Sabre cria o programa “Passaporte para a liberdade”

Por: Carolina Maia

A Sabre Holdings, empresa global de tecnologia de viagens, lançou hoje, dia 28, o programa “Passport to Freedom” (passaporte para a liberdade, na tradução livre), uma iniciativa abrangente que visa unir o setor de viagens e turismo na luta contra o tráfico de pessoas. Anunciada pelo CEO da Sabre Holdings, Sam Gilliland, o presidente da Associação de Viagens dos EUA, Roger Dow, e por Tekla Roberts, sobrevivente do tráfico de pessoas e ativista do programa, a iniciativa visa conscientizar o mundo sobre a questão e fazer lobby por mudanças nas leis. Mesmo oferecer oportunidades a líderes de governo, entidades do setor de viagens e organizações sem fins lucrativos para que colaborem na luta contra um problema que afeta até 27 milhões de pessoas em todo o mundo.

‘O Sabre tem presença junto a todos os segmentos do setor de viagens, desde agentes e companhias aéreas até empresas de turismo e viajantes, o que nos deixa em posição privilegiada para conscientizar o mundo sobre esta causa,” afirmou Gilliland. “O tráfico de pessoas afeta países do mundo inteiro, inclusive todas as grandes cidades dos Estados Unidos. O programa ‘Passaporte para a liberdade’ faz parte dos nossos esforços no sentido de mobilizar o setor de viagens e turismo para pôr fim a esses crimes e ajudar as vítimas a reconstruir suas vidas”, completou.

O programa “Passaporte para a liberdade” aborda essas questões com enfoque em três objetivos principais: educar, colaborar e mobilizar. A iniciativa também incluirá um programa de longo prazo de bolsas de estudo e empregos para oferecer formação profissional no setor de viagens e turismo a vítimas sobreviventes do tráfico de pessoas.

Entre as algumas iniciativas que farão parte do programa estão o treinamento de 10 mil funcionários do Sabre em todo o mundo para que fiquem mais familiarizados com o tema; dar informações aos viajantes para que possam identificar e denunciar possíveis incidentes de tráfico; conscientizar os clientes dos setores aéreo, de hospedagens, agências de viagens e corporativo do Sabre, e fazer parcerias com entidades sem fins lucrativos, de viagens e do governo que apoiem a luta contra o tráfico de pessoas.

O tráfico de pessoas questão movimenta um comércio ilegal de US$ 32 bilhões, o que faz um dos crimes mais lucrativos, difundidos e crescentes do mundo. O setor de viagens e turismo acaba sendo, sem querer e sem saber, cúmplice de tais crimes, já que, por ano, milhões de pessoas são negociadas nos EUA e no mundo, mantidas em hotéis ou outros estabelecimentos públicos para prostituição ou trabalho forçado.

Para demonstrar seu compromisso com a causa, a Sabre foi a primeira empresa global de tecnologia de viagens a assinar o Código de Conduta de turismo, uma iniciativa internacional voltada para a área de turismo para combater o tráfico de pessoas, financiada pelo Governo Suíço (SECO) e empresas privadas, e apoiada pela rede internacional pelo fim da prostituição infantil e tráfico de crianças (ECPAT), com a parceria e consultoria da Unicef e da Organização Mundial de Turismo.

CM

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