‘Turismo vacinal’ pode aumentar desigualdade da imunização

É comum em destinos mais ricos o desenvolvimento do 'Turismo vacinal', instigando a visita de turistas em prol da imunização

Turismo vacinal

A estratégia de oferecer vacinas para turistas, ou ‘Turismo vacinal’, têm sido um dos caminhos durante a retomada. Alguns destinos como EUA, Rússia, Maldivas e Indonésia, por exemplo, distribuem imunizantes para estimular o fluxo de viagens. Contudo, uma análise da Global Data identificou que essa prática, apesar de aumentar números do turismo, também prejudica indiretamente países com dificuldades na vacinação.

O fato apontada pelo levantamento é que, de fato, o Turismo vacinal cumpre o papel de acelerar o reinício das viagens. Por outro lado, levando em consideração que países mais pobres ainda precisam de doses dos imunizantes, cria-se um laço entre a volta dos viajantes e a desigualdade na vacinação.

De acordo com Johanna Bonhill-Smith, analista de Viagens & Turismo da GlobalData, o luxo do Turismo vacinal tem um preço. “As pessoas mais ricas dos países mais pobres chegam primeiro às vacinas. Neste caso, existe o argumento de que os países que promovem campanhas poderiam doar doses excessivas ao invés de aplicar em turistas ricos”, afirma.

Além dos países citados no começo, algumas agências de viagens também realizam esse tipo de negociação para aumentar as receitas. Na Rússia, por exemplo, os pacotes turísticos de três semanas com preços entre US$ 1,5 mil a US$ 2,5 mil, sem o bilhete de avião e incluindo as vacinas.

De acordo com o Painel de Vacinação da Covid-19 da Global Data, a República Democrática do Congo administrou 3,5 vacinas por mil pessoas desde 25 de Agosto de 2021. Em comparação, os EUA aplicaram 1.115 mil doses por mil pessoas na mesma data.

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