Viagens & Turismo podem impulsionar recuperação do Reino Unido pós-Brexit

Com crescimento bem abaixo da média mundial, país também registrou queda significativa nos gastos de turistas estrangeiros
brexit

Embora tenha a quinta mais importante indústria de viagens e turismo do mundo, o Reino Unido subiu apenas 1% nesse setor em 2018, ficando bem abaixo da média mundial de crescimento de 3,9% e da União Europeia (2,7%). Em 2017, o país registrou crescimento de 6,2%.

Os dados foram relevados em pesquisa realizada pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (World Travel & Tourism Council, WTTC) que apontaram ainda para o aumento expressivo de China, Índia e Tailândia, que cresceram 7,3%, 6,7% e 6%, respectivamente.

O crescimento levou o país a alcançar 234 bilhões de libras em contribuição econômica da atividade turística em 2018. Os Estados Unidos lideram o ranking com 1.200,436 bilhões de libras, seguidos de perto pela China (1.135.885 bilhões de libras); Japão (276.705 bilhões de libras) e Alemanha (259.497 bilhões de libras). A sexta posição ficou com a Itália (206.895 bilhões de libras).

O estudo revela que o resultado reflete a incerteza dos viajantes em relação ao Brexit e teve consequências também na queda de 9,7% nos gastos dos turistas – de £ 31,5 bilhões em 2017 para £ 28,4 bilhões em 2018. A previsão para 2019 é de um crescimento de 1,4%, novamente abaixo das médias mundial (3,6%) e da União Européia (2,4%).

“No pós-Brexit, Viagens & Turismo, deverá ser um dos principais setores a impulsionar a recuperação da economia britânica. No mês passado, publicamos pesquisas para mostrar que mais de 300 mil empregos poderiam estar em risco no setor no Reino Unido e quase 400 mil na Europa se o país deixar a União Europeia sem um acordo, em 29 de março”, pontuou Gloria Guevara, presidente e CEO do WTTC.

No total, o setor de Viagens & Turismo contribuiu com 4,2 milhões de empregos no Reino Unido em 2018. “Saudamos o papel do governo britânico em adotar uma agenda conjunta para o crescimento com o setor privado e sua determinação em continuar promovendo o Reino Unido em mercados internacionais”, completou Gloria.

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