Teresina: capital não banhada pelo mar e banhada pela cultura

Destino consolidado no segmento corporativo ainda resguarda opções de entretenimento, lazer, gastronomia e paisagens naturais

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É possível que a única capital nordestina não banhada pelo mar seja categorizada como destino de lazer? Pode até ser que o segmento corporativo tenha dominado Teresina, com seus mais de 186 auditórios que somam 38 mil assentos. No entanto, isso é apenas um pequeno ponto para o destino que oferece entretenimento, lazer, gastronomia, cultura e paisagens únicas.

Um dos principais pontos turístico aconselhados pelos locais para se visitar na cidade é a Ponte Estaiada, onde também está localizado o mirante, situado a 95 metros de altura, que pode ser acessado por elevadores. Lá de cima é possível ter uma visão panorâmica de toda a cidade. À noite, o mirante ganha cores, iluminando o passeio dos visitantes e locais que caminham pela ponte.

Outro item notório é a presença de inúmeras áreas verdes pelo caminho, como o Parque Lagoas do Norte, que conta com anfiteatro, quadras esportivas, pistas de caminhadas, ciclovia, playground e academia. Outro importante parque é o Encontro dos Rios. Além de observar o encontro do Rio Poti e Parnaíba, os turistas podem aproveitar para passar a tarde, comer no restaurante flutuante e levar um pouco de Teresina para casa, com os souvenires à venda no local.

Uma das principais produções da cidade nesse quesito é o artesanato. Materiais de cerâmica e argila são característicos do local e simbolizam a riqueza do estado representado pelas formas dadas pelas mãos dos artesãos. Enquanto o artesanato garante a recordação física, a gastronomia cumpre o papel de ganhar o visitante pelo paladar. Comida típicas, como Maria Isabel e arroz no capote, bem como receitas que levam a carne de sol, conectam o sabor ao destino.

A manufatura é referência na região

C de corso; C de carnaval

Uma das principais festas de Teresina é o corso que, neste ano, aconteceu em 23 de fevereiro. O evento, que visa promover o turismo de lazer da capital, atraiu 230 mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar. Foram cerca de 30 carros alegóricos, que trabalharam diferentes temáticas, indo desde os universitários a outros com temas que incluíam a terceira idade e pessoas com deficiência.

O número de participantes ficou abaixo dos 350 mil estimados por Venâncio Cardoso, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec). O resultado representa queda de 42,5% em relação ao número registrado no ano passado, quando 400 mil pessoas participaram das festividades.

Corso atraiu cerca de 230 mil de foliões

“Ao longo dos anos, o corso vem se remodelando. Economicamente, é uma festa que agrega a Teresina, pois o fato de não estarmos situados no litoral dificulta a promoção de festas populares. Teresina é uma cidade voltada para o turismo de negócios e, quando se tem um evento como esse, ainda mais sendo gratuito, seguro e com todo o poder público envolvido, há geração de renda e diversão”, afirma o secretário.

Para os próximos anos, a ideia é que o número volte a crescer e, por isso, a Semdec apostará em novas ações, impulsionando campanhas e trabalhando em divulgação do destino com parceiros do trade.

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