Servir à comunidade LGBT no mercado de luxo é pauta durante Fórum de Turismo

De acordo com Adriana Cavalcanti, presidente do Conselho Consultivo da WTM, é necessário um mix de pessoas nas empresas, causando uma transformação de dentro para fora

0
Simon Mayle, diretor ILTM Latim America e Proud Experience, media segundo painel do evento

Após coffee break, oferecido pelo turismo de Portugal, foi a vez de Simon Mayle, diretor ILTM Latin America e Proud Experience, mediar o segundo painel do Fórum de Turismo LGBT, que acontece no Tivoli Mofarrej, na capital paulista, nesta quinta-feira (6).

Intitulado “Lazer – Turismo LGB: Bilhões em potencial e uma infinidade de oportunidades”, o painel contou a participação de Yan Gillet, diretor geral do Grand Hyatt São Paulo, e Adriana Cavalcanti, presidente do Conselho Consultivo da WTM.

De acordo com Gillet, tanto faz quem você ama e o que você é, o mais importante é não esconder o seu verdadeiro ser onde trabalha. “A relação do agente com o viajante tem que ser muito transparente. Nós fazemos o esforço de oferecer uma experiência livre de qualquer julgamento. É importante ter essa transparência também entre o hoteleiro e o agente, é uma parceria”, declara.

Ainda de acordo com o diretor, é necessário que o sistema se adeque ao mais distinto público. “Na hora que um casal LGBT, por exemplo, vai fazer um check-in para casal, é um ‘senhor’ e ‘senhora’. Então solicito que haja essa remodelação nos processos”, complementa.


LEIA MAIS:
Fórum de Turismo LGBT do Brasil reúne trade em São Paulo; veja fotos
– Air Canadá destaca ações e iniciativas que apoiam comunidade LGBT
– Especialização e experiência: saiba vender para a comunidade LGBT+

Já Adriana destaca a importância de haver uma cultura interna promovendo a diversidade, que, consequentemente, torna o tratamento ao cliente ainda mais natural. “Segundo uma pesquisa que eu vi, para 80% das pessoas, quanto mais a empresa se identifica com essa diversidade e isso é integrado, mais eles vão consumir. Não é só uma questão social, é uma questão econômica”, completa.

Adriana Cavalcanti, presidente do Conselho Consultivo da WTM e Yan Gillet, diretor geral do Grand Hyatt São Paulo,

Além disso, a executiva destaca a necessidade de conhecer bem quem consome seu produto. “Tá na hora do agente usar o perfil do cliente que conhece tão bem e se tornar um conselheiro dessa pessoa, levando em consideração os dados que vocês sabem do seu consumidor. Se tiver um perfil traçado e proporcionar o bem-estar dele, ele vai voltar”, ressalta Adriana, que aproveita o momento para lembrar os profissionais a se preocuparem com a segurança do seu cliente. “Vai além da prestação de serviço.”

O profissional do Grand Hyatt declara, ainda, a necessidade de contar com um atendimento natural, reforçando o que Adriana tinha comentado sobre não ter julgamentos e saber bem receber. “Acho importante lembrar que não precisa ser gay ou lésbica para entender esse mundo. Nossa sociedade está mudando e precisamos continuar oferecendo experiências sem preconceitos”, finaliza o executivo.

Adriana, que conta com experiência no mercado de aviação, cita o segmento como um setor que necessita de mudanças. “É um mercado bem machista, onde a diversidade se vê em palavras. Quando pensamos em piloto, imaginamos homens, enquanto serviço de bordo nos redireciona a mulheres ou homossexuais, talvez pelo jeito refinado. Eu quero ver um ‘mix’ e, acima de tudo, essas pessoas em cargos de liderança”, encerra presidente do Conselho Consultivo da WTM.


LEIA TAMBÉM:
+ Fórum de Turismo LGBT tem início no Tivoli Mofarrej, em São Paulo
+ Luis Pereira: “Brasil é o segundo principal mercado de Portugal”
+ 3º Fórum de Turismo LGBT do Brasil tem início e homenageia parceiros

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here