Txai Resort cria protocolo e projeta reabertura para 1º de julho

Localizado a 20 minutos de Itacaré (BA), o empreendimento dedicou os meses em que esteve fechado para fazer melhorias na estrutura e desenvolver novas regras que atendem aos desafios impostos pelo novo coronavírus

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O que seria um ano de festas e comemorações se transformou em período para olhar para dentro e investir em mudanças. No ano em que completa duas décadas de existência, o Txai Resort aproveitou o período de confinamento imposto pela covid-19 para melhorar sua infraestrutura e criar um protocolo de segurança para clientes e equipe.

Localizado a 20 minutos de Itacaré (BA), o empreendimento dedicou os três meses em que esteve fechado aos hóspedes para realizar as reformas necessárias, desenvolver novas regras que atendem aos desafios impostos pelo novo coronavírus e treinar seus colaboradores em relação a esses procedimentos.

Em videoconferência realizada hoje (2/6), Bruna Dib, diretora de Vendas e Marketing do Txai, afirma que a reabertura está prevista para 1º de julho, com operação inicial reduzida a 25% da capacidade. A data ainda depende da publicação de um decreto estadual que permita o funcionamento, além do incremento em termos de conectividade aérea.

A executiva projeta que a permissão do governo deva sair até a data marcada e comemora o incremento de voos para a região. “A Gol incluiu três voos semanais para Ilhéus, partindo de Guarulhos, na malha de junho; e também existe também a possibilidade de termos voos da Latam. Ainda dependemos do decreto, mas estamos confiantes que conseguiremos retornar às atividades”, diz.

Txai: protocolo personalizado

O escopo de mudanças incluiu benfeitorias cotidianas – como pintura de fachadas, recuperação de mobiliário e deques, limpeza nos sistemas de ar-condicionado e pequenas obras nos telhados e área interna dos 40 bangalôs – e uma grande reformulação na sala de estar, ambiente de convívio que teve mudanças arquitetônicas para se adequar às regras atuais.

Em relação aos protocolos específicos para a covid-19, o resort saiu na frente por conta de características peculiares da propriedade e da operação. Localizado em uma área de proteção ambiental de 97 hectares e com apenas 3% de área construída, o empreendimento já foi planejado para garantir privacidade a, no máximo, 80 hóspedes.

Entremeados pela mata, cada um dos bangalôs fica a uma distância de quatro metros do outro e tem dois acessos, o que facilita a desinfecção realizada a cada hospedagem, com janela obrigatória de 48 horas. “Fazemos a sanitização com processos diferenciados e o fato de haver entrada e saída diferentes ajuda a garantir o resultado, já que o colaborador entra para limpar por uma porta, percorre todo o interior e sai pelo outro lado”, explica Bruna.

Os procedimentos foram criados de forma individualizada, com base em orientações da Anivsa e Ministério da Saúde, além da adaptação de práticas que vêm sendo aplicadas mundo afora. Bruna ressalta que o documento foi criado em parceria com a Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), associação da qual o resort faz parte.

A equipe foi treinada em relação às novas exigências e o Txai criou clusters entre seus 150 colaboradores para amplificar as medidas de segurança, além de incluir EPI no uniforme obrigatório. “Quanto menos contato eles tiverem com os hóspedes melhor para a segurança de todos. Assim, a mesma camareira que atender a um bangalô no primeiro dia, permanecerá com o grupo até o fim da permanência. Isso se eles solicitarem o serviço de limpeza diária, pois há opção de não ter contato nenhum durante a hospedagem”, afirma Bruna.

Essa minimização de contato começa já com a ficha de hospedagem, feita com antecedência e de forma eletrônica. É nesse momento que o hóspede decide se quer serviços extras – como room service, troca de toalhas e arrumação de camas. “Se ele não quiser contato, a gente monta o minibar de acordo com os itens previamente escolhidos e prepara os jogos de toalhas e amenities de acordo com o tempo de permanência”, explica a diretora.

O Txai também tem investido cuidado adicional em relação ao estado de saúde e histórico de viagens dos hóspedes. Não de forma a restringir a entrada – já que o resort está preparado, inclusive, para atender viajantes que manifestarem os sintomas da covid-19 durante a estada -, mas para garantir a premissa de segurança. “Temos um ambulatório equipado que funciona 24/7 e protocolos específicos para atender a alguém nessa situação, caso seu retorno para casa seja inviável”, diz.

Serviços adaptados

A sala vip do resort no aeroporto de Ilhéus funciona como um primeiro espaço para controle dos hóspedes. É lá, segundo Bruna, que os clientes têm suas malas sanitizadas e etiquetadas para já chegarem ao Txai higienizadas. Os transfers são realizados em carros particulares para uso individual de cada família ou grupo.

Itens de papelaria foram eliminados e substituídos por QRcodes com diretório de serviços, menu de passeios, cardápio de restaurantes e atividades oferecidas no spa – que segue em funcionamento, exceto pela sauna e fitness center que permanecem fechados. “Estamos prontos para reabrir, oferecendo o mesmo padrão de qualidade e sem perder a essência do hotel”, informa.

Nas cinco piscinas, as espreguiçadeiras foram dispostas para garantir distância mínima de três metros – com vasos de flores e vegetação típica fazendo as vezes de limitadores de espaços – e o mesmo procedimento foi adotado no restaurante – que opera exclusivamente em sistema a la carte. O uso de máscaras é obrigatório aos hóspedes nas áreas sociais.

A executiva reforça que o tarifário não teve alterações, pois “não há interesse e repassar o custo para o cliente”. O resort não está permitindo reserva para grupos e eventos neste momento, cancelou os que estavam marcados para os próximos meses e manteve apenas os agendados a partir de outubro. Mesmo assim, Bruna alerta que pode haver modificações futuras.

Desde o fechamento, em março, o resort também intensificou o auxílio à comunidade do entorno por meio do Instituto Companheiros do Txai, iniciativa criada há 16 anos para beneficiar trabalhadores que têm no turismo uma importante – quando não a única – fonte de renda. “Estamos entregando cestas básicas para 70 famílias mensalmente, especialmente as de agricultores que forneciam sua produção para o consumo no hotel e que estão impossibilitados de fazê-lo no momento”, conta. A campanha de arrecadação já somou R$ 90 mil em doações e segue ativa em junho.

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