WTTC avalia como o setor sobreviveu a 90 crises entre 2001 e 2018; veja

De acordo com Gloria Guevara, presidente e CEO da WTTC, é necessário aprender dos cases de sucesso e unir setor públicos e privados

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O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, em inglês), em parceria com a Global Rescue, apresentou, neste mês, uma nova pesquisa que analisou o impacto de 90 crises entre 2001 e 2018 em nível nacional e municipal. Foi examinado o tempo para recuperação, bem como chegadas e gastos perdidos. Destas:

  • 32% foram relacionadas ao terrorismo/segurança
  • 13% foram relacionadas a doenças/surtos
  • 19% foram relacionadas a instabilidade política
  • 36% foram relacionadas a desastres naturais

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De acordo com o estudo, o setor de viagens e turismo está mais resistente do que nunca, com tempo médio de recuperação caindo de 26 meses em 2001 para dez meses em 2018. Da quatro categorias analisadas, a instabilidade política se mostrou a mais desafiadora, com tempo médio de recuperação de 22,2 meses, enquanto os incidentes relacionados ao terrorismo ou à segurança tiveram menor tempo médio de recuperação, com média de 11,5 meses.

Além disso, os tempos médios de recuperação de desastres naturais e surtos de doenças foram de 16,2 meses e 19,4 meses, respectivamente. Foi notado que parcerias público-privadas e comunicações eficazes e transparentes são essenciais para a preparação e prevenção.

“Esta pesquisa mostra o quão resiliente é o setor. Embora ainda haja trabalho a ser feito, os dados mostram que os tempos de recuperação caíram significativamente nas últimas duas décadas e que foram feitos grandes avanços. É crucial que continuemos aprendendo com incidentes anteriores e continuemos a nos reunir por meio de parcerias público-privadas para fazer uma diferença real na redução do impacto econômico e humano”, declara Gloria Guevara, presidente e CEO da WTTC.

Ainda de acordo com ela, a instabilidade política provou ser a crise mais desafiadora a ser superada, com os maiores tempos de recuperação. “No entanto, por meio de colaboração público-privada, comunicação eficaz e esforços contínuos voltados para a preparação e prevenção, podemos fazer uma diferença real na redução do impacto econômico e humano”.

No relatório, o WTTC e o Global Rescue oferecem recomendações sobre como os destinos podem mitigar o impacto de uma crise, apresentando exemplos bem-sucedidos de países como Quênia, México, Egito, Havaí e Japão.  Além disso, o material destaca a importância de estar preparado e a necessidade de gerenciamento coordenado para garantir uma recuperação bem-sucedida.


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