Viagens domésticas podem alcançar resultados pré-pandemia em breve

De acordo com Marc Gordien, da Salvador Bahia Airport, a aviação regional tende a se recuperar mais rápida com as viagens domésticas

Viagens domésticas

O mercado aéreo, impactado fortemente pela pandemia, é observado por Marc Gordien, diretor comercial do Salvador Bahia Airport, como o segmento que tende a se recuperar mais rápido do que o tradicional em âmbito regional. Segundo ele, a tendência é que haja uma reconfiguração da malha no País, com as viagens para cidades de menor porte aumentando sua participação no mercado.

Isso pode ser notado com osso voos da Voepass no terminal aeroportuário de Salvador. A companhia está operando, desde julho, voos comercializados pela Gol Linhas Aéreas. Essas rotas para destinos como Aracaju, Maceió, Vitória da Conquista e Barreiras se mostraram bem-sucedidos. No mês passado, a aérea passou a voar para Ribeirão Preto, que ganhou frequência adicional. Novas rotas devem ser operadas a partir de janeiro.

“A gente identificou um potencial grande nessa pandemia. Alguns mercados que antes eram atendidos pelos aviões de maior porte diminuíram porque os passageiros de negócios ainda não voltaram. Então, conseguimos desenvolver parcerias para colocar em operação aeronaves de menor porte”, apontou Eduardo Busch, CEO da Voepass,

Outra companhia que demonstra esse apoio é a Abaeté Aviação, que retomou as atividades comerciais com o início da rota Salvador – Morro de São Paulo. “Vamos focar mais nos destinos turísticos, que tem mais demanda no curto prazo. Estamos oferecendo não só o transporte, mas a experiência de serviço. Você entra no avião e já está de férias”, destacou Tiago Tosto, diretor de Vendas da empresa.

Demanda crescente

A aviação doméstica vem apresentando contínuo crescimento. Segundo Carlos Eduardo Prado, secretário nacional de Aviação Civil Substituto, a expectativa é que, em fevereiro, as viagens aéreas dentro do Brasil alcancem os mesmos números de 2019, resultando do trabalho do mercado interno e das medidas lançadas pelo governo federal durante a pandemia, como o Voo Simples.

‘No caso da aviação regional, já temos para cidades médias com aeronaves maiores e estamos vendo um movimento para cidades bem pequenas que em 2018 e 2019 não conseguiam atender. E a gente percebe que são justamente esses novos modelos que conseguem atender a essa demanda”, disse Prado, que atribuiu o crescimento, também, aos investimentos federais em aeroportos e aeródromos.

Gordien, que acredita que o desenvolvimento do mercado pode até triplicar, ainda acrescenta que há espaço para a expansão dos voos regionais, principalmente em um país continental como o Brasil e que não tem outras opções além do transporte rodoviário. Para ele, investimentos em infraestrutura e incentivos às empresas viabilizam o segmento. “Tem um potencial importante, há demanda de passageiros”, completa.

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