WTTC discute legado do turismo durante Cúpula Global

A programação do WTTC contou com diálogos sobre direitos humanos, consumidor do futuro, sustentabilidade e responsabilidade social

WTTC

O que você está fazendo hoje que realmente causa impacto no turismo? Daqui a dez anos, quando olhar para trás, que legado terá deixado? Com essas perguntas, Kathleen Mathews, jornalista e embaixadora do WTTC marca as discussões do último dia da Cúpula Global realizada nesta terça-feira (27).

A programação contou com diálogos sobre direitos humanos e o papel do turismo para frear o tráfico humano e a exploração sexual no painel Sustentabilidade através da responsabilidade social. Norma Aguayo, coordenadora nacional da End Child Sexual Exploitation (ECPAT) para o México pontuou que é necessário um trabalho conjunto entre os governos e as empresas privadas para identificar e tomar atitudes a fim de erradicar tais práticas.

“A indústria do turismo possui força e alcance para atuar em diferentes níveis e parar a exploração sexual de jovens e crianças. Isso não é turismo. Temos que proteger não só a natureza, mas também as famílias e treinar os profissionais dos vários setores da cadeia turística para que estes sejam capazes de identificar e agir contra o abuso sexual, a prostituição e o tráfico infantil”, enfatiza.

Houve ainda, a valorização do turismo social por Fahd Hamidaddin, CEO e membro do Conselho da Autoridade de Turismo Saudita. O executivo acredita que a proteção da cultura local nas comunidades pode ser usada não só para manter viva as tradições, mas também para compartilhá-la por meio do turismo.

“Basta olharmos para as tendências, que veremos que os Millennials estão procurando por sustentabilidade e responsabilidade social, além vivência nas viagens. Se observamos o mundo, a tecnologia está roubando empregos, exceto no turismo, o que é muito bom, porque podemos conciliar experiências ágeis a autenticidade dos destinos, atendendo assim, o turista da geração Millennials e das futuras”, afirma.

Em um aspecto geral, o evento do WTTC defiiu o futuro do Turismo como aquele que unirá experiências com responsabilidade social e ambiental, respeitando as culturas, a natureza e os indivíduos de cada comunidade visitada.

“Houve muita mudança na mentalidade das pessoas na comparação pré-pandemia. Elas querem se conectar mais com a natureza. Tenho visto muitas pessoas comprando casas em resorts e se mudando, porque lá conseguem trabalhar e viver próximo a natureza com uma infraestrutura de qualidade. O conceito de férias mudou”, ressalta Frank Rainieri, presidente do Grupo Puntacana.

Diante das exigências desse novo perfil, José Azcárraga, Grupo Posadas endossa a busca por vivência nas comunidades, no entanto, propõe à indústria que pense em soluções de infraestrutura para atender à essa demanda com o menor impacto negativo possível.

“Nos últimos meses aprendemos a diminuir o ritmo das nossas vidas e isso será transportado para as viagens. Porém o que me preocupa é como fornecer assistência para tornar viável o contato dos turistas com a cultura das comunidades a fim de atender suas necessidades por experiências. Não tenho a resposta ainda, mas pelo menos já sei qual o problema em que tenho trabalhar”, pontua.

A diversidade e inclusão também estiveram em pauta na Cúpula Global do WTTC, com a celebração da ProColombia, por fazer parte da lista de Melhores empresas para se trabalhar. “ É importante ressaltar que empoderamento, não só para as mulheres, é sobre permitir que o outro mostre o que é capaz de fazer independente de seu gênero ou de como se identifique”, enfatiza Aileen Clemente, presidente da Rajah Travel Corporation.

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