Sebrae detecta consequências da Covid-19 para o setor de eventos

Renegociações e mudança de atuação nos negócios estão entre as estratégias para tentar reduzir os impactos da crise

Sebrae - Governo Federal
Carlos Melle, presidente do Sebrae (Foto: Carolina Antunes/PR)

As consequências da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira ainda são avaliadas pelo Sebrae. Em primeiro momento, a entidade está em contato com seu público – donos de pequenos negócios – e o cenário retratado vai da perda de clientes até contratos.

Um dos setores mais prejudicados foi o de produção de eventos, atingido diretamente pelas medidas de restrição que proíbem a realização de reuniões, festas, congressos e outros eventos públicos. Dados levantados pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) apontam que cerca de 95,4% do setor é composto por MEI, microempresas e empresas de pequeno porte, somando mais de 297 mil empresas.

Ilda Ribeiro (58), é a proprietária da Bureau Eventos, que opera no mercado desde 1993. A empresa de pequeno porte precisou fechar um de seus escritórios, localizado no Rio de Janeiro, e deve fazer o mesmo com a filial em São Paulo. Ela afirma que a maioria dos eventos cancelados não tem previsão de reagendamento.

“O momento é de colaboração entre todos. Estamos esperando para ver como ficarão as coisas. Sabemos o quão necessárias são as medidas de isolamento, mas não sabemos como sobreviveremos a tudo isso por tanto tempo”, comenta Ilda.

Dicas do Sebrae

  1. Negocie com os clientes para remarcarem o evento em lugar de cancelar. Essa medida evita que a empresa tenha de devolver dinheiro, o que nesse momento pode provocar um desequilíbrio no Caixa.
  2. Negocie com os espaços de eventos os valores pagos pela locação em forma de créditos;
  3. Negocie com patrocinadores pela manutenção dos aportes financeiros e outras modalidades de parcerias já firmadas;
  4. Estude as alternativas possíveis para manter a equipe. A crise não vai durar para sempre e você vai precisar de pessoal qualificado para retomar as atividades quando tudo passar;
  5. Negocie a extensão de prazos e redução de juros junto às instituições credoras.

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