TUI Brasil promete preço, serviço e rentabilidade para expandir negócios com agências

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Leandro Carvalho e Andrea Mattei, CEO da TUI Latin America e gerente de Produtos e Plataformas da TUI Brasil, respectivamente
Leandro Carvalho e Andrea Mattei, CEO da Tui Latin America e gerente de Produtos e Plataformas da TUI Brasil, respectivamente

Preço, serviço e rentabilidade. Esse é o tripé que apoia a TUI Brasil – braço nacional do gigante grupo alemão líder mundial da indústria turística – na estratégia de expandir seus negócios com as agências de viagens brasileiras. “Foram seis meses de estudo e pesquisas de mercado junto a consultores para entender o que é importante para a gestão de viagens no País”, explicou Leandro Carvalho, diretor geral da TUI Brasil, durante happy hour para o trade do ABC Paulista.

O executivo ressaltou as vantagens e o reconhecimento em ser um agente TUI e aconselhou os agentes de viagens a aproveitar as oportunidades. “O maior grupo do mundo quer expandir e trazer novos negócios para o País por meio de uma organização nova, com CNPJ há apenas dois anos, com intenção de ganhar relevância no mercado. O momento não poderia ser melhor para o agente de viagens já que o conglomerado é forte e se reserva ao direito de perder para ganhar depois”, defendeu Carvalho.

Uma dessas facilidades é a possibilidade de vender ao agente o preço neto, o que permite a oferta de preços mais competitivos aos clientes. “Com bom preço, garantia de serviço de qualidade, respeito ao profissional e boa rentabilidade a gente garante esse algo a mais para os negócios de vocês. E conquistamos um pouco mais de mercado”, complementou o diretor para o grupo de cerca de 30 agentes presentes, reforçando que a estratégia se aplica também à remuneração do agente, com bonificação para primeira reserva, over comission e uma série de campanhas de incentivos.

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Desde sua chegada ao Brasil, em setembro de 2017, a TUI tem obtido resultados que reforçam a crença no potencial desse mercado. De 2017 para 2018, a sucursal brasileira viu suas receitas crescerem 40 vezes suas receitas. Até 2022, o grupo projeta conquistar um milhão de novos clientes nos cinco países que compõe a unidade de negócios chamada de Future Markets – Brasil, China, Índia, Portugal e Espanha.

Robusta e moderna

O executivo destaca a plataforma de reservas da TUI como uma importante ferramenta para concretizar esse cenário. “Nossa tecnologia é única e ainda não foi explorada na América Latina. O sistema é robusto, com back office forte, motor de reserva estável composto por uma empresa alemã e resposta rápida”, destacou Carvalho. Outro diferencial é a interface moderna e a navegação simples que o diretor compara com aplicativos e plataformas contemporâneas.

Segundo ele, o sistema é orientado para o fechamento de negócios em apenas quatro passos. A estrutura técnica permite resposta simultânea, busca semântica e taxa de resposta rápida. “Mesmo se você fizer uma busca colocando uma data aleatória de ida e volta, sem informar origem e destino, o sistema trará 3 mil combinações possíveis de pacotes em apenas três segundos”, prometeu.

Além do site em português, a empresa oferece um canal de atendimento telefônico às agências contratadas. A equipe é formada por brasileiros sediados em Madri (Espanha), onde fica localizada a central. “Todas as ligações provenientes do Brasil serão atendidas em português”, enfatiza.

Otimismo

Em entrevista ao Brasilturis, Carvalho reforçou a parceria com os agentes de viagens e projetou um cenário otimista para o ano. “Vamos continuar expandindo no mesmo ritmo, mantendo um crescimento sustentável e baseado em feedback validado. Todos os nossos produtos são desenvolvidos com base na resposta do mercado, de acordo com o que o cliente precisa”, diz.

Neste ano, será dado um destaque especial aos resorts, após a aproximação da TUI com a Resorts Brasil – Associação Brasileira de Resorts. “Fizemos acordos exclusivos e nos tornamos a primeira operadora especialista em resorts no mundo. A venda desses produtos, principalmente os brasileiros, é nossa grande aposta para 2019”, revelou. No happy hour, a rede Dom Pedro de resorts foi parceira e destacou o Dom Pedro Laguna, com 102 apartamentos e campo de golfe com 18 buracos.

Entretanto, mais do que incluir produtos nacionais no portfólio, a ideia é vender os produtos globais da TUI para brasileiros. A ideia nos Future Markets é estimular a origem e criar pontos de venda com base na solidez de uma multinacional com governança corporativa forte. “Credibilidade é essencial para o alemão, tanto que é reforçado no nome do grupo”, lembrou Carvalho. A sigla TUI é composta por três atributos que reúnem os principais valores da empresa: Trust (confiança), Unique (único) e Inspiring (inspirador).

Mesmo DNA, modelos diferentes

Líder mundial, a empresa manteve seus negócios concentrados na Europa até a criação da divisão dedicada aos Future Markets. Carvalho reforça que é um equívoco comum, entretanto, pensar que a parceria propicia a venda exclusiva de pacotes para o Velho Continente. “Somos uma empresa mundial, com sede na Europa. Somos fortes por lá, mas vendemos também Cancun e Maldivas, por exemplo, para o viajante europeu. Esse fato nos ajuda na origem e não pode ser limitada ao destino”, explicou.

O grupo fundado na década de 1920 e sediado em Hannover também não se resume mais a “apenas” uma operadora. O resultado nesse segmento, aliás, representam menos da metade dos negócios da empresa avaliada em dez bilhões de euros e com receita anual próxima aos 20 bilhões de euros. “A gente se intitula como uma empresa de hotéis e cruzeiros que tem um operador como canal de distribuição”, resume. A TUI detém, hoje 381 hotéis e 16 navios de cruzeiros próprios que respondem por mais de 50% de suas receitas.

Apesar de ter espelhado a experiência europeia no País, Carvalho lembra que os modelos de atuação são diferentes por conta das particularidades de cada mercado. Na Europa, o investimento é em cerca de 1600 lojas de rua para atender a um comportamento de compra mais focado no ambiente off-line. “Apenas 7% dos negócios em viagens na Alemanha, por exemplo, se concretiza on-line”, disse.

No Brasil, a aposta é em oferecer a plataforma de reservas na internet para agências contratadas expandirem os negócios on-line. A única exigência é que a empresa tenha um CNPJ. “Temos esse ‘DNA off-line’ da base, então entendemos e defendemos a categoria”, enfatizou Carvalho, que já teve passagens pela Vasp, Carlson Wagonlit Travel, Accor Hotels, Pegasus e Sabre.

Em 2018, o grupo TUI obteve lucro líquido de mais de 1 milhão de euros. Um dos maiores mercados da empresa em termos de emissão é o grupo de países nórdicos, junto com Alemanha e Reino Unido. “No verão, essa população viaja para o Mediterrâneo em busca de sol. Levamos, sozinhos, seis milhões de turistas anualmente para Mallorca, na Espanha. Isso é o que o Brasil recebe por ano em termos de visitação internacional”, comparou Carvalho.

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