ano passado e que os turistas e viajando continuam dedicando uma grata preferência para as viagens de navio.

 

Já o ministro italiano do Turismo, Piero Gnudi, presente à cerimônia, elogiou o turismo marítimo e apontou este setor como “um ponto de encontro na Itália de duas excelências, a da qualidade e estilo com a indústria naval”.

 

Porém, nem tudo foi tranqüilidade na estréia do Fascinosa.  Uma associação veneziana protestou em busca de assinaturas para a proibição de embarcações com mais de 40 mil toneladas, pelo incômodo que os cruzeiros causam.

 

AE

 

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