RN demonstra como novas ferramentas podem promover destinos

De acordo com Bruno Reis, presidente da Emprotur, RN investiu em captação da dados, realizou rebrand de marca e apostou no digital

RN
Bruno Reis

Recife/PE – Deixa a indústria mais potente é o objetivo de um gestor turístico, assim como Bruno Reis, presidente da Emprotur – responsável pela promoção de Rio Grande do Norte – destacou em sua palestra promovida durante o 2º Fórum Anseditur. O evento, que ocorreu no Teatro do Parque, entre os dias 20 e 22 de setembro, reuniu líderes, dirigentes e secretários para debater o turismo criativo e compreender tendências que circundam a indústria.

Reis destaca que ainda sente falta de a indústria abordar os artifícios que estão à disposição para fazer o setor crescer. “Quando chegamos lá, notamos que eram as mesmas ferramentas utilizadas há dez anos. É necessário mensurar e saber tomar decisões com base em dados. Muitos falam em achismo, mas não se tem dados que comprovem essas falas. Parte dessa informação tem de estar atrelada a inteligência comercial”, pontua.

O presidente da Emprotur também cita que havia muitos dados, mas pouco interligados e, por isso, foi realizada parceria com especialistas em pesquisas, que visam ajudar no planejamento e montar uma estratégia assertiva. “A gente criou um centro de inteligência do Rio Grande do Norte para auxiliar todos os municípios e os próprios investidores locais. Eu consigo ter uma leitura de qual o principal mercado emissor, quais os concorrentes, previsão de receita, atração de recursos e arrecadação de ISS, que é nossa meta”, ressalta.

Reis ainda conta que é necessário abrir os olhos para a segmentação e diferenciar os canais B2B e B2C. E para que essa aposta se desse ainda mais positiva, o estado fez parceria com entidades que são reconhecidos como especialistas do nicho, como IGLTA, para o turismo LGBT+, e BLTA, para o segmento o turismo de luxo.

“Não dá para fazer uma promoção achando que todo mundo está no mesmo saco. A gente teve uma pesquisa com cerca de 2 mil pessoas de outras regiões e entendemos que tem dois tipos de turistas: o que faz autogestão e compra direto e o turista com agente de viagens, que viaja em família e tem o preço da passagem como um dos fatores decisivos”, conta.

Dando mais detalhes sobre essa pesquisa, Reis mostra que:

  • 41% quer viajar dentro do próprio país
  • 34% deseja viajar dentro da própria cidade ou estado
  • 30% vão para destinos que nunca estiveram e foram recomendados
  • 27% quer ir a destinos pouco conhecidos
  • 23% visa ir a destinos que já foi uma vez
  • 20% retornar aos destinos que já foi muitas vezes
  • 19% querem viajar dentro da região
  • 6% estão de olho nos destinos internacionais

Outro ponto destacado pelo profissional foi como o marketing de influência mudou por conta da pandemia. “A gente ficou mais fiscal das ações. Se refere à credibilidade dos destinos e dos equipamentos turísticos. A curadoria é muito importante e a seleção de quem a gente quer levar no destino é muito importante. Os resultados podem ser positivos ou negativos para o destino, dependendo desse filtro”, avalia.

Reis também aproveitou para lembrar sobre o trabalho de rebrand da marca, dando uma nova leitura para Rio Grande do Norte. “Hoje, o Instagram é a nossa principal plataforma para fazer promoção do destino. Se vocês entendem que é necessário trocar a lógica de promoção, faça! Isso mexe com o planejamento”, conta.

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