Seminário discute perspectivas do turismo no Pará e na Amazônia

Por: Chris Flores

Debater e discutir temas pertinentes ao avanço e crescimento do turismo no Pará e na Amazônia como um todo. Esse foi o objetivo maior do seminário “Políticas para o fortalecimento do turismo na Amazônia”, promovido pela Comissão de Turismo da Câmara Federal em parceria com Secretaria de Estado de Turismo (Setur), no salão nobre da Associação Comercial do Pará (ACP). O evento contou com a presença do deputado federal pelo Pará, Arnaldo Jordy, e também do secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes, além de representantes de outras entidades.

 

Para o presidente da ACP, Fábio Lúcio Costa, “o evento representa uma oportunidade para consolidar uma estratégia integrada entre o setor público e o privado. Entendemos que o turismo fomenta o comércio e os serviços como um todo no estado do Pará”. O mesmo destaque foi dado pelo diretor executivo da Confederação Nacional do Turismo (CNTur), José Osório Naves: “A CNTur elegeu o Pará como ponto de entrada principal de turistas na Amazônia Legal, pensando que o turismo possa realmente deslanchar na região”.

 

Góes apresentou o tema “O Turismo no Pará e o Pacto Federativo” em painel mediado pelo deputado Jordy. “É sempre importante lembrar, que sem empresários não há negócios. E com o turismo, não é diferente. A presença do empresariado é fundamental para o êxito de qualquer atividade econômica”, afirmou Góes. O secretário estadual de Turismo também mostrou números de convênios firmados e o recursos repassados pelo Governo Federal para as cinco regiões brasileiras, mostrando as discrepâncias de investimentos e o quanto o Norte tem sido prejudicado com este modelo vigente.

 

Já abordando a temática da qualificação do gestor e do profissional, o secretário adjunto de Turismo e representante da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Joy Colares, esmiuçou a importância da atividade e trouxe ainda números como os cerca de 6 milhões de brasileiros empregados no turismo e as qualificações realizadas no setor, em municípios como Belém, Ananindeua, Marituba, Castanhal, Santarém, Belterra, Parauapebas, Tucuruí, Abaetetuba, Capanema, Marabá e Paragominas, por meio de parceria entre Senac e Setur. “Hoje, de acordo com a classificação que utilizamos no Senac, existem 54 segmentos ligados ao turismo e sua cadeia produtiva”, explicou.

 

“É preciso entender o tamanho da floresta que estamos inseridos para entender o tamanho da missão e dos desafios que nós temos aqui”, disse Jordy, ao contextualizar a crise financeira vivida pelo Brasil e de como a Amazônia tem sido ao longo de séculos tratada com descaso pelo poder central.

 

“Pouco disso que discutimos aqui pode dar certo dentro desse modelo econômico. Estamos remando sem sair do lugar. Os arranjos das cadeias produtivas do Pará, e o turismo faz parte deste processo, são vítimas do modelo federativo e do olhar colonizador da União sobre a Amazônia. Não há como fazer justiça regional com tamanho desequilíbrio. Investimentos dependem de atitude. Ficou claro aqui que temos um projeto de turismo para o Pará, um planejamento, um rumo a seguir. Por isso, a necessidade de rompermos esse paradigma, para que desse desejo, desse sonho, venham geração de emprego e renda”, enfatizou Jordy.

 

 

CF

 

Deixe uma resposta