Sky Airline pretende atingir 18% de participação em nova rota Santiago – São Paulo

Por: Priscila Ferraz

A Sky Airline, segunda maior companhia aérea chilena, iniciou sua operação no Brasil no último domingo, dia 30, com o lançamento da rota Santiago – São Paulo. O percurso faz parte do projeto de internacionalização da empresa, que enxergou em São Paulo um grande mercado a ser explorado. “A cidade tem um mercado muito representativo no Brasil e na América do Sul. Além disso, tem a vocação para o turismo corporativo. No Chile nós atendemos a 70% do público doméstico corporativo e 30% do público de lazer. Aqui, a principal concorrente atende mais ao público de lazer, o que nos dá espaço. O corporate travel tem foco em pontualidade e excelência de serviço, algo que oferecemos, por isso a rota será boa opção para atender ao corporativo e não somente ao lazer. A combinação de um preço competitivo com um bom serviço será o necessário para diminuir nossas dificuldades e alcançar nosso objetivo, que é chegar a 18% de participação na rota”, apostou o COO e diretor de operações, Holger Paulmann.

 

Para apresentar a novidade à imprensa, a companhia, que presta serviço de transporte aéreo de passageiros e cargas desde 2002 e opera em 19 cidades com mais de 16 aeronaves, realizou um coquetel na tarde de hoje, dia 31, onde estavam presentes, além de Paulmann, o gerente de experiência de cliente, Kai Kosicki, o gerente internacional, Hugo Donoso, e o diretor para o Brasil (GSA), Rene Weinberg. Também celebraram a data a diretora de turismo e entretenimento da SPTuris, Luciane Leite, e o embaixador do Chile para o Brasil, Fernando Schmidt.

 

De acordo com o COO, o investimento inicial da companhia foi de US$ 4 milhões. Este é o quarto destino internacional da empresa, que já voa para Argentina, Bolívia e Peru. “O Brasil tem um papel importante em nossa expansão, pois temos interesses políticos e econômicos nessa nova aliança. Estamos confiantes na receptividade do mercado brasileiro e, além de São Paulo, já estamos de olho nas cidades de Porto Alegre e Rio de Janeiro. Estamos apenas estudando os números de tráfego entre Brasil e Chile para verificar se apenas uma rota será o suficiente e onde podemos apostar no futuro”, afirmou.

 

A nova rota entre as cidades contará com um voo diário (sem escala), de segunda a domingo, com saída sempre às 07h15 de São Paulo (horário de Brasília) e chegada às 11h20 na capital chilena. O trajeto inverso chega às 06h25 no Brasil. A viagem será feita no Airbus A319, que comporta 150 pessoas na classe econômica.

 

Copa do Mundo


De olho na grande demanda que será impulsionada pela Copa do Mundo, a companhia aérea comprou mais um avião, modelo A319, para operar no mesmo trajeto a partir de junho – dessa forma, serão disponibilizados dois voos diários, contabilizando 14 voos semanais para a rota. “É um prazer receber essa nova companhia aérea que está chegando a São Paulo e eu não tenho dúvidas do sucesso que serão os voos. Nós temos uma aproximação muito grande com o Chile, que é um dos principais emissores da América do Sul. Então, para o voo ser bem sucedido, necessitamos dos dois lados: enviar mais brasileiros e que mais chilenos venham para São Paulo e para o Brasil”, considerou Luciane.

 

Frente à concorrência


O diferencial, segundo a companhia, está na qualidade do serviço de bordo, que oferece um atendimento personalizado e refeições completas preparadas pela tradicional empresa Sky Chefs, subsidiária da Lufthansa. Ainda de acordo com Paulmann, os brasileiros só têm a ganhar com a chegada da Sky Airline ao País. “A partir de agora o passageiro poderá escolher com qual companhia deseja voar. Ele finalmente terá uma nova opção da rota São Paulo – Santiago”, disse.

 

“Estamos nos conectando com o maior mercado da América Latina, o que abre muitas possibilidades, tanto dentro quanto nas conexões para o resto do mundo. Estamos cientes de que as outras companhias estão formando um grupo muito forte dentro de alianças, mas também apostamos que, quem não está em alianças, está muito interessado com nossa chegada. Estamos nos preparando para atender a um mercado completamente diferente, com uma língua diferente, e nos adaptando. Feito isso, veremos os efeitos de nossa rota em São Paulo, que nos dará boa base de análise, para planejar as outras aberturas e a necessidade do mercado. Não temos planos de trabalhar com capital externo. Tem que ser um crescimento sólido, mas não explosivo”, garantiu Kosicki.

 

A estrutura de operação no Brasil envolve uma base no Aeroporto Internacional de Guarulhos. São cerca de 15 funcionários a serviço da companhia – sob o comando de um gerente de aeroporto. Já nos voos, serão seis tripulantes, entre dois pilotos e quatro responsáveis pelo serviço de bordo.

 

Schmidt também aposta na ideia e felicitou a companhia pela nova operação. “Uma companhia aérea contribui muito para algo que acho primordial: que os países se conheçam. Agradeço também o apoio das autoridades da cidade e do governo estadual, assim como dos atuais e futuros clientes. O turista chileno ainda tem muito a conhecer do Brasil, assim como o brasileiro tem a conhecer do Chile. O novo voo ajuda a quebrar o déficit de conhecimento entre os povos, além de estimular e promover a união, o que é fundamental”, discursou.

 

Codeshare com Aerolíneas Argentinas


Os planos de parcerias no Brasil envolvem Gol e Avianca Brasil, conforme exposto por Paulmann. Mas, além disso, a companhia tem acordo firmado com a Aerolíneas Argentinas para codeshare. “Em três ou quatro semanas atenderemos à certificação que nos falta para começar o trabalho. Já estamos fazendo a integração dos sistemas, mas o lançamento será em aproximadamente seis semanas”, contou.

 

 

Priscila Ferraz de Mello

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