Viagens de incentivo: tendência resulta em lucro e procura cresce 22%

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As chamadas viagens de incentivo são bem-vistas por todos os envolvidos. Nem sempre requerem budgets enormes, costumam se pagar sozinhas em razão do próprio retorno que oferecem e movimentam o mercado de turismo na baixa temporada, quando a rede hoteleira costuma ficar ociosa.

A prova dessa boa receptividade é que cerca de 70% das empresas que investem na área estão satisfeitos com os resultados obtidos, segundo levantamento recente do Índice da Indústria de Viagens de Incentivo, realizado pela Society for Incentive Travel Exceellence, Incentive Research Foundation e pela Financial and Insurance Conference Professionals.

Na Fanato, operadoras especializadas em viagens de experiência, incluindo as de incentivo, a procura por esse tipo de produto aumentou 22%, entre janeiro e novembro, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo Raphael Santana, CEO do grupo, oferecer uma experiência de viagem, como forma de estímulo ou como gratificação, é uma tendência no universo corporativo, não só no Brasil como no mundo todo.

“É o tipo de viagem que vai além da escolha de um destino atraente e hospedagem de primeira. Seja em grupo ou não, elas envolvem experiências inusitadas, como por exemplo, dirigir um carro de luxo no gelo, pilotar um avião, ter aulas de gastronomia com um chef renomado, conhecer a estrutura de marketing por trás do Super Bowl, entre outras opções”, esclarece o CEO da Fanato.

Segundo a pesquisa intitulada The Attractiveness and Effectiveness of Incentive Award Options, 85% dos contemplados se sentem mais motivados com programas de viagem de incentivo. Ainda por cima, existem estudos mostrando, inclusive, que as viagens de incentivo pesam para os millennials na hora de aceitar um novo emprego.

Esta tendência tem sido frequente, principalmente, na indústria farmacêutica, no segmento de seguros, montadoras, mercado de varejo e canais de entretenimento, justamente porque proporcionam experiências únicas, customizadas e nem sempre possíveis de se fazer em viagens de lazer.

Nos Estados Unidos, 40% das empresas usam o recurso como ferramenta de motivação, reconhecimento e recompensa. Inclusive, de acordo com a Organização Mundial de Turismo (OMT), os segmentos turísticos que mais devem crescer nas próximas duas décadas são os que englobam incentivos, eventos e de aventura.

Segundo a Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), as viagens de incentivo se sobrepõe a outros tipos de premiações porque proporcionam uma experiência inédita e que, diferentemente das remunerações em dinheiro, proporcionam alto impacto da lembrança da experiência vívida de até 12 anos.

O CEO da Fanato ainda lembra da importância das viagens de incentivo em momentos de crise. “Elas são excelentes ferramentas para estimular a produção, principalmente em momentos críticos. Por isso, as viagens de incentivo não costumam sofrer retração em momentos instáveis”, ressalta Santana.

Além de ser uma estratégia para aumentar o engajamento e o relacionamento entre os funcionários, as empresas reconhecem que uma viagem diferenciada resulta em maiores lucros, rentabilidade e funciona como retenção de talentos. Além disso, se torna uma poderosa forma de marketing, já que é possível exibir a marca em diversos momentos da viagem, tudo de forma customizada, de acordo com o interesse da empresa.

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