Rafain Palace Hotel & Convention destaca reforços no segmento de lazer

O Rafain Palace Hotel apresentou master plan para os próximos anos e destacou reforço no segmento de lazer, incluindo parque aquático

Rafain Palace Hotel
Giovani Rafagnin, diretor do

A suspensão das atividades hoteleiras foi uma oportunidade para o Rafain Palace Hotel & Convention, em Foz do Iguaçu (PR). O empreendimento que, em 2019, desenvolveu um novo andar de apartamentos, decidiu dar início ao master plan, que envolve um complexo investimento no meio de hospedagem.

Giovani Rafagnin, diretor do meio de hospedagem de 270 apartamentos, afirma que esta é uma aposta necessária, sobretudo por conta da longa história de consolidação do empreendimento. “Faremos 40 anos e o hotel passou por vários momentos, principalmente na engenharia e arquitetura. Queremos usar uma linguagem única”, declara o executivo, que relembra o bom fluxo nos dois primeiros meses de 2020 e reforça o dinamismo da hotelaria.

A ideia, segundo Rafagnin, é que as adequações que estão no planejamento sejam entregues no período entre cinco e dez anos. “Vamos ter um novo conceito de fachada, piscina, uma nova estrutura e a inclusão das vilas. Teremos muitas novidades pelos próximos dois ou três anos, inclusive na parte de eventos, com o retrofit do Pavilhão 6. Vamos deixa-lo mais vendável”, conta.

O master plan começou com a remodelação dos apartamentos Standard, que hoje são pertencentes à categoria Master e alinhados com as acomodações Premium. De acordo com Vanessa Delboni, gerente de Vendas do Rafain, a diferença entre Master e Premium está, basicamente, no acabamento. “Antes, esses quartos Master eram Standard, primeira categoria do hotel. Contava com cerâmica dos anos 1980 e mobiliário mais antigo. Trouxemos uma linha com mais requinte, com um conceito mais aberto. Há detalhes diferentes e estamos no refinamento da obra”, detalha.

Vanessa declara que a ideia, mais adiante, é manter somente as categorias Luxo e Premium, após toda a adaptação do Master ao conceito dos mais novos quartos. “Porta muda, conceito muda, fechadura não é de encaixe, mas de aproximação, a pintura é outra. São itens mais modernos. Nos apartamentos Premium nós tivemos a oportunidade de construir do zero e a revitalização vem para dar um tom mais similar”, conta.

Além dos quartos Luxo – que acomodam de três a quatro pessoas – e Premium – que recebem até quatro pessoas -, que estão previstos para serem os únicos do hotel, há 13 Suítes. No entanto, Rafagnin afirma que a ideia é reduzir o número dessas acomodações e ampliar os apartamentos Premium. “Suítes funcionam para dar um upgrade ou agradar clientes especiais”, afirma.

O desejo do profissional é que o meio de hospedagem volte a ter a imagem que tinha há alguns anos. “Começamos a entender o que o cliente esperava do Rafain. O hotel é conhecido nacionalmente e queremos ser o que éramos lá atrás e, para isso, é preciso ter uma área de lazer adequada, recepção e apartamentos novos. Então, durante a pandemia mantivemos as reformas dos 105 apartamentos Standard para voltarmos reposicionados”, estima.

O master plan envolve, ainda, a construção de um parque aquático, inauguração de vilas – com o aproveitamento da área do bosque -, reforma do Pavilhão 6 – o maior pavilhão de eventos do hotel – e expansão na oferta de lazer. “Já há verba destinada e aprovação de toda a diretoria. O que vai definir nossos próximos passos é o cenário. Gostaríamos de ter avançado mais em 2020, além dos apartamentos. É um processo contínuo e não temos como determinar um prazo de entrega, pois estamos fazendo conforme a economia e o fluxo”, detalha Vanessa.

Segundo o diretor, a ideia é fazer todos esses grandes projetos, principalmente a área do parque aquático, o mais rápido possível. “O primeiro momento será de lazer e fachada. Gostaria de adiantar esse investimento após o feriado de Páscoa para que esteja pronto até dezembro deste ano”, pontua.

Rafain Palace Hotel: Eventos

O hotel trabalha com eventos para até oito mil pessoas e, conforme o diretor, a aposta em lazer não tira o protagonismo do segmento Mice. “A gente se posiciona no mercado como hotel de eventos, porém com estrutura de lazer adequada. Nosso planejamento é transformar”, diz.

De acordo com o executivo, falar de Foz do Iguaçu e não abordar o segmento de lazer seria uma postura irresponsável por parte do hotel. “Tentamos fazer a mescla. O evento gera bons resultados, mas ainda não estamos nos patamares que gostaríamos. É uma área que atrai gente de vários setores e que nos possibilita apresentar o hotel. A gente tem como incluir lazer e temos grandes parceiros para isso”, pontua.

O Rafain Palace Hotel retomou suas operações no dia 30 de setembro e, de acordo com Rafagnin, foi uma reabertura um tanto quanto forçada. “No início da retomada, quando foi alterado o decreto, não tínhamos clientes. Mesmo assim, tentamos ao máximo não perder colaboradores, porque acreditamos que seja um período limitado. As pessoas não vão deixar de vir a Foz do Iguaçu. Virou um destino de final de semana e regional para aqueles que já não aguentavam mais ficar em casa”, avalia.

Como previsto e com a ideia de escapada regional – que representa mais de 50% do público -, o fluxo de visitantes nos finais de semana é mais intenso, com queda durante a semana. A média mensal é de 30%, taxa significativa no cenário atual. “Tivemos uma grande procura no feriado de 12 de outubro e nosso final de ano teve alta procura. Estamos com esperanças”, declara o diretor, que reforça a dificuldade causada pelo fechamento da fronteira com a Argentina, um dos principais mercados e líder no internacional.

Desde que reabriu, o hotel vem trabalhando com novos protocolos de biossegurança e limpeza. “A gente se pautou nas boas práticas que o mercado está divulgando. Sempre fizemos tudo com responsabilidade e, além do básico, que é o uso obrigatório de máscara e álcool em gel, temos feito a higienização dos quartos com produtos homologados e em duas fases: limpeza e desinfecção”, comenta.

O treinamento foi um aspecto importante para essa retomada, sobretudo para as camareiras que tiveram de aprender um novo método para organizar e limpar as acomodações. “Reformulamos todo o modo como trabalhávamos para não correr riscos”, finaliza.

Deixe uma resposta