Velle e Clia Brasil discutem oferta de cruzeiros fluviais na pandemia

Durante a live da Velle, a Clia resaltou que o setor de cruzeiros fluviais crescia 5% ao ano no período pré-pandemia; além disso, no Brasil, 90% das vendas são feitas por meio de agentes de viagens

Velle

Na última segunda-feira (14), a Velle Representações promoveu mais uma edição do “Conversa de Bordo” no Youtube e Facebook. A edição contou com a presença de Marco Ferraz, presidente Executivo da Clia Brasil, falando sobre o cenário nacional, oferta de mercado, protocolos e perspectivas do setor.

O bate papo abordou o papel da vacinação contra covid-19 no Brasil e a nível mundial, fator defendido por Marco e Ricardo Alves, diretor Executivo da Velle como de grande influência para a retomada das atividades turísticas e econômicas. “Enquanto os números de infecção da covid-19 do brasil estiverem altos, teremos essa rejeição. Quando tivermos imunização, ou seja, duas doses, para a grande maioria da população teremos a abertura das fronteiras. Não basta apenas se vacinar, temos que continuar com todos os cuidados, como usar máscara e manter o distanciamento social. O coronavírus muito provavelmente será uma doença com a qual teremos que conviver, assim como ocorre com a gripe comum e as campanhas de vacinação”, pontua Marco Ferraz.

Ricardo destaca que as companhias de cruzeiros fluviais operam sob protocolos tão rígidos quanto as companhias marítimas. As medidas incluem distanciamento social, redução de público, agendamento de serviços, uso obrigatório de máscara, filtros HEPA nas embarcações e mudança nos serviços alimentícios de buffet para menu à lá carte.

“As companhias estão se preparando para oferecer o teste RT-PCRC de saída, pois para embarcar de volta, as empresas aéreas estão exigindo o resultado do teste negativo, além da vacina”, destaca Ricardo. Conforme dados da IGRC, no mundo há 800 navios fluviais, com 125 mil leitos e desses, a Amazônia é contemplada com oito navios, 280 leitos e quatro operadoras.

“Aqui no Brasil, 90% das vendas são feitas por meio de agentes de viagens, mercado que compete com o internacional, pois sob esse recorte o volume de vendas fica em 70%. O setor fluvial, antes da pandemia, crescia acima de 5% ao ano. Analisando os números, são 130 mil leitos, quatro rodadas no mês, 500 mil cruzeiristas/mês e 6 milhões ao ano. É um número bem razoável e dá para o agente de viagens que não está olhando, começar a olhar para esse mercado. É um produto que tem que estar nas prateleiras dos agentes de viagens”, destaca Ferraz.

O executivo aponta ainda, que o Ministério da Infraestrutura tem planos para estruturar hidrovias com cerca de 30 mil quilômetros navegáveis. “A Amazônia tem poucos os navios, poucos leitos e muito potencial. Além dos cruzeiros fluviais, temos cruzeiros marítimos que entram lá todo ano. Os percursos vão de Macapá a Manaus em duas escalas, mas há também para navios menores, os que fazer roteiro até o Peru”, evidencia.

Novidades Velle

Para 2021, a Velle Representações destaca a entrada das parceiras Crystal Cruises e Belle Amazon e Amazon Dolphin. O portfólio crescerá com entrada das novas embarcações AmaSiena e AmaLucia operando nos rios Reno e Danúbio e o AmaDahlia, navegando no Egito. A Avalon inaugurará no Rio Reno a embarcação View e a Senic terá o yacht Eclipse II como destaque. Já a Emerald Wateways lançará o Emerald Luna no Rio Reno e Danúbio, além de incluir o Emerald Azzurra Yacht no portfólio. Por fim, a Uniworld apresenta as embarcações SS Sphinx (Egito), Mekong Jewel (Rio Mekong), SS La Venezia (Itália) e o SS São Gabriel (Douro).

Ricardo aproveita o bate-papo para evidenciar os mini cruzeiros (de quatro a cinco noites), as rotas musicais temáticas no Rio Danúbio, itinerários de até 46 noites para experiências mais imersivas, além de novos percursos com extensão terrestre em viagem de trem, mais a prolongação das temporadas de canais da Bélgica e Holanda e novos roteiros pela França com dois navios fazendo o roteiro de Provence.

Insight para o mercado

Apesar de não estar disponível na vitrine da Velle, o diretor executivo também mencionou a integração do cicloturismo com cruzeiros fluviais pela Europa, que segundo ele, além de popular é bem estruturado, principalmente pelas ciclofaixas às margens dos rios, que dão liberdade aos turistas para explorarem os destinos turísticos.

Outra tendência levantada são os roteiros entres navios. “É integração uma que já daria para fazer normalmente desde que as datas se encaixassem. Com a pandemia, a Amawaterways fez um estudo e após constatar que há demanda, lançou esse produto”. A companhia oferece três roteiros, na primavera, verão e outono Europeu de 2023. “O primeiro roteiro, datado para iniciar em junho foi esgotado antes mesmo do lançamento. Com 46 noites abordo, a rota passa por sete rio, 14 países e tem troca de barco quatro vezes. O trajeto inicia no Rio Senna e vai até Bucareste”, conta Ricardo. Além da Amawaterways, outras empresas no portfólio da Velle também oferecem esse tipo de produto.

Guia para agentes de viagens

A live também abordou o lançamento do Guia de cruzeiros da Clia, o qual foi estruturado para auxiliar o agente de viagens a entender o mercado e aumentar seu potencial de vendas. O material está disponível no site.

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