Turismo LGBT: como as políticas públicas devem atuar pela promoção?

A atuação da política pública foi tema do terceiro painel do Fórum de Turismo LGBT do Brasil, realizado no Tivoli Mofarrej, em São Paulo

0
Thomas Werber, da Turisrio, Vinícius Lummertz, da Secretaria de Turismo de São Paulo, junto com Mônica Nobrega, jornalista do Estadão que mediou o painel

Turistas e membros da comunidade LGBT+ sempre existiram e continuarão a viajar. Contudo, cabe aos destinos oferecer infraestrutura, respaldo e seguranças a esses visitantes. Pensando nisso, a atuação da política pública foi tema do terceiro painel do Fórum de Turismo LGBT do Brasil.

“Entre os diferentes segmentos, um dos que mais viajam e mais buscam por um turismo qualificado – um produto sofisticado – são os membros da comunidade LGBT+. E o que a política deve fazer é promover o diálogo institucional e garantir que essa demanda seja atendida”, destacou o secretário de Turismo de São Paulo, Vinícius Lummertz.

Além disso, segundo o secretário, é preciso entender que toda a cadeia turística é beneficiada ao dispor de serviços e produtos de qualidade a esse segmento. “Na realidade, toda a roda da economia é beneficiada. É preciso investir nos destinos. Só a cidade de São Paulo, principal centro econômico do País, deverá receber um investimento de R$ 3 bilhões para revitalizar o rio Pinheiros. Achou muito? O que seria de Paris, caso o rio Sena estivesse poluído?”, indagou Lummertz.


LEIA MAIS:
+ Miami apresenta atrativos locais e anuncia eventos LGBT para público
+ Caribe gay-friendly: os diferenciais de Curaçao para a comunidade LGBT+
+ Fort Lauderdale é anfitriã do Pride of the Americas 2020; confira

Outro importante destino presente no painel foi o Rio de Janeiro. O presidente da Turisrio, Thomas Werber, destacou a necessidade de promover o estado para além da Cidade Maravilhosa. “É preciso debater mais e nós, na área pública, devemos incentivar isso e promover mais diálogo. A missão é clara: levar o turismo para além da capital e estender para todo o estado – pois opções não faltam.”

Ainda de acordo com Werber, cabe às políticas públicas incentivar a participação da iniciativa privada. “A iniciativa privada precisa ser abraçada, pois os governos mudam periodicamente; a indústria turística, não. Precisamos da parceria deles para promover o crescimento não apenas dos destinos, quanto dos visitantes – independente da sua orientação sexual, gênero ou religião.”

Conservadorismo na política

Quando indagado sobre as declarações homofóbicas do presidente da República, Jair Bolsonaro, Lummertz afirmou acreditar que não necessariamente isso afastaria os visitantes internacionais do Brasil.

Para exemplificar a situação, o secretário destacou a postura do presidente Donald Trump. “Ele tem uma postura contraditória. É, muitas vezes, chato. Mas nem por isso as pessoas estão deixando de ir à Disney ou Nova York”, declarou.

 


Leia também:
Israel é foco no começo da tarde do Fórum de Turismo LGBT em SP
Servir à comunidade LGBT no mercado de luxo é pauta durante Fórum de Turismo
Fórum de Turismo LGBT do Brasil reúne trade em São Paulo; veja fotos

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here