Solução para recuperar o Turismo

vacina

As perdas do setor de Turismo tiveram o efeito de uma bomba atômica de grandes proporções. Estima-se que, até o final do ano de 2020, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as perdas no faturamento chegaram a R$ 182,86 bilhões desde o início da pandemia, com um número de desempregados em torno de 450 mi.

Com o fôlego quase acabando, a esperança para o “novo normal” e a gradativa retomada das atividades no Turismo se concentra integralmente na vacinação em massa da população. Discussões ideológicas à parte, a única maneira de alçarmos voo será após a imunização dos turistas. Não existe alternativa para a sobrevivência do setor.

As empresas só irão autorizar as viagens corporativas de seus executivos após a imunização, sem os complexos riscos legais da responsabilidade pela vida e saúde de seu funcionário. Na área de eventos, as convenções nacionais e internacionais só se concretizarão plenamente após a imunização. O turismo de lazer, que já deu mostras de reação em alguns nichos domésticos, também só será pleno após a vacinação.

No final do mês de janeiro, atingimos a marca de um milhão de vacinados no Brasil; enquanto nos Estados Unidos, no mesmo período, já eram 22.7 milhões. No mundo, 68 milhões de doses já tinham sido aplicadas. Estamos atrasados se comparados com outros países, mas por aqui temos uma gestão federal que não apostava na vacinação e nem na vacina, optando por esse caminho meramente para evitar desgastes políticos.

O fato é que a economia só irá decolar com a vacinação da população; e o Turismo depende ainda mais que outros setores desta imunização em massa. Com certeza, ao longo do ano, teremos novas regras permanentes para permissão de ingresso em países ao redor do globo, incluindo a exigência da vacinação para livre trânsito, por exemplo. O que nos leva a refletir sobre o caráter da vacinação. Ela não é opcional, sob o prisma da legalidade e da economia, ela é obrigatória!

Mais do que nunca, os empresários do setor do Turismo, as associações, devem clamar pela vacinação em massa, exigindo que o governo tome todas as medidas necessárias para que o processo de imunização seja o mais breve possível. Além, é claro, das pautas já existentes, como o pedido de prorrogação das medidas de apoio a todo o setor. Além do aéreo, a regra deve contemplar um número maior de atividades como eventos, transportes, hospedagem, operadores de turismo e agências, dentre outros da mesma importância.

As associações devem, de forma uníssona, cobrar do Ministério do Turismo o empenho em ações que signifiquem maior agilidade no processo de aquisição e aplicação das vacinas. A comunidade de empresários e profissionais que é tutelada pela representatividade dessas associações depende disso para sua sobrevivência. E esse é um dos papeis das associações. Abraçar causas justas em prol do setor que atua. A vacina salva vidas e será a responsável por resgatar o setor de Turismo.

Deixe uma resposta