Royal Caribbean: Leis trabalhistas e distância do Caribe são empecilhos no Brasil

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Mario Franco, da Royal Caribbean, apontou os motivos para a empresa sair do continente

A Royal Caribbean deixou o Brasil devido a competição com os hotéis e a distância do País com o Caribe. Essa foi a consideração do diretor da empresa para o Brasil, Mario Franco, que esteve presente ao 2o Fórum Clia Brasil, nesta quarta-feira (29), em Brasília (DF).

Ate o início do ano, havia a expectativa do retorno dos navios da Royal Caribbean ao Brasil, quando o itinerário oficial da companhia ainda não havia sido anunciado. Mas continuamos sem a presença da empresa em águas nacionais em 2019. A última operação da operadora de cruzeiros na América do Sul foi na temporada 2015/2016.

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“Quando trazemos navios ao Brasil, além de não haver a proximidade com os mares do Caribe, uma vantagem que os Estados Unidos têm, ainda existe uma competição virtual com o setor hoteleiro, já que os tripulantes exigem as mesmas condições para os cruzeiros”, apontou Franco.

Os funcionários, que muitas vezes iniciam batalhas judiciais contra os empregadores, defendem que devem contar com benefícios e proteções previstas pela CLT, enquanto que as cruzeiristas argumentam que deve prevalecer a resolução da ONU que, resumidamente, afirma que a lei que deve ser seguida é a do país de origem da empresa.

“Nos casos de embates trabalhistas de cruzeiros, a partir de agora passaremos a nos embasar no artigo 178 da Constituição Federal que prevê que os acordos internacionais firmados pela União, como aquele da ONU, deverão prevalecer sob as leis trabalhistas daqui. Não é um descumprimento das leis do país, mas respeitar e seguir o acordo internacional retificado pelo Brasil”, destacou o advogado especialista em questões trabalhistas, Valton Pessoa.

Na contra mão da Royal Caribbean, as demais companhias de cruzeiros que atuam no Brasil deverão inaugurar novos navios ao longo dos próximos anos e investir no mercado nacional, com expectativa de crescimento para a a temporada 2018/2019.

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