“Se resolver o ICMS, resolvemos metade do problema”, diz Sanovicz

Eduardo Sanovicz fala sobre o cenário da aviação e o impacto da quebra da Avianca

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Eduardo Sanovicz, presidente da Abear e Armando Arruda, presidente da Academia Brasileira de Eventos e Turismo

Na última quinta-feira (08), aconteceu a 64ª Reunião do Colégio Acadêmico, da Academia Brasileira de Eventos e Turismo, na capital paulista. O evento contou com a participação de Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, que palestrou sobre momento da aviação brasileira.

Ao comparar os valores das passagens nacionais e internacionais, um dos pontos ressaltados foi a tarifa do querosene de aviação (QAV) de 32% no Brasil, a qual supera a média mundial (22%) e impacta no preço do serviço aéreo para o consumidor.

Outro fator contribuinte para o encarecimento da passagem é o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias). “Isso agora começa ser corrigido porque o ICMS caiu para 12%. Se a gente resolver o ICMS, resolvemos metade do problema”, afirma o presidente da Abear. Em contrapartida a redução, as companhias aéreas irão lançar 490 frequências semanais no Estado até o final do ano.

As novas operações tem destino as cidades do interior de São Paulo: Franca, Barretos, Votuporanga, São Carlos e Araraquara, além dessas, o Guarujá também será beneficiado.“ São seis cidades que nos comprometemos a colocar aviões”, afirma Sanovicz.

“A gente sonha há muito tempo com esse aeroporto de Guarujá. Em termos de turismo de negócios, essa conectividade vai dar uma arrancada. A cidade é um receptivo maravilhoso, mas precisamos ver o que ela tem a oferecer em termos de estrutura para receber essa demanda”, diz Armando Arruda, presidente da Academia Brasileira de Eventos e Turismo.

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Segundo o Sanovicz, a migração do Brasil para o regime de liberdade tarifária em 2002 impactou no aumento de vendas de bilhetes aéreos. Em 13 anos, o país que contava com quatro companhias concorrentes, teve a tarifa média saindo de R$728 para R$374, resultando na comercialização de cerca de 94 milhões de tickets.

Sob influência da oscilação do dólar que corresponde a 60% do valor das operações dos setor, a partir de 2015, o preço das passagens começa a crescer. “Se os custos sobem e o mercado encolhe, o resultado disso é a falência da Avianca, a qual quebra o mercado porque retira 15% da oferta, ou seja, 54 aviões”, afirma Eduardo Sanovicz.

O empresário chama atenção também para a aprovação de capital estrangeiro no setor que pode resultar no ingresso de novas empresas ou em  investimento nas nacionais.

Eduardo enfatiza que de acordo com economistas, a desavença de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos com a China pode elevar a moeda americana a U$4,10. No entanto, apesar da instabilidade externa e da crise no país, declara: “Após a quebra da Avianca, as nossas perspectivas são de retomar as condições de mercados vigentes no ano passado, onde tínhamos quatro empresas operando”.

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