Turismo do Rio comemora avaliações da conferência

Por: Antonio Euryco

O evento movimentou R$ 274 milhões.  Mais que o arrecadado no âmbito da movimentação econômica, para o secretário estadual de turismo, Pedro Guimarães, ‘o Rio passou no teste em vários setores.  Um deles foi que a cidade registrou trânsito abaixo da média histórica do município, com redução de até 27% do tempo de deslocamento em alguns locais.”

 

Houve pontos positivos também na área de sustentabilidade, especialmente em uso de biocombustíveis e gestão de resíduos. Dos 380 ônibus fretados em circulação, 31 deles (8%) funcionaram com combustíveis alternativos. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e as cooperativas de catadores realizaram a coleta seletiva de quase um terço das 144 toneladas de lixo recolhidas nos eventos oficiais e paralelos durante os dez dias da Conferência – isso numa cidade que recicla menos de 1% de todo o seu lixo produzido.

 

As regiões onde ocorreram atividades ligadas à Rio+20 registraram quedas bruscas nas ocorrências de segurança. A principal causa para essa queda, apontam especialistas, foi o superpoliciamento nessas áreas: cerca de 20 mil homens das Forças Armadas e das polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar estavam envolvidos no esquema de segurança da conferência.

 

“Apesar de o Rio estar um canteiro de obras, a cidade respondeu muito bem”, ressaltou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), Alfredo Lopes. A rede hoteleira, que obteve índice de ocupação de 95%, terá 10 mil novas vagas em 36 novos empreendimentos até os Jogos Olímpicos de 2016. A Abih estima que serão criados mais de 40 mil postos de trabalho diretos e indiretos até lá.

 

Um problema, porém, foi ressaltado. A defasagem na capacitação no setor turístico, sentida especialmente pelos estrangeiros. Embora tenha prestado atendimento a mais de 260 mil pessoas nos 16 postos de informação montados pela cidade, a Riotur pretende sanar um dos principais problemas enfrentados na Rio+20,  com a ausência de atendentes bilíngues.

 

Ainda neste ano será ampliado o programa municipal ‘Rio Hospitaleiro’, que em 2011 capacitou 3 mil pessoas. De acordo com Guimarães, a ideia é oferecer treinamento não só ao setor hoteleiro, mas também a garçons, taxistas, policiais, guardas municipais e garis. “Vamos focar especialmente nos atendentes de serviço público, que estão na ponta, para que a cidade esteja pronta para mostrar sua capacidade de receber bem e com qualidade”.

 

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