Início Geral Covid-19 STR divulga estudo completo sobre impactos hoteleiros devido Covid-19

STR divulga estudo completo sobre impactos hoteleiros devido Covid-19

Segundo STR, a América Latina ainda está começando a sentir os impactos da pandemia, mas lembra a importância de agir em prol da segurança de todos

A STR divulgou alguns dados sobre os impactos causados no desempenho hoteleiro. De acordo com o estudo, 2019 foi que já contou com algumas dificuldades em algumas regiões. Na América do Norte, Central, Caribe, Ásia, Austrália e Oceania, as demandas estiveram abaixo da oferta, sendo a América Central a única que apresentou queda de 1,6% na demanda frente ao ano anterior.

O levantamento também registrou que Oriente Médio, Ásia e Austrália e Oceania caíram no desempenho de Revpar 5,1%, 3,3% e 1,7%, respectivamente. América do Sul foi quem mais demonstrou alavancamento, chegando a um aumento de 10,7%, seguido pelo Norte da África, com 5,6%, e América Central, com 2,6%.

A China, por exemplo, foi considerado o principal mercado mundial. Em 2019, Hong Kong liderou o número de embarque, totalizando 17 milhões de chineses, seguido por Macao, também na China, com quase 14 milhões de turistas do país. Os destinos são seguidos por Tailândia, com 12 milhões de embarques; Japão, com 9,5 milhões; e Coreia do Sul, com quase 6 milhões.

Na América Latina – que exclui Venezuela dos estudos -, nota-se um crescimento contínuo, desde 2017 na demanda, estando sempre acima da oferta. O Revpar cresceu na maioria dos destinos. Rosário e Buenos Aires foram os destinos que mais cresceram, registrando um crescimento de 59% e 49, respectivamente. Também houve destinos que registraram queda, como Quito, no Equador, e Cusco, no Peru, ambos com uma queda tímida de 2%. No entanto, Nicarágua e Lima, no Peru, chegaram a registrar uma queda de 10% em 2019.

A região também foi marcada, no ano passado, por desvalorização no câmbio em quase todos os países da região, com exceção do Brasil. No entanto, o aumento na chagada de visitantes internacionais foi mais significativo nos demais países, sendo Brasil e Peru os únicos a ficarem abaixo da taxa mundial, que chegou a 3,6%. A Argentina foi quem apresentou melhor desempenho, com aumento de 7,9% na chegada de visitantes estrangeiro. Só de chineses, essa taxa cresceu 10,8%. Confira demais países

País Chegadas internacionais Chegada de chineses
México 6,1% 7,5%
Argentina 7,9% 10,8%
Brasil 0,4% 2,8%
Colômbia 3,7% 5,3%
Peru 2,5% 4,7%

Impactos mundiais

Na China, onde se iniciou a epidemia da Covid-19, foi registrada uma queda de 89% na ocupação entre os dias 15 e 29 de janeiro, um declínio de 70% para >10%. Essa média de ocupação se manteve até meados da semana do dia 19 de fevereiro, demonstrando uma leve melhora na semana do dia 26 de fevereiro, chegando a quase 15%.

A pandemia fez com que o país tomasse medidas urgentes para conter a propagação do vírus. Dentre as ações, foi fechado temporariamente mais de 2,6 mil propriedades, que correspondem a 40% dos hotéis analisados. Destes, 56% são hotéis econômicos e de médio porte. Além disso, cerca de 80% dos hotéis pararam as suas reservas nas Online Travel Agencies (OTAs).

Essa parcela de empreendimentos suspendendo suas operações fez com que muitos dos empresários encontrassem soluções para seus negócios, como a implementação de uma nova política de cancelamento, reembolso e remarcação, a fim de manter os hóspedes. Na última semana de fevereiro, centenas de hotéis retornaram suas operações.

Japão e Coreia do Sul viveram dois momentos da epidemia: uma entre a semana do dia 28 de janeiro e a semana do dia 18 de fevereiro e uma entre a semana do dia 18 de fevereiro e 5 março. Na primeira fase – quando foi confirmado o 31º caso na Coreia do Sul -, o Japão contou com uma ocupação hoteleira que variou de 52% a 75%, enquanto a Coreia do Sul ficou com uma média de 37% a 63%.

Na segunda fase, essa taxa cai significativamente e as reuniões corporativas sã canceladas. O Japão começa o segundo período com uma taxa de ocupação de 75% e encerrando com uma média de 27%. Já a Coreia do Sul, que teve seu milésimo caso confirmado neste período, iniciou com uma ocupação um pouco acima do 30%, fechando o ínterim com 14% de ocupação hoteleira. O cancelamento e adiamento de eventos também marcou o mês de fevereiro. Foram registrado 151 eventos adiados e 85 cancelados até julho.

Muitos países estão vendo as ocupações caírem abruptamente na semana do dia 9 de março, principalmente nos países de quarentena, como destaca o levantamento. A Itália registrou uma queda de 92%, liderando o estudo, seguido por Coreia do Sul e Grécia, ambos com 75%, e China, com 72%. O Brasil é que mostra menores impactos, registrando uma taxa de 11%, seguido por México e Nova Zelândia, com 14% e 15%, respectivamente. Confira a tabela completa.

Em uma comparação com o Sars, que teve seu surto ocorrido em 2003, espera-se que haja uma recuperação semelhantes. No entanto, a STR deixa claro que os impactos não tinha sido tão severos quanto estão sendo com a Covid-19.

América Latina

A América do Sul e Central não sentiram, entre 1º de janeiro e 15 de março, significativos impactos hoteleiros devido a Covid-19. De 1º a 19 de janeiro, a ocupação teve uma média de 54%, 1,5% acima do que fora registrado no ano passado. A Diária Média (US$ 96) e o Revpar (US$ 51) também registraram aumento no mesmo ínterim de 7,7% e 9,3%, respectivamente.

Já entre 20 de janeiro e 15 de março, a ocupação chego a uma média de 58%, uma queda de 4,2%. A diária média cresceu 4,2% e chegou a uma média de US$ 93, enquanto o Revpar caiu levemente 0,2% e chegou a US$ 54.

Os países foram mais impactados na semana do dia 9 de março. O destino mais impactado foi Panamá, com uma queda de 40%, seguido por Equador e El Savador, ambos com 36% de declínio, e Peru, com um decréscimo de 34%. Brasil e Uruguai se mostram os países com menor impacto, ambos com 11% de queda na ocupação no período.

Para muitos destinos latino-americanos, as quedas na ocupação começaram após o surto da Covid-19. Não é o caso de Santigo, no Chile. O destino vem sofrendo com quedas na ocupação desde os protestos de 2019. Lima teve sua queda na ocupação mais acentuada desde o dia 24 de março, enquanto Buenos Aires, na Argentina, e Bogotá, na Colômbia, começam a registrar as contínuas quedas no dia 5 de março.

Conclusão da STR

A STR deixou claro que a Covid-19 está impactando fortemente a indústria, com China e seus mercados gravemente afetados, com Europa e Oriente Médio com reduções de viagens e com América Latina começando a sentis os efeitos da pandemia.

Portanto, afirma que agora é o momento de garantir ações que visam reduzir esses impactos. Também afirma que não se trata de um momento para fazer análises frente ao ano passado, e sim comparar dia a dia, sem entrar em pânico. Além disso, conclui por lembrar que trata-se de vidas, não de números.

O estudo completo pode ser conferido neste link.


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