Royal Palm anuncia novo empreendimento e espera ocupação de 48%

Por: Priscila Ferraz

Hoje, dia 26, a Royal Palm Hotels & Resorts convidou a imprensa para anunciar um novo empreendimento em Indaiatuba. O município, que é considerado uma das regiões mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro, ganhará um projeto hoteleiro com a chancela do grupo em parceria com a Cariba Empreendimentos. A construção do Royal Palm Tower Indaiatuba tem investimento de R$ 65 milhões e previsão de entrega em 2016 – as obras estão previstas para começar no 2º semestre deste ano. A unidade atenderá à crescente demanda por hospedagem de categoria upper midscale na região situada no interior de São Paulo, no entorno das rodovias dos Bandeirantes e Santos Dumont. No evento estavam presentes o diretor executivo do Royal Palm, Antonio Dias, o presidente do grupo Arcel, Armindo Dias, o prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, e o fundador da Cariba, J. Franklin Gindler.

 

“Atualmente o município oferece 532 acomodações apenas, o que ilustra a carência de hotéis na região. Para atrair novas empresas, Indaiatuba proporciona dez anos de isenção de IPTU, ISS na alíquota mínima, incentivo fiscal para abertura de empresas e alta qualidade de vida. Para se ter ideia de nossa importância econômica, nos últimos dez anos passamos de 353 para 844 indústrias”, disse o prefeito.

 

O grupo, que não apenas administrará o empreendimento, como também participará como investidor, aposta no projeto. “Trata-se de algo ambicioso, que confirma nossa aposta no interior como um grande hub de negócios e eventos, além de um polo de lazer. Estamos aportando em uma cidade capaz e com enorme potencial, com o apoio e expertise de uma destacada incorporadora como a Cariba”, observou Dias. “Individualmente, a Cariba e o Royal Palm serão os maiores investidores, mas a incorporadora possui, também, parte de investidores próprios”, completou. Ainda visando o investidor, Gindler garantiu que o retorno será de 10% a partir do segundo ano de operações do empreendimento, mesmo que o “tempo de maturidade” estabelecido seja de cinco anos.

 

“A localização do hotel foi fundamental para decidirmos pelo lançamento: nas proximidades da rodovia Santos Dumont e ao lado do Polo Shopping Indaiatuba, o complexo proporcionará diversas atrações aos hóspedes, como cinema, bares e restaurantes. Além disso, existem muitos hotéis econômicos. Procuramos um diferencial para sair da concorrência e apresentar um padrão diferenciado”, complementou Gindler.

 

A escolha

 

A escolha por Indaiatuba é estratégica. Em uma zona intermediária entre duas das maiores economias do Estado, a capital paulista e Campinas, a cidade faz parte da Região Metropolitana de Campinas, que movimenta R$ 91,8 bilhões ao ano, representando 11,45% do PIB paulista e 1,8% do PIB nacional.

 

Além disso, o município está a apenas 15 quilômetros do aeroporto internacional de Viracopos, que tem planos para apresentar diversas melhorias. Em maio deste ano será entregue uma obra de R$ 2 bilhões, que inclui o novo terminal com 28 pontes de embarque às aeronaves, estacionamento com 4 mil vagas e novo pátio de aviões. O masterplan de Viracopos prevê ainda muitos outros investimentos futuros para chegar à marca de 80 milhões de passageiros ao ano, o que o credenciará como maior e mais moderno da América Latina.

 

O projeto

 

O Royal Palm Tower Indaiatuba deverá gerar 114 empregos diretos (420 indiretos) e será um hotel de serviços completo. Contará com 190 unidades habitacionais com configuração double ou twin, sendo 180 apartamentos e dez suítes – esses números qualificam o empreendimento como o maior hotel local. A novidade também abrigará um restaurante no piso térreo com capacidade para 160 pessoas, destinado tanto a hóspedes como a passantes, bem como piscina, saunas e fitness center.

 

Quanto à área de eventos, salas moduláveis poderão transformar-se no maior salão de Indaiatuba, com 500 m² e possibilidade de integração com o foyer, além de acesso direto para os convidados.

 

“Esperamos que a taxa média de ocupação gire em torno de 48% no primeiro ano de funcionamento e, quando atingir a maturidade, 68%”, contou Dias. O diretor executivo ainda informou o perfil de seu público: maioria masculino, com média de 30 anos e nível gerencial (business travel).

 

Após os cinco anos que configuram o período de maturidade, o executivo não descartou planos para a abertura de hotéis econômicos em Indaiatuba. “Dependendo dos resultados e da demanda no município, é possível que pensemos em um segundo hotel, então econômico, fruto da parceria entre Royal Palm e Cariba”, finalizou Gindler.

 

 

Priscila Ferraz de Mello

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