Setur-MA debate exploração sexual de crianças e adolescentes

Com a delegada Adriana Meirelles, o secretário Catulé Junior reforça a importância do tema e avalia queda de casos devido pandemia da covid-19

Setur-MA

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão (Setur-MA) realizou, nesta terça-feira (19), um bate papo, por meio de uma live, entre o secretário Catulé Júnior e Adriana Meirelles, delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA).

No debate virtual foram tratados diversos assuntos relacionados à violência sexual sofrida por crianças e adolescentes, bem como as ações realizadas pelo programa do governo ‘Mais Infância Mais Turismo’ e os registros de casos mais comuns de crimes sexuais praticados no Maranhão.

Dados

Em 2019, dos 405 inquéritos instaurados para abertura de investigação de crimes sexuais no estado, 300 casos foram por estupro de vulneráveis, ou seja, cometidos contra crianças menores de 14 anos.

Nos primeiros quatro meses de 2020, foram registrados 42 casos de abuso e exploração sexual contra menores, sendo 15 registros em janeiro, 7 em fevereiro, 13 em março e 7 casos em abril. Ainda segundo os dados, em 90% dos registros, a violência foi cometida dentro da residência da vítima por uma pessoa da própria família.

Os números de violência sexual contra menores durante o período de isolamento social causado pelo novo coronavírus diminuíram no estado. Segundo a delegada, a diminuição dos casos pode ter relação direta com o fato de as vítimas não estarem mais sozinhas dentro de casa e passarem bastante tempo nesse período de pandemia acompanhadas de outros membros da família.

“A criança muitas vezes tem vergonha de falar que foi abusada ou explorada com medo de que as pessoas pensem, de forma pejorativa, a ponto delas se sentirem rebaixadas diante das outras pessoas. Em muitas vezes esses crimes sexuais afetam toda a vida da criança que foi abusada”, destacou o secretário.

No bate papo virtual, a delegada alertou também para outros tipos de crimes sexuais bastante comuns sofridos por crianças e adolescentes: os crimes cibernéticos. Ela aconselha os pais a redobrarem a atenção e fiscalizar as atividades virtuais dos filhos. “Assim como o crime sexual físico, as crianças estão também bastante vulneráveis a esse tipo crime na internet. Oriento os pais a está sempre observando o que seus filhos estão fazendo na internet”, orientou.

Em caso de suspeita, o disque 100 é uma das ferramentas de denúncia anônima disponível, ou ainda, pelos telefones da DPCA-MA, nos números (98) 3214-8667 / 3214-8688. As denúncias podem ser também feitas ao Ministério Público e aos Conselhos Tutelares de cada município.


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