Seminário Internacional de Turismo apresenta projetos para amenizar problemas urgentes do mercado

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Os palestrantes convidados Carlos Humberto (CEO do Diaspora.Black.), Mark Watson, (Diretor da Tourism Concern da Inglaterra) e Renato Cymbalista (professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e membro do Coletivo Pisa)

No segundo dia do “Seminário Internacional Turismo e Direitos num Mapa de Contradições”, o Sesc 24 de Maio colocou em discussão os projetos que apresentam novas práticas para problemas que envolvem a atividade turística na mesa “Repensando as práticas no turismo”. Os palestrantes convidados Carlos Humberto (CEO do Diaspora.Black), Mark Watson, (Diretor da Tourism Concern da Inglaterra) e Renato Cymbalista (professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e membro do Coletivo Pisa) apresentaram projetos que coloca em evidência algumas questões escondidas do mercado turístico atual.

Carlos Humberto, CEO do Diaspora.Black — uma plataforma que oferece experiências e hospedagens com segurança para o público negro –, disse que teve a ideia após perceber a dificuldade de conseguir um quarto em outras plataformas e até na forma como era tratado em hotéis por causa de sua cor.

“Começamos criando uma rede de acomodações e hospedagens para receber estudantes negros, africanos que chegam aqui, mas logo de início vimos que precisávamos de um método de segurança. Todos podem se cadastrar na nossa plataforma desde que esteja de acordo em receber qualquer pessoa negra. Após isso, buscamos hostels, pousadas e oferecemos treinamento para garantir que toda a equipe seja treinada para receber o Selo Diaspora.Black”, explicou ele. “Queremos visibilizar aqueles que não são visíveis e qualificar o serviço para quem quer consumir”.

Renato Cymbalista criou o coletivo Pisa com alguns alunos para oferecer experiências com a ideia de recuperar a memória e consciência de lugares históricos de São Paulo esquecidos pela maioria.

“Nossa ideia é interpretar a cidade, levar as pessoas para viverem experiências em lugares onde tiveram luta, resistência e história que esteja escondida por ali, como o percurso sobre o território dos negros no Bixiga, territórios com as memórias LGBT. Nós queremos dar uma visão diferente sobre os espaços da cidade e com isso a gente consegue trair pessoas que nunca entraram em uma ocupação, por exemplo”.

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