Quickly Travel analisa 2020 e fala sobre as perspectivas para 2021

Quickly Travel
Sérgio Masaki e Mami Fumioka

Após um ano de incertezas e desafios, Mami Fumioka e Sérgio Masaki, respectivamente vice-presidente e CEO da Quickly Travel falaram sobre os percalços enfrentados em 2020 e as perspectivas de mercado para a empresa em 2021. Na visão dos executivos, 2020 foi um ano de superação e de muito aprendizado para a agência de viagens especializada no destino Japão e para toda a indústria do turismo.

“Não há como não relacionar as adversidades enfrentadas com a pandemia. Absolutamente tudo o que aconteceu estava direta ou indiretamente relacionado à covid-19”, ressaltou Masaki. “De todos os desafios que precisamos superar, três se sobressaíram em relação aos demais: o controle de caixa e a busca por fontes de financiamento; a preservação de uma equipe unida, focada e alinhada com os valores da empresa, mesmo que à distância; e a manutenção de um bom relacionamento com os clientes e a oferta de novos serviços e o suporte continuo na resolução de problemas”, complementou o CEO da Quickly Travel, uma das subdistribuidoras oficiais de ingressos para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Adaptar-se às novas ferramentas e formatos de trabalho no home-office, no entanto, provou-se não ser um grande desafio para a Quickly Travel e evidenciou um dos pontos positivos de 2020. “A tecnologia é uma importante aliada nesse novo escopo de trabalho. Não à toa, todos os investimentos que fizemos durante o ano de 2019 nos possibilitam trabalhar 100% remoto com toda a equipe sem ter nenhum tipo de queda no rendimento de nossas operações”, destacou Mami.

Além da adaptação ao home-office, a Quickly Travel também se destacou positivamente com o desenvolvimento de novos produtos que pudessem atender às demandas dos clientes frente à uma realidade totalmente diferente, como a coordenação e organização de eventos virtuais e híbridos, a oferta de kits de happy-hour e coffee break para eventos e festas de fim de ano, entre outras ações.

“As empresas identificaram nas web-conferências um modo simples, rápido e barato de se comunicar e tratar de assuntos internos sem precisar viajar. Ou seja, mesmo depois de vacinados, essa fatia de mercado já foi absorvida pela tecnológica e isso é inegável. Mas isso não representa de forma alguma o fim das viagens corporativas. Ainda há muito espaço para as relações pessoais. Nada substituirá o contato físico. E é exatamente em cima disso que nós precisamos continuar evoluindo e oferecendo soluções pertinentes ao atual momento para os nossos clientes. Não importa se será no meio digital, numa viagem de negócios ou até mesmo em um evento híbrido. Nosso objetivo é estar presente”, comentou Masaki.

Para 2021, sobretudo no segmento de viagens de lazer, a agência espera atingir um percentual de vendas superior ou correspondente a 50% do que foi realizado em 2019. “A vacina é a única solução para tentarmos voltar ao mais próximo possível do normal. O retorno das atividades deverá ser gradual, com picos maiores no segundo semestre, pós-imunização”, afirmou Mami.

Para efeito de comparação, cada setor de atuação da Quickly tem apresentado sinais de recuperação em diferentes momentos do ano em 2020. A área de viagens corporativas, por sua vez, é a que denotou maior agilidade na retomada, com aumento de 25% em relação ao período pré-pandemia. Já a retomada das vendas no turismo de lazer teve uma pequena movimentação em meados de setembro, mas ainda segue em segundo plano.

Segundo Mami Fumioka, o caminho das pedras para o próximo ano é a adaptação e o atendimento humanizado mesmo que à distância. “As empresas terão que se adaptar ainda mais e pensar sempre em comodidade e segurança dos clientes e colaboradores. Será preciso se reinventar. Mudar o formato de trabalho e a comunicação e focar no mercado digital, mas sem perder de forma alguma a sensibilidade de um atendimento mais humano, onde a saúde física e mental seja prioridade”, finalizou a executiva.

Deixe uma resposta