Tendências para 2018: explorando as novas fronteiras da tecnologia

0

Por Ricardo Pomeranz*

Todo fim de ano é igual. Todos nós utilizamos o tempo – pouco ou muito – pensando a respeito das tendências para o ano seguinte. O prêmio para quem consegue prever com maior exatidão é, com certeza, a capacidade de planejar ações que cativem o consumidor e obtenham mais resultados.

Sem sombra de dúvida, uma das áreas em que as especulações são maiores é a da tecnologia. Com os avanços incessantes do digital, por exemplo, a cada dia nós nos deparamos com novas ferramentas, gadgets e softwares que nos surpreendem. No setor de turismo não é diferente. O impacto das novas tecnologias é crucial para os que trabalham nesta área e planejam estar à frente da concorrência.

Todos nós sabemos que a tecnologia que gerou o maior buzz no mercado neste ano foi inteligência artificial. AI – a abreviatura que vem do inglês, mais usada como referência do termo – está diretamente relacionada à capacidade da máquina de entender nossa linguagem, interpretando o que estamos querendo dizer; em tomar uma decisão baseada nesta compreensão; e, finalmente, em responder também na mesma linguagem. Então, não podemos deixar de nos perguntar: Qual é a implicação da inteligência artificial para a área do turismo?

O impacto é enorme na forma como o consumidor pesquisa, reserva e experimenta sua viagem. Uma pesquisa recente do Booking.com revelou que 29% dos viajantes globais se sentem confortáveis em permitir que um computador planeje uma nova viagem baseado nos dados levantados em experiências anteriores. Metade dos entrevistados afirmou não se importar se estão lidando com uma pessoa ou um computador, contanto que as questões sejam solucionadas. São resultados impressionantes para uma tecnologia ainda embrionária e que ainda tem muito para evoluir.

Mas as inovações não param por aí. Outra novidade bastante importante para a indústria do turismo, muito promissora e que começa a surgir com mais destaque, é a realidade virtual. Seu objetivo é recriar, ao máximo, a sensação de realidade para um indivíduo por meio da imersão em um ambiente virtual simulado pelo computador. A interação é em tempo real e, quando bem desenvolvida, a sensação do usuário é de completo envolvimento.

O levantamento do Booking.com mostrou ainda que 64% dos viajantes gostariam de ‘testar antes de comprar’, utilizando uma plataforma de realidade virtual para conseguir um preview da viagem, enquanto 50% adorariam receber sugestões personalizadas de destinos que os incentivassem a fazer as reservas necessárias.

É claro que a realidade virtual nunca será igual a fazer uma viagem. Mas, tem a grande vantagem de estimular o interesse do potencial viajante. Uma prévia, mesmo que limitada, do que poderá ser visto e visitado certamente será um grande incentivo para os indecisos.

Então, se apenas essas duas tecnologias realizarem as experiências que prometem para o próximo ano, teremos uma revolução na forma de impactar o viajante. Pode se tornar um grande estímulo para essa indústria que tem sofrido tanto com os problemas econômicos dos últimos anos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here